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A Bela Rio Branco


Distante 260 km de Belo Horizonte, Visconde do Rio Branco é conhecida pela sua intimidade com a música e pelo seu pólo industrial. Mas vamos conhecer um pouco mais de sua história?

Princípios do século XIX…Guido Marlière, o colonizador da Zona da Mata Mineira, instala a sua base nas terras do Presídio de São João Batista. Aliás, estas terras já foram denominadas como Xopotó dos Coroados, Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio de São João Batista, São João Batista do Presídio e Presídio até se chamar Visconde do Rio Branco. A escolha de Guido se deve pelo fato de aqui haver uma grande concentração de índios na época. O domínio de Marlière, que era o Diretor Geral dos Índios ia do Vale do Rio Doce a Campos dos Goitacases, no Estado do Rio de Janeiro.

O Aldeamento do Presídio recebeu os foros de vila e município em 22 de setembro de 1881 por meio da Lei Provincial nº2.785, que tinha sob sua jurisdição os atuais Municípios de Visconde do Rio Branco, Guiricema, São Geraldo, Guidoval, Cataguases, Ubá, Paula Cândido, Muriaé, Miraí, Laranjal e Patrocínio do Muriaé. Um ano depois, por iniciativa do Deputado José Pedro Xavier Veiga o Presídio é elevado a categoria de cidade e passa a se chamar Visconde de Rio Branco, homenageando José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco.

No que tange o aspecto economico, a cana-de-açúcar foi a mola propulsora do desenvolvimento do município. Podemos destacar o Engenho Central Rio Branco, estabelecido em 1885 por força de Decreto Imperial e que mais parte passou a ser da Societé Sucriére de Rio Branco S/A.

Fundada em 1885, por diretores da Estrada de Ferro Leopoldina e com sede social em Paris, 47, Rue du Rocher, e escritório no Rio de Janeiro, à Rua 1º de Março, 71, 2º andar., a Societé Sucriére de Rio Branco S/A nasceu com o objetivo de estabelecer colonos ao longo de suas linhas e para desenvolver a cultura da cana-de-açúcar.



Isto é o que sobrou da Societé Sucriére de Rio Branco S/A nos dias atuais. Note os trilhos da antiga ferrovia escondidos pela poeira do tempo.

A fábrica de açúcar estava distante dois quilômetros da estação de Rio Branco, em um terreno de 33 hectares de área. O maquinismo eram das Companhias Flecher (Inglaterra) e Saint Quentin (França), e tinha uma capacidade de trabalho de 50 toneladas de cana por dia ou uma produção de 800 sacos de açúcar de 60 quilos cada um. O empreendimento produzia vários tipos de açúcar e destilava 6.000 litros de aguardente por dia (Haja aguardente!!!).

Os diretores da empresa eram os Srs. Abel Rousseau, Paul Henry Durocher e René Douachée. O dr. Joanny Bouchardet era o gerente geral.

Bouchardet é engenheiro civil formado em França e estava no Brasil há 43 anos. Antes de assumir o cargo de gerente, por conta da empresa organizada em 1907, dirigiu outra fábrica de açúcar, Pureza, no estado do Rio de Janeiro e antes disso se ocupara em construções de estradas de ferro, principalmente da estrada de ferro para Friburgo. Também participou de montagem de máquinas para café, arroz etc. O sucesso da Societé se devia a sua hábil administração deve a empresa.


Acervo Jorge A. Ferreira Jr.

Mais tarde, a Societé Sucriére de Rio Branco S/A se denominou Usina São João e depois Usina São João II e muitos foram os seus funcionários. Quem também impulsionou o desenvolvimento local foi o café, através da importante firma comercial de Adriano Telles & Cia. Adriano Telles, era português e, juntamente com os Irmãos Mesquita, consolidou aqui, em fins do século XIX, sua importante casa comercial que foi fator importantíssimo para o desenvolvimento da cidade, exportando café da região para outros cantos.

A fase de desenvolvimento de Visconde de Rio Branco foi interrompida por crises que acabaram causando o fechamento das usinas e, consequemente, desempregando muita gente na segunda metade do século XX. Atualmente, Rio Branco sobrevive com a indústria de móveis, confecções e alimentícia, dentre as quais podemos destacar a “Pif-Paf”, a indústria de sucos TIAL e a industria de polpas AGROFRUIT.


E depois de conhecer a história de Rio Branco, vamos dar um passeio pela Praça 28 de Setembro, que foi fundada com o nome de Parque Municipal Carlos Peixoto Filho no ano de 1909 homenageando um político local da época. O nome atual da praça se deve a data de sua emancipação. Nos arredores dela, encontramos algumas edificações de importância histórica para a cidade.


Inaugurado em 1902 pelo presidente da câmara, Dr. Carlos Peixoto Filho a quem coube a tarefa de terminar a construção do prédio, a sede da Prefeitura de Visconde de Rio Branco serviu também como fórum da cidade, que mais tarde mudou-se pra sua sede própria construída ao lado da prefeitura.

 O seu Salão Nobre era usado pelos munícipes para realizar festas, reuniões importantes e até bailes. Hoje, o prédio é utilizado apenas para reuniões e para que o poder público possa oferecer seus serviços a população. É um prédio de estilo eclético de inestimável valor histórico e arquitetônico para a cidade.


