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Pinda, a Princesa do Norte: O Palacete Dez de Julho

A Pindamonhangaba do século XIX era uma cidade com uma economia apoiada na cafeicultura. Palacetes e grandes construções iam surgindo sob influência da arquitetura francesa.





Um deles é o Palacete Dez de Julho. O projeto é do francês Charles Peyrouton, cujos detalhes chamam atenção pela riqueza no requinte e qualidade plástica. Foi construído com técnicas mistas, tendo sido verificado o emprego de tijolo queimado.







O assoalho em pinho de Riga e suas paredes são revestidas em papel importado. A escadaria no seu hall de entrada é protegida por grades trabalhadas em ferro fundido.




Todo o seu interior é fartamente decorado com pilastras, capitéis e cimalhas e no teto de um dos salões do pavimento superior podemos observar uma grande e decorada claraboia.

O seu primeiro proprietário foi o Barão de Itapeva, Inácio Bicudo de Siqueira Salgado. Logo depois o prédio foi sede da Administração Municipal até o ano de 2007, quando foi fechado para reforma e restauro para ser aberto ao público em 01 de dezembro de 2014 como Centro Histórico.

Nele podemos contemplar a obra de Peyrouton e a história do primeiro proprietário e da nobreza pindamonhangabense. Começamos com o Barão de Itapeva.

Inácio Bicudo foi vereador e juiz de paz da cidade. Era irmão do Visconde da Palmeira e da Viscondessa do Paraibuna.


Benedicta Emilia Bicudo Varella foi uma figura importante: Aos 33 anos tornou-se viúva, com a morte de seu marido, o Visconde de Paraibuna.

Assumiu as propriedades do finado esposo, os compromissos sociais e familiares cuidando da educação dos filhos, a saber: Eloy Bicudo Varella Lessa, que se tornaria o barão de Lessa; Cornélio Bicudo Varella Lessa, mais tarde, coronel; Francisco Bicudo Varella Lessa, que se tornaria engenheiro e se casaria, em primeiras núpcias, com a filha dos barões de Itapeva; e a única filha, Emília Bicudo Varella Lessa.

Tornou-se a mais rica e influente proprietária de terras e escravos colaborando efetivamente com as obras assistenciais da cidade. Ganhou da Princesa Isabel o título de nobreza em 1887, mesmo tendo sugerido a um de seus filhos a recusar o convite de trabalhar para a Estrada de Ferro S. Paulo – Rio, pois segundo ela, “não havia criado filho para ser empregado do Imperador”.

Em 13 de dezembro de 1906 faleceu na cidade que tanto ajudou aos 84 anos.


Também temos a figura do Visconde de Pindamonhangaba e de seu filho Francisco Inácio Marcondes de Mello.

O Coronel da Guarda Nacional Francisco Marcondes de Mello foi agraciado com o título de segundo Barão de Pindamonhangaba (o primeiro foi Manuel Marcondes de Oliveira Melo, primeiro fazendeiro da região a receber um título de nobreza.

Foi Comandante da Guarda de Honra de Dom Pedro I no Grito do Ipiranga) em 1867 por ter ajudado Dom Pedro II na Guerra do Paraguai. O título de Visconde veio dez anos depois.

Seu filho foi um homem de muita cultura, sendo professor concursado de “História Universal” do Colégio Pedro II até 1864, quando foi nomeado presidente da província de São Paulo. Com a proclamação da República retornou ao magistério, à cartografia e à literatura. Foi professor de história e geografia do Colégio Militar do Rio de Janeiro e de mitologia na Escola Nacional de Belas Artes, lecionando depois história das artes.

Em 1859 ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e posteriormente se torna presidente da mesma. Também foi membro do Instituto Histórico de São Paulo, do Instituto Geográfico Argentino, e da Academia Brasileira de Letras. Homem de Melo também dirigiu a Biblioteca Nacional – dentre inúmeras outras instituições.

Também foi presidente das províncias do Ceará (1865 — 1866), do Rio Grande do Sul (1867 — 1868) – quando organizou o III Exército, sob o comando do general Osório, para a luta na Guerra do Paraguai – e a da Bahia, de 1878 a 1879, além de vereador e presidir a Província de São Paulo. Em 1877 tornou-se o Barão Homem de Melo.

Nascido em 1837 nesta cidade, faleceu em 1918 na cidade de Campo Belo, Minas Gerais.




É muita história! Então…passando em Pindamonhangaba, não deixe de visitar o Palacete Dez de Julho e conheça a história destes que ajudaram a construir esta cidade.





Rua Deputado Claro César, 33, na região central de Pindamonhangaba, onde ficava localizada a antiga sede da Prefeitura.

Mais informações pelo telefone (12) 3642-1515.


Nossa próxima parada é uma visita ao Bosque da Princesa. Até lá!


Por Luiz Antonio Doria


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