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Non Ducor Duco: O Parque Independência - Parte I

Essa história todos conhecem: Em 7 de setembro de 1822, o Brasil se tornou independente de Portugal por meio do famoso grito dado as margens do Riacho do Ipiranga: "Independência ou morte!". O que poucos sabem é que essa região era de domínio imperial na época e logo depois, em 1891, passou para as mãos da administração estadual e passou por grandes transformações. No ano de 1888, o Museu do Ipiranga foi inaugurado como museu de História Natural e mais tarde foi reforçado seu caráter patriótico.

Foto: Divulgação

No centenário da Independência, em 1922, como parte das comemorações foi inaugurado - apesar de ainda não concluído - o Monumento à Independência do Brasil, por Ettore Ximenes e Manfredo Manfredi. A casa que presenciou o famoso "Grito" passou por um processo de desapropriação no ano de 1936 e em 1955 foi remodelada para se aproximar as características descritas pelas mãos do pintor Pedro Américo na tela "Independência ou Morte". Tudo para se incutir a necessidade da preservação da região que se tornou um sítio histórico-cultural.

Mas somente no ano de 1989 que os três elementos culturais se consolidaram em um só após um processo de integração dos mesmos que levou vinte anos para se concluir no parque que hoje vemos e que foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1975.  Em 3 de outubro de 1986, o governo estadual passou a administração das áreas que compõem o parque (exceto o Museu Paulista) à Prefeitura Municipal de São Paulo.

Foto: Divulgação


Foto: Divulgação



Ao entrar no parque você já repara na imponência do Museu do Ipiranga. No dia em que o Relatos de Viagem Etc. visitou o parque, ficamos apenas com a vista do palácio, que está permanentemente fechado. Em um outro momento, quando ele estiver aberto possamos detalhar mais sobre o Museu.
Então, vamos aos jardins e ao monumento...

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação



Os jardins que nos levam ao Monumento à Independência tem uma forte influência dos jardins franceses, com chafarizes, lagos, fontes e estatuas, sempre com o perfil próprio da arquitetura monumental. O processo de restauração feito ao longo dos anos mantém de forma impecável as características arquitetônicas

Foto: Divulgação


Mas antes do monumento, temos a casa que testemunhou o Grito do Ipiranga. Esta ficava nas proximidades do antigo Caminho do Mar e do famoso riacho, originalmente construída em pau-a-pique. Nela estão os vestígios das várias reformas feitas pelos seus moradores ao longo do tempo e diferentes materiais formam a sua estrutura, desde tijolos até uma pequena participação em concreto.

Foto: Divulgação



Embora faça parte do imaginário da proclamação da indepedência do Brasil em 1822, graças a tela Independência ou Morte" do pintor Pedro Américo, o documento mais antigo sobre a sua origem data de 1884. No ano de 1936 ela foi desapropriada e permaneceu entregue ao abandono até o ano de 1955 quando foi realizada uma restauração procurando deixá-la nos moldes da casa representada por Pedro Américo. Foi instalada nesta uma falsa janela em uma de suas paredes e em 1975 ela foi tombada pelo CONDEPHAAT. A partir daí passou a ser chamada de "Casa do Grito".

Passou por processos de pesquisas arqueológicas e de restauro ao longo do tempo. Foi reinaugurada no dia 7 de setembro de 2008 e atualmente integra o acervo denominado "Museu da Cidade de São Paulo".

No próximo post, vamos ao Monumento da Independência. Até lá!

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