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Taubaté, a Capital Nacional da Literatura Infantil


Localizado a  130 km da capital do estado, São Paulo, 280 km da cidade do Rio de Janeiro, 90 km de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo e 45 km de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, a cidade de Taubaté é conhecida não apenas pela grande concentração industrial em seu território (É o segundo maior pólo industrial do Vale do Paraíba Paulista): Também é conhecida pelo grande número de talentos que saíram da cidade para brilhar nos palcos brasileiros e por ser denominada no dia 03 de março de 2011 a “Capital Nacional da Literatura Infantil”.

Mas antes disso tudo…Taubaté era apenas uma tribo de índios guaianás denominada tabaybaté ou itaybaté. Segundo o tupinólogo Hugo Di Domênico, há duas interpretações aceitáveis para a origem do nome da cidade.

A primeira é de que Taubaté significa “taba verdadeira” e outros defendem que o nome da cidade em tupi-guarani signifique “Cidade Alta” ou “Pedra Alta”.
A colonização européia não havia fincado seus pés por aqui e nas redondezas. Logo, havia a necessidade de demarcar estas terras pela sua donatária, a Condessa de Vimieiro, neta e herdeira de Martim Afonso de Sousa.

Para isso, foi designado o bandeirante Jacques Félix e no ano de 1628 ele recebeu as concessões e no ano de 1636, mais precisamente num vinte de janeiro, Jacques Félix recebeu poderes para avançar pelos Sertões desta região, obtendo provisões do capitão-mor da Capitania de Itanhaém, Francisco da Rocha. Em 13 de outubro de 1639 recebeu ordens para erguer a matriz, cadeia pública, casa para o conselho, arruamento, engenho de cana-de-açúcar e farinha de milho, além de concessão de terras às famílias trazidas pelo fundador



Em 5 de dezembro de 1645, Taubaté recebeu foros de vila passando a se denominar São Francisco das Chagas de Taubaté. É interessante notar que a cidade foi a primeira que recebeu os foros dessa natureza. No ano seguinte, Jacques Felix recebeu uma nova missão:  Adentrar o sertão, em busca de minas. Acompanharam os feitos de Felix – que atravessou a Mantiqueira pela garganta do Embaú e atingindo o planalto do rio Verde – Antônio Rodrigues Frazão, que em 1693 descobriu ouro nos sertões de Cuiaté, e Bartolomeu Bueno de Siqueira, as minas de Itaverava. Taubaté alcançou com as bandeiras uma relativa prosperidade com o objetivo de abastecer os movimentos bandeirantes que vinham da Vila de São Paulo de Piratininga como da própria vila.
Isso fez com que Taubaté fosse o pólo central das bandeiras e surgisse como uma importante cidade na vida colonial brasileira, desencadeando uma verdadeira corrida do ouro e a instalação da primeira casa de fundição do país, no antigo largo do Convento, hoje praça Monsenhor Silva Barros. Depois dessa época, a cidade voltou a depender da agropecuária de subsistência até que o café passou a ser a mola mestra do desenvolvimento local. Foi um dos mais importantes produtores da região.
Foi nessa época que adquiriu os foros de cidade. Em 1842, recebeu do Barão de Monte Alegre o nobre título e nessa época já tinha mais de onze mil habitantes. Em 1876, recebeu os trilhos da Estrada de Ferro do Norte sendo a estação terminal da linha. De 1876  a 1877 possuía um serviço de diligências que levava os passageiros para Cachoeira Paulista e pegar o trem para o Rio de Janeiro, onde a E.F. do Norte se juntava a E.F. Dom Pedro II.
A estação que hoje encontramos foi construída em 1923, quando a E.F. Central do Brasil renovou as principais estações de suas linhas, e segundo relatos, ainda é usada pela MRS Logísitica.
Também foi na época do auge da produção cafeeira nesta região que foi construído o Solar da Viscondessa do Tremembé. Atualmente é um dos marcos do patrimônio histórico-arquitetônico local.
Após a morte de seus primeiros moradores, o Visconde e a Viscondessa, seus netos bastardos – pois o Visconde não teve filhos com sua esposa – Judith, Esther e o escritor Monteiro Lobato, herdaram o patrimônio do casal. Mas o Solar foi adquirido por Esther, que em 1916 vendeu ao Cel. Francisco de Paula Oliveira. Com a morte do coronel no ano de 1936, a viúva Maria Francesca Chiaradia alugou o imóvel ao empresário Felix Guisard que instalou ali o Museu Histórico de Taubaté. Em 1938, o Museu Histórico virou o Museu Municipal.