Ao lado da prefeitura, temos a Matriz de São João Batista. Suas obras se iniciaram em 1907 e se encerraram em 1917.Era um trabalho primoroso, com colunas coroadas de capitéis ricamente trabalhadas em mármore, com paredes ricamente pintadas e um coro com escada de caracol trabalhadas em madeiras e balaústre. A igreja sofreu uma reforma , cujo objetivo a ampliação de seu espaço interno, foram retiradas as colunas laterais da nave central, mudando sua característica

E com relação a música, temos o Conservatório Estadual de Música Prof. Theodolindo José Soares e a Sociedade Musical 13 de Maio. Nasceu por força da Lei n° 811, no dia 13 de abril de 1951, instalado nesta cidade com a denominação de Conservatório Estadual de Música Prof. Flausino Vale”, aos 13 de abril de 1953. Mais tarde, através do decreto n° 11.404 de 21 de outubro de 1968, passou a denominar-se Conservatório Estadual de Música “Professor Theodolindo José Soares.”




Em 13 de maio do ano de 1970, O Sr. Felício Rodrigues Silva fundou a instituição musical que é remanescente da Banda Mirim, que se tornou Sociedade a partir de maio de 1974. Com 54 componentes, mantém uma Escola de formação Musical com ensino gratuito e profissionalizante composto por 39 jovens. Atualmente, a direção da banda é do Maestro Tito Viana. Em comemoração ao aniversario da banda, tradicionalmente, os músicos desfilam pela cidade a partir das quatro da manhã em alvorada festiva no dia 13 de maio.


Proporcionando a oportunidade de desenvolvimento de seus dotes musicais, o conservatório é um espaço onde os processos de aprendizagem, criação e difusão da música está disponível a todos. Interessante destacar que aqui nasceu o Maestro Sebastião Viana, que foi professor de música de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e assistente e revisor das obras de Heitor Villa-Lobos, o maior nome da música erudita brasileira. Atualmente, Sebastião é mestre geral das bandas de músicas de Minas Gerais e diretor do conservatório de música da UFMG.




Acervo do Arquivo Público Mineiro.


E na Praça 28 de setembro encontramos a Escola Estadual Dr. Carlos Soares. Solenemente inaugurada no dia 14 de julho de 1915, é o primeiro estabelecimento estadual de ensino primário. Seus fundadores foram Dr. Carlos Soares de Moura, Dr. Raul Soares e Dr. Eugenio de Melo, expressões lídimas da política local daquela época, que se interessavam pela causa do ensino.





A edificação pública recebeu a denominação de grupo escolar Dr.Carlos Soares, em homenagem ao ilustre político. Construída em um terreno doado pela prefeitura Municipal, tendo como construtor o Sr.Vitor Vitarelli, a referida escola recebeu a denominação de escola Municipal Dr. Carlos Soares no dia 21 de novembro de 1997 pela lei municipal 377/97.





E mais um pouco para dentro do centro da cidade, temos a estação ferroviária de Visconde de Rio Branco. Inaugurada em 1880, a estação foi aberta com o nome Rio Branco. Nos anos 40, passou a ser denominada Visconde do Rio Branco e até 1980 recebia trens de passageiros. Os trilhos ainda estão a vista de quem queira registrar e relembrar o tempo em que trens dividiam espaço com pedestres, veículos e carroças.






Acervo do Arquivo Público Mineiro


E assim vive Visconde de Rio Branco…uma cidade que viveu o apogeu da cana-de-açúcar e que hoje relembra saudosa dos bons tempos do trem cruzando o centro da cidade. E para encerrar, fico com a estrofe daquela que é considerada o hino da cidade. Luar de Rio Branco, de Lourival Passos nos diz:





“…Num Jardim,


A brisa quando passa baixinho me diz:


não existe no mundo outra assim


conhecer Rio Branco


que sonho feliz!“





Como chegar


Vindo do Rio de Janeiro: Siga pela BR-040 até a saída para a Av. Deusdedith Salgado passando por uma rotatória. Nesta rotatória, pegue a segunda saída para a Av. Paulo Japiassu Coelho e depois vire a direita para a Av. Independência. Logo depois siga para o entroncamento com a MG-353/Av. Juiz de Fora. Depois é só seguir nesta rodovia até o encontro com a MG-133, em seguida siga a direita na BR-265 (percorrendo 32 km) e esquerda para a MG-447. Depois de 17 km percorridos, bem-vindos a Visconde do Rio Branco.

Para quem vem de São Paulo, siga pela Presidente Dutra até o acesso a BR-393. Por esta, seguir até o município de Além Paraíba e adentrando na BR-116. Pela 116, seguir até Leopoldina e entrar no acesso a BR-120 saindo no acesso a BR-265 e em seguida, MG-447.

Linhas de Ônibus





UNIDA (Clique aqui para mais informações sobre as linhas)

Rio de Janeiro x Visconde do Rio Branco

Saídas de: Ervália / Coimbra / Juiz de Fora / Ubá (Urbano e Rodoviário) / Muriaé / Ponte Nova / Viçosa / Tocantins

A Viação Oran possui saídas de Visconde do Rio Branco para o município de São Geraldo.

Viação Salutaris (Clique aqui para mais informações sobre as linhas)

Saídas para Barra Mansa, Campinas e São Paulo

Viação Pássaro Verde (Clique aqui para mais informações sobre as linhas)

Saídas para Brasília e Belo Horizonte.

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