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Rotas do Sudeste: De Bananal a Guaratinguetá – Parte I

Na divisa entre Rio e São Paulo, temos cidades que guardam verdadeiros achados históricos. E Bananal é uma delas.



Quem pisa pela primeira vez o território da província de São Paulo e entra na cidade do Bananal, pensa naturalmente encontrar logo nos hábitos e costumes deste uma povoação diferente da província do Rio de Janeiro; mas é um engano” (Peregrinação pela Província de São Paulo (1860-1861), Augusto Emílio Zaluar, Livraria Itatiaia Editora Ltda., pags. 41). E Zaluar está certíssimo: Localizado no extremo leste de São Paulo, a cidade lembra ainda um pouco do interior fluminense, talvez pela sua proximidade com o estado, assim como todos os municípios que fazem divisa com o estado.

Será o ponto de partida de nossa aventura: Andar pela Estrada dos Tropeiros, ou também conhecida como SP-068.











Para isso a primeira providência foi embarcar num ônibus da Colitur que tem saídas diárias de Barra Mansa para cá. Quem desejar uma viagem mais rápida, prefira o Bananal via Cotiara. Mas quem tiver tempo, pode optar pelo via Rancho Grande. Chegando em Bananal, temos a linha 5402 que liga Bananal a cidade das Garças, Guaratinguetá, operada pela Pássaro Marrom.

Dom Pedro I e muitos tropeiros que levavam e traziam mercadorias de São Paulo para o Rio passaram pelos 100 km de percurso desta que já foi a principal ligação entre essas duas capitais brasileiras.  A estrada surgiu entre 1725 e 1728 concluindo “Caminho Novo da Piedade” que visava a ligação da Freguesia da Piedade – atual Lorena – a Fazenda de Santa Cruz, no Rio. Planejada e feita com base nas trilhas indígenas tinha como intuito a de transporte do quinto do ouro extraído das minas para a Coroa Portuguesa. Mas foi de grande importância para os produtores de café.

Quando foi inaugurada, foram concedidas as terras que ficavam as margens em sesmarias, para que ocupadas passassem a produzir alimentos e a manter a via em bom estado. A ocupação destas teve o seu apogeu durante o ciclo do café.

E a nossa “diligência” vai partir: Vamos lá! A distância entre as cidades é de precisamente quatro léguas, ou seja, de 24 km.






E a nossa primeira parada é o município de Arapeí. Considerado o caçula dos municípios desta região, por ter se emancipado em pleno século XX do município de Bananal. E entre curvas e subidas e descidas, chegamos a nossa próxima parada: São José do Barreiro.






Criada pela Lei Provincial nº 6, de 9 de março de 1859, como Vila de São José do Barreiro teve se território desmembrada de Areias ou de Queluz e foi elevada a categoria de cidade por Lei Provincial nº 35, de 10 de março de 1885. Surgiu da iniciativa do Alferes José Gomes dos Santos, do Sargento-mor João Ferreira de Souza e seus cunhados, Capitães Fortunato, José e João Pereira Leite, que ergueram uma capela, por volta de 1820, onde os tropeiros paravam. O trecho era de difícil acesso, pois era constante o atoleiro.


Em 1833, o filho do Sargento-mor, que também se chamava como o pai, doou terras para a formação do patrimônio e ali se formou a freguesia de São José do Barreiro, que passou a se chamar Barreiro no ano de 1938 e voltou ao nome atual no ano de 1953.



E seguimos viagem até a cidade de Areias, cidade onde o ainda Princípe e futuro Imperador Dom Pedro se hospedou quando estava a caminho de gritar a plenos pulmões pela independência do Brasil. Aqui vamos fazer uma breve parada para conhecer a cidade. E depois seguiremos adiante.



Por Luiz Antonio Doria, com informações do IBGE


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