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Mogi das Cruzes: Dos Bandeirantes para o Alto Tietê

Bandeirantes Gens Mea. Em latim, “Procedo dos Bandeirantes”.

Largo do Carmo, no Centro de Mogi das Cruzes
Assim é Mogi das Cruzes, cidade que surgiu que o bravo bandeirante Braz Cubas se embrenhava pelas matas as margens do Rio Anhembi, hoje Rio Tietê, em busca do precioso metal dourado por volta de 1560.


Mas o mérito da fundação do povoado coube a Gaspar Vaz, que abriu o primeiro caminho que ligava Mogi a São Paulo, que se tornou vila em 17 de agosto de 1611 com o nome de Sant´Anna de Mogi Mirim. O termo “Mogi” é uma alteração do termo indígena Boigy que, por sua vez, vem de M’Boigy, o que significa “Rio das Cobras”, denominação que os índios davam a um trecho do Tietê.


Por sua vez, Mirim significa pequeno. Faz referência ao riacho Mogi Mirim e o povão complementou com “das Cruzes” pois era um costume local os povoadores inalizar com cruzes os marcos que indicavam os limites da Vila, de acordo com tese de Dom Duarte Leopoldo e Silva, confirmada pelo historiador e professor Jurandyr Ferraz de Campos.
E muitos dos municípios que fazem fronteira com Mogi das Cruzes surgiram como distritos deste: Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Suzano, Biritiba-Mirim. Restando aos dias de hoje apenas Sabaúna, César de Souza, Brás Cubas e Jundiapeba
E foi em 13 de maio de 1855 que Mogi das Cruzes alcançou foros de cidade. Mas por incrível que pareça, o trem só chegou aqui duzentos e sessenta e quatro anos depois!







Segundo registros da Estrada de Ferro São Paulo-Rio, a estação era um casebre de madeira que foi substituído por um prédio inaugurado em 1929 com apenas duas plataformas. O prédio atual, é de 1984, e hoje a operação desta – e das outras estações da cidade – estão sob a responsabilidade da CPTM.

Acervo Estações Ferroviárias do Brasil (http://www.estacoesferroviarias.com.br)

Em 1893, foi aberta a estação César de Souza homenageando Augusto César de Souza, chefe da 5a divisão da Central em 1890. Deu origem ao bairro com o mesmo nome. O prédio atual parece ter sido inaugurado em 1921 e atualmente serve como transporte de cimento para a fábrica da Villares.



Acervo Estações Ferroviárias do Brasil (http://www.estacoesferroviarias.com.br)

No mesmo ano, foi aberta a estação de Sabaúna. O que era uma pequena estação de madeira se tornou uma bela edificação em 1933.

Foi na plataforma desta estação que em 1954 se deu o famoso assalto ao Trem Pagador (clique aqui e conheça a história deste fato).

Em 1986, o último trem de passageiros (o chamado mistinho, que fazia a linha Mogi das Cruzes-São José dos Campos) passou por ali, numa estação que apenas servia como plataforma, pois desde a década de 60 o prédio funcionava como arquivo da RFFSA.

Em 1989, o prédio foi fechado e no ano seguinte foi ocupado por uma família até o ano de 2003, quando houve a divisão deste com uma ONG. No ano de 2001 e até os dias de hoje, o prédio se tornou sede da Assoc. Nacional de Preservação Ferroviária, a ANPF.



Estação Jundiapeba.
Em 1914, surgiram as paradas de Braz Cubas e de Jundiapeba e em 1976, para atender a demanda proveniente dos estudantes de uma universidade, a Estação Estudantes, próximo ao Terminal Rodoviário da cidade.

Na cidade é muito perceptível a presença de pessoas de todo o mundo e de todo o país. A colônia japonesa, por exemplo, representa 20% da população de Mogi. E estão em sua terceira geração no município. Com um comércio e movimento intenso, a cidade atraiu pessoas que chegaram a capital primeiro, mas depois se estabeleceram por aqui.
E os que aqui vivem tem o privilégio de um espaço cultural como o Theatro Vasques. Inaugurado em 1902, homenageia a memória de Francisco Correa Vasques, ilustre representante da classe artística, que além de ser um gênio em espiritualidade e bondade era reconhecido por todas as classes sociais, inclusive pelo imperador D. Pedro II.





O Theatro Vasques foi edificado para acomodar uma platéia de 417 espectadores, distribuídos em 2 pavimentos. No térreo ficava a platéia com 305 lugares e no pavimento superior estavam os 7 camarotes com 4 cadeiras cada, e a galeria nobre nas laterais, com 42 lugares cada . Tinha um palco italiano 7m de profundidade pro 10 de largura.

E já que fizemos um breve histórico ferroviário de Mogi, vale o passeio proporcionado pela CPTM no Expresso Turístico entre a estação da Luz e Mogi das Cruzes (clique aqui e conheça mais sobre o serviço).

A dica do viajante é o Hotel Avenida. Para quem deseja descansar de uma longa viagem é próximo do Centro da cidade e da estação.

Como chegar

A Viação Jacareí tem saídas de Jacareí, Guararema (Junto com as empresas Radial Transporte Coletivo, CS Brasil e Pássaro Marrom, formando o Consórcio Unileste) e São José dos Campos para a cidade. Mais informações no site da empresa.

A Viação Util/Sampaio oferece saídas diárias do Rio de Janeiro para Mogi das Cruzes.

Rio x Mogi das Cruzes: 14:00 / 23:59
Mogi das Cruzes x Rio: 12:30 / 22:39

A Cometa oferece saídas de São Vicente para a cidade e a Breda da cidade de Bertioga. A Pássaro Marrom tem saídas de São Paulo, Aeroporto de Guarulhos e cidades próximas para Mogi das Cruzes. Clique no nome das empresas para mais informações.

E não esqueçamos que a cidade é atendida pela Linha 11-Coral da CPTM.





E finalmente, o transporte municipal da cidade é operada pelas empresas CS BRASIL e Princesa do Norte, integrantes do Sistema Integrado Mogiano, o SIM, que é uma integração tarifária entre as linhas, através de um cartão eletrônico e dois terminais urbanos, o Terminal Central, que se interliga com a Estação de Mogi das Cruzes e o Terminal Estudantes, que fica próximo da estação de mesmo nome, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e das universidades da cidade.

Nossa próxima parada: A bela Guararema!


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