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Sessão Nostalgia: Santa Sofia e o Oeste Oriental e Ocidental

Os anos de 2009 e 2010 foi um ano trágico para a Zona Oeste. Três tradicionais empresas da região tiveram as suas atividades interrompidas após intervenções por parte do poder público.

Vamos considerar a história destas três empresas. A começar pela Viação Santa Sofia.

Viação Santa Sofia


A história da Santa Sofia começou quando o governo determinou que as pequenas empresas de lotações se tornassem novas empresas de viação de ônibus a partir de 1962. Após herdar o terreno da Viação São José, que operava a área da antiga Estrada Rio - São Paulo e ligava Campo Grande a divisa do Rio com a cidade de Nova Iguaçu.



Nos anos 70 a Sta. Sofia já possuía uma frota de 105 carros e nos anos 80, depois de adquirir a Faça Turismo e a Viação Taninha a empresa se uniu com a Transportes Campo Grande. Mas alguns anos depois, a fusão foi desfeita e a Santa Sofia deixou com a Campo Grande as linhas da Zona Norte adquiridas da Taninha e em troca receberia algumas linhas da Campo Grande.






De uma grande empresa da região passou para uma empresa de uma única linha, a S11, que ligava Inhoaíba (ou Cosmos) a Praça XV. Tudo se iniciou quando nos anos 2000 a empresa passou a pertenceu ao grupo pertencente a Transportes Amigos Unidos. Em seguida a empresa  teve 50% das suas ações vendidas para novos controladores acionários. No entanto por ter ações judiciais e dívidas antigas, sua participação na licitação que modificou o sistema de concessões de linhas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro, foi negada. 

A saída foi a fusão com a Viação Ocidental, formando um nova empresa: Rio Rotas Transportes e Turismo, sendo administrada pela Andorinha Rio do Grupo Breda Rio. Nesse momento a história das duas se unem com a da Transportes Amigos Unidos, 



Transportes Oriental e Oeste Ocidental


No dia 02 de dezembro de 1959 nascia uma das mais tradicionais empresas de transporte da Zona Oeste carioca: a Bangu Méier Ltda.


Um ano depois, o nome foi mudado para Transportes Oriental, em homenagem ao "Clube Oriental de Lisboa", time do qual o Sr. Alcindo Moreira - fundador da empresa - fazia parte. Neste mesmo período também adotado as cores da bandeira nacional.

A empresa crescia junto com a região e incorporou em seguida duas outras empresas, a Transportadora Rosane e a Viação Elizabeth.





Nos anos 80, a Oriental foi uma das empresas encampadas pelo Governo do Estado e isso levou ao seu sucateamento. Nos anos 90, a houve a cisão da empresa e mais precisamente no ano de 1994, nascia a Oeste Ocidental Ltda. A partir daí, a história da Oriental e da Ocidental se junta a da Transportes Amigos Unidos, que tinha sociedade com a Oriental e tinha participação também na Ocidental.



A maior parte das linhas e garagem da Ocidental pertencia ao grupo e uma parte menor ficou com a Oriental, que em 2006 adquiriu a Transportes Santa Izabel, de São Gonçalo. O resultado é que a Oriental começou a decair, a Ocidental começou a operar muitas linhas e não dava conta delas e a Santa Sofia estava em um estado de quase falência. 

Em 2009, a empresa teve sua garagem lacrada pelo Mininstério Público pela falta de manutenção/conservação e comprometimento da segurança de seus veículos, sendo apenas 40 de 180 veículos liberados para circulação. Em maio de 2009, a empresa sofreu intervenção da Prefeitura do Rio e do Ministério Público diante de centenas de denúncias sobre o péssimo serviço prestado à população da Zona Oeste. Sendo assim, a Secretaria Municipal de Transportes decidiu distribuir parte das suas linhas a outras empresas da região.

Em 04/01/2010 a empresa entrou em processo de cassação de suas linhas pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Em março do mesmo ano, a SMTR indeferiu o pedido da Ocidental para reintegração de suas linhas embargadas, o mesmo ocorrendo com sua empresa originária, a tradicional, Transportes Oriental. Em 2010, a empresa deixou de operar, não tendo sido incluída em nenhum dos consórcios que se formaram naquele ano





A partir de Março de 2009, a crise evidente na empresa levou a SMTR a intervir na concessão das linhas, formando assim pool de empresas que ajudariam a mantar alguns trajetos, enquanto a Oriental deveria planejar uma reestruturação que permitisse a manutenção da concessão para operar em transportes públicos.

Em 2010, o fim: Técnicos da Secretaria Municipal de Transportes estiveram na garagem da Transportes Oriental para proibir a saída dos ônibus e a pá de cal veio com um decreto municipal cassando a permissão da empresa no dia 30 de dezembro do ano anterio. Mas a empresa desrespeitou a medida, e 12 ônibus foram lacrados.

Em 10 de janeiro de 2010, a Oriental encerra suas atividades e muita de suas linhas foram repassadas para a Pégaso.


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