No ano de 1951, foi instalado ali o Ginásio Taubateano que funcionou aqui até a década de 70. Três anos depois, a Federação das Faculdades de Taubaté, hoje UNITAU, assumiu a administração do imóvel. Em 1982, o casarão abrigou em suas dependências o Depto. de Psicologia e sua clínica e a partir de 1998 o Centro de Documentação e Pesquisa Histórica. Atualmente, o Solar abriga além da CDPH uma galeria de arte.


Quando a cafeicultura caiu em desgraça, a rizicultura a substituiu como fonte econômica local. E logo após a chegada da ferrovia e depois da Rodovia Presidente Dutra, junto com o surgimento das duas guerras mundiais e a crescente demanda de exportação do Brasil, a cidade deixou a agricultura de lado e passou a ser industrializar. A sua primeira fábrica surgiu em 1891, com a Companhia Taubaté Industrial, onde se fabricavam “morins” (tecidos brancos e finos de algodão), que eram vendidos para grande parte do Brasil. Até os dias atuais, alguns dos prédios que abrigaram a indústria se mantêm preservados na Praça Felix Guisard (conhecida como Praça da CTI), próxima ao Centro da cidade.


Em 1906 foi cenário de um Convênio. O Convênio de Taubaté foi um  acordo firmado entre os governadores dos estados de São Paulo (Jorge Tibiriçá), Minas Gerais (Francisco Sales) e Rio de Janeiro (Nilo Peçanha) para proteger a produção brasileira de café, que passava por um momento crítico, de preços baixos e prevendo a colheita de uma safra recorde. Nesse acordo, os preços do produto eram mantidos artificialmente altos, garantindo-se os lucros dos cafeicultores. Estes, ao invés de diminuírem a produção de café, continuaram produzindo-o em larga escala, obrigando o governo a contrair mais empréstimos para continuar adquirindo esses excedentes.


O Estado adquiriu o produto para revenda em momentos mais favoráveis até 1924, ano em que foi criado o Instituto do Café de São Paulo, a partir de quando essa intervenção passou a se dar de forma indireta. Mas faltou algo, segundo o economista Celso Furtado, autor do livro “Formação Economica do Brasil”: incentivar a diversificação da pauta de exportações brasileiras, por meio de subsídios, para assim aliviar a pressão da oferta interna sobre a tendência da queda de preços verificada na época. Assim, o Convênio de Taubaté só ajudou a adiar o iminente fim do ciclo cafeeiro no Brasil, que aconteceu com a quebra da bolsa de valores de Nova York, em 1929.
No ano de 1919 iniciou-se a construção de um Teatro e em 21 de junho de 1921 este foi inaugurado. O Teatro Metrópole conta com diversos estilos arquitetônicos como Art Noveau e Neoclassicismo, após um período inativo o prédio foi reinaugurado no ano e 1939 como Cine Metrópole. No ano de 1986 passou a formar o Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da cidade e após muitas reformas, em 1999 o município adquiriu o imóvel adequando o prédio as mais modernas técnicas de uso e segurança para o público. Passou por uma última reforma no ano de 2008.






Mas hoje Taubaté é uma importante cidade no cenário econômico, no contexto de formação de importantes cidades na época colonial (Bandeirantes que aqui nasceram fundaram as históricas Mariana, Ouro Preto, São João del-Rei, Tiradentes e a imponente Campinas) e no cenário artístico e cultural.
Sim, aqui nasceu um dos grandes cineastas brasileiros, o grande Amácio Mazzaropi, a cantora Cely Campello, o “boa noite” que ecoa em nossas mentes eternamente, o boa noite de Cid Moreira, a graciosa Hebe Camargo e não poderíamos deixar de destacar o grande Monteiro Lobato , que deu vida ao sítio do Pica-Pau Amarelo e seus personagens: Emília, Dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa (inspirado no avô de Monteiro Lobato, o Visconde de Tremembé), Tia Anastácia e outros.
Assim é Taubaté, onde a realidade e a fantasia convivem harmonicamente.


Como chegar


A Rodovia Presidente Dutra é a forma mais fácil e conhecida de se chegar a cidade. Vindo do Rio ou de Sampa, não tem erro. Para quem vem de BH, duas opções: BR-040 e na altura de Três Rios, BR-393 até o acesso a Via Dutra em Barra Mansa ou BR-040 e na altura de Saracuruna, pegar o Arco Metropolitano até o acesso a Dutra.





Linhas de ônibus

A Pássaro Marrom e a ABC Transportes operam linhas ligando a capital paulista e cidades vizinhas a Taubaté.
A Itapemirim liga Taubaté a Campos, Teófilo Otoni, Curitiba, Ipatinga, Nanuque, Serra Talhada e Vitória.

A Útil liga Taubaté a BH, Juiz de Fora e a Barbacena.

A Sampaio, por sua vez, liga Taubaté ao Rio de Janeiro e cidades da região do Vale do Paraíba fluminense e a Viação Cometa liga Campinas e Juiz de Fora a Taubaté.


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