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Pinda, A Princesa do Norte: As obras de Francisco Pereira de Carvalho

Na primeira parte (clique aqui e relembre) desta série conhecemos os primórdios e a história de como veio a nascer a Vila de Nossa Sra. do Bom Sucesso de Pindamonhangaba. E a cidade começava a se desenvolver.

No século XVIII a atividade agropecuária foi o carro chefe da atividade econômica, com destaque para a produção de  aguardente e açúcar proveniente dos engenhos de cana-de-açúcar. Mas o século XIX reservava prósperos dias para Pindamonhangaba.

Com o advento da atividade cafeeira, Pindamonhangaba viveu intensa e brilhante fase chegando a ser um grande centro cafeeiro duas décadas depois, devido a fertilidade de suas terras e a mão de obra escrava. Nesse período foram erguidos alguns dos grandes casarões que hoje mostram o quão imponente foi a cidade. Começamos com dois Palacetes que refletem a obra de Francisco Pereira de Carvalho.

Também conhecido como “Chiquinho do Gregório” –  por ter se casado com a filha do Dr. Gregório Costa, importante figura local – foi um prático da construção. De origem portuguesa, ergueu os Palacetes do Visconde da Palmeira e Tiradentes, a fachada da Igreja Matriz e o Cemitério Municipal. Destacaremos os palacetes.

Palacete Visconde da Palmeira

Construído entre 1850 e 1864, o palacete foi erguido em taipa (paredes externas) e pau-a-pique (paredes internas) a pedido do Capitão Antonio Salgado da Silva, o Barão – e depois Visconde – da Palmeira.

O primeiro e único Visconde da Palmeira foi o primeiro provedor da  Santa Casa de Misericórdia de Pindamonhangaba, quando da inauguração desta em 1865 e foi um defensor do movimento abolicionista, tanto que seis anos antes da abolição da escravatura, libertou seus escravos.



O Palácio serviu como moradia do Visconde e de sua família até 1913, quando o Barão de Lessa (Elói Bicudo Varela Lessa, 1844-1922) adquiriu o imóvel e fundou a “Escola de Pharmacia e Odontologia”. O prédio serviu para este fim até 1931, quando passou as mãos da Sta. Casa de Misericórdia local, que a transformou num Ginásio Municipal (depois estadual) e Escola Normal.

Durante a Revolução de 1932 funcionou no local o hospital de sangue e depois do conflito, volta a ser Ginásio e Escola até o ano de 1961. Nesse período a Santa Casa vende o prédio a prefeitura, sob a condição do poder público municipal repassá-lo em seguida ao estado no ano de 1950.



Por meio do  Decreto Estadual número 30.324 de 10/12/1957 é criado o “Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro I e Dona Leopoldina”, com instalação em 08/11/1958 em sessão solene da Câmara Municipal, funcionando juntamente com a escola.


A edificação é tombada pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico –  em 1969 e em 1973 outra grande reforma do prédio se faz necessária (A primeira ocorreu em 1948). No ano de 1987 o Estado doa o prédio ao poder público municipal, mas somente em 2008 o museu é reaberto.

O casarão tem um estilo neoclássico eclético, possui inúmeras janelas nos dois pavimentos por todo o longo do corpo, conferindo bastante iluminação no interior da casa. É ricamente decorado com florões e ornamentos por dentro e fora da construção com destaque ao belo brasão do Visconde da Palmeira, acima da porta principal, coroando o prédio. Todo este requinte abriga algumas coleções de quadros, fotos, móveis, maquinas e objetos da história de Pindamonhangaba, assim como uma ala dedicada ao pindamonhangabense Emílio Ribas.



Palacete Tiradentes



Em 1862, Chiquinho do Gregório conclui mais um grande projeto: A Casa de Câmara e Cadeia de Pindamonhangaba. A fachada é semelhante aos grandes casarões dos tempos do café. Possui paredes externas de taipa de pilão e as internas de pau-a-pique.





Em 1928, foi doado à congregação, que criou o Externato São José, escola que funcionou no local até 1976. O prédio voltou a funcionar como câmara municipal até 2009. Atualmente, o Palacete Tiradentes é a sede da Academia Pindamonhangabense de Letras, dos Departamentos de Cultura e Turismo e da Corporação Musical Euterpe, banda musical sinfônica da cidade.






Mas nenhum deles supera o Palacete Dez de Julho. Isso é assunto para o próximo post!


Texto e fotos de Luiz Antonio Doria


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