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Lorena, a terra das palmeiras imperiais

Na travessia do rio Paraíba do Sul por bandeirante es e viajantes rumo as Minas Gerais, foi instalado um porto. E a ‘este foi dado o nome de “Guaypacaré”. E foi assim que começou a história de Lorena, município localizado na região do Vale do Paraíba Paulista e distante 190 km da capital.

Lorena na década de 30. Acervo Jorge Ferreira Jr.
Documentos mais antigos indicam que o povoado surgiu no fim do século XVII, provavelmente no ano de 1695, junto ao Porto, com as roças de Bento Rodrigues Caldeira, João de Almeida e Pedro da Costa Colaço. Estes senhores construíram no ano de 1705 a capela de Nossa Senhora da Piedade, que foi substituída anos mais tarde por uma catedral.

Lorena foi denominada inicialmente como “Sertão de Guaratinguetá”. Logo depois, ela adotou o nome “Guaypacaré” que, segundo Theodoro Sampaio, é de origem indígena e significa “braço de lagoa torta”; Hepacaré, corruptela da anterior, todavia definida por Azevedo Marques como “lugar das goiabeiras”, e Nossa Senhora da Piedade, quando foi elevada à categoria de Freguesia, em 1718. Sessenta anos depois, o topônimo atual foi adotado em homenagem ao Capitão General Bernardo José de Lorena, que elevou a Freguesia à categoria de Vila.




Praça Conde de Moreira Lima. Foto: Luiz Antonio Doria

Barão de Bocaina. Foto: Divulgação
A cidade teve uma fase próspera de desenvolvimento no período da cafeicultura na região, em meados do século XIX. Lorena foi representada pelos Conde de Moreira Lima, Barão de Bocaina, Viscondessa de Castro Lima e Barão de Santa Eulália, entre outros. O auge econômico motivou as atividades comerciais no Porto de Lorena e uma ponte de madeira sobre o rio onde foi construída, pêlos escravos.

Destaquemos a figura do Sr. Francisco Vicente de Paula Azevedo, o Barão de Bocaina. O citado barão foi o fundador do Engenho Central de Lorena, diretor da Estrada de Ferro São Paulo-Rio de Janeiro e do Banco Comercial de São Paulo.

A E.F. São Paulo-Rio de Janeiro (Ou Estrada de Ferro do Norte) foi uma iniciativa de fazendeiros como o Barão de Bocaina, visando a ligação da região do Vale do Paraíba com a capital paulista. Isto se deu em 1869 e em 12 de maio de 1877, o ramal em bitola métrica chegou a Cachoeira Paulista, onde se encontrou com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m).







Estação de Lorena na década de 40.  Acervo Jorge Ferreira Jr.

A Estação de Lorena nos dias de hoje.

Em 08 de maio de 1877, com grande festa, foi celebrada o encontro das duas estradas de ferro e a abertura da Estação Ferroviária de Lorena.

De 1906 até os anos 80, a cidade era o ponto inicial do Ramal de Piquete e de um ramal particular com 7,2 km de extensão cujo destino era a Societé de Sucrerie.

 Desde o início do século XXI, o ramal recebe apenas trens cargueiros e a estação conta com apenas um funcionário para orientar as composições que por lá passam.

É interessante também destacar a figura de Arnolfo Rodrigues de Azevedo, filho da terra das palmeiras imperiais, que foi presidente da Câmara dos Deputados e senador durante a República Velha.

Iniciou sua carreira política em 1891 quando ingressou no Partido Republicano Paulista. No ano seguinte foi eleito vereador em Lorena, sendo posteriormente escolhido intendente municipal. A cidade dedica a ele uma praça e uma estátua localizada no mesmo.



Foto: Luiz Antonio Doria


Rua da Viscondessa – Acervo Jorge Ferreira Jr.
Em 1901, o Barão de Bocaina doou ao Governo da República os terrenos para as construções da Fábrica de Pólvora de Piquete, hoje Fábrica Presidente Vargas, e do Sanatório Militar em Lavrinhas.

Com a decadência do café, ocorreu um intenso êxodo da população urbana e rural, em busca de zonas pioneiras no Oeste Paulista.

Os remanescentes dedicaram-se à policultura, onde a cana-de- açúcar e arroz tiveram maior destaque.

Data do fim do século XIX a fundação do Engenho Central de Lorena, que mais tarde passou a pertencer à Societe de Sucreries Brésiliennes.

A partir da chegada de famílias mineiras, que transformou as velhas propriedades rurais em fazendas de criação, e com o surgimento da Rodovia Presidente Dutra, Lorena voltou a cresceu e a andar na estrada do progresso e do desenvolvimento.

Atualmente, a cidade se destaca por abrigar instituições voltadas a área de engenharia e ter uma boa infraestrutura rodoviária e ferroviária, fundamental para um município que se encontra próximos de portos importantes como o de Santos, São Sebastião e o de Sepetiba.





Como chegar



Terminal Rodoviário de Lorena
Vindo do Rio de Janeiro: A opção é pela Via Dutra até o trevo de acesso a cidade, na BR-459, e por esta seguir até a entrada pela Av. Targino Vilela Nunes. Por ela, chegamos ao Centro da cidade.

Vindo de São Paulo: Seguindo pela Via Dutra até a Av. Dr. Peixoto de Castro e em seguida, continue pela esquerda na Rua Major Rodrigo Luiz Vire à direita na R. Quinze de Novembro. Depois continue para R. Dr. Rodrigues de Azevedo, em seguida vire à direita na R. São Benedito e depois vire à direita na R. Cdor. Custódio Vieira

Vindo de Belo Horizonte: A opção é seguir pela Rodovia Fernão Dias até o entroncamento com a BR-459, em Pouso Alegre. De lá até Lorena, são 141 km de viagem.

Linhas de ônibus



A Pássaro Marrom opera linhas ligando Lorena a São Paulo e a cidades da região e do Sul de Minas. A Rodoviário São José opera linhas ligando a cidade a Cunha e a Lagoinha.




A Sampaio opera linhas para Volta Redonda, Barra Mansa e Rio de Janeiro e a Cometa opera linhas saindo de Campinas, São Paulo e Poços de Caldas. A Empresa Cidade de Lorena opera linhas municipais locais


Por Luiz Antonio Doria 

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