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O Porto Real do Sul Fluminense

Por Luiz Antonio Doria

Avenida Pedro II, a principal via da cidade. Leva o nome do grande benfeitor da Cidade. Foto: Luiz Antonio Doria

Porto Real pertencia a Resende e foi distrito dela até 1995, quando obeteve a sua emancipação político-administrativa. A história da cidade começa com uma referência a um vilarejo denominado “Minhocal”, cujas terras foram adquiridas por José de Souza Marques em 1800.

Com a morte deste, os herdeiros entraram em pé de guerra pelas linhas que dividiam as terras. A disputa foi tamanha que até foi solicitada a interferência do Rei, que decidiu pelo ganho de causa aos herdeiros. Em agradecimento, os herdeiros concederam ao rei uma grande porção de terra que virou um desembarcadouro as margens do Rio Paraíba do Sul. A este deu-se o nome de PORTO REAL.

Porto Real foi utilizada como ponto de parada e descaso durante as viagens de Pedro II, o Magnânimo tendo a disposição na área um balneário e uma casa para seu uso.

O início da colonização de Porto Real.

Na década de 1870, Porto Real tinha ares de povoado com influência de natureza suiça e francesa.

Dom Pedro II, vendo o crescimento e desevolvimento da localidade (que produzida cana-de-açúcar em pequena escala e lavouras baseada na subsistência), criou então a Colônia de Porto Real e para fazer o “bolo” crescer ainda mais pensou em trazer imigrantes italianos para fomentar a plantação de cana.

E aí que entra a Sra. Clementina Tavernari: Nativa da Concórdia de Modena, na Itália, organizou a vinda de 50 família do Norte da Itália para fundar uma colônia italiana em Santa Catarina para fundar uma colônia com o nome da Imperatriz Maria Teresa Cristina.

Embarcaram no “Anna Pizzono” (Um ex-navio da marinha mercante americana) no dia 22 de dezembro de 1874 e chegaram em 16 de fevereiro de 1875, depois de vários contratempos marítimos. Do Rio seguiram para de trem para Porto Real, de onde seguiriam para Santa Catarina.

Naquela época a febre amarela era a epidemia do momento, fazendo muitas vitímas, e querendo evitar mais problemas, o governo vetou a ida dos colonos para Santa Catarina. Neste meio tempo, a Sra. Malvazi (Nome que a Sra. Clementina adquiriu depois do divórcio com o Sr. Tavernari) ia e vinha do Rio afim de resolver o entrave burocrático da vinda dos colonos…só que ela faleceu de febre amarela tentando isso.


Matriz de Nossa Senhora das Dores. Erguida em 1910 pelo colonos italianos para abrigar uma imagem da Santa. Foto: Luiz Antonio Doria

Foi aí que esses colonos pediram ao Sr. Enrico Secchi ( que preferiam ficar em Porto Real e usaram como argumento as condições climáticas, transporte ferroviário e o domínio da “política da boa vizinhança” entre os outros colonos da região. Resolvida essa questão, os colonos receberam lotes de terra para começar a plantar cana-de-açúcar e aguardar a chegada de algum engenho (De esfera imperial ou privada) que chegou na época em que Dom Pedro II visitou a colônia.

Nessa época é que surgiu uma companhia para explorar mandioca e batata-doce nas redondezas…mas como não tinha muito disso em Porto Real, ela acabou virando o Engenho Central de Porto Real, destinada a produzir açúcar e aguardente.

O Antigo Engenho Central de Porto Real. Foto: Jorge A. Ferreira/Onibus & Cia

O tempo passou e hoje Porto Real não tem mais cana-de-açúcar, mas por lá tem a Companhia Fluminense de Refrigerantes, da Coca-Cola Company. Também tem carro em Porto Real: Lá está instalada a primeira fábrica brasileira da PEUGEOT CITRÖEN.

A ponte de Bulhões. Foto: Tibor Jablonsky/IBGE

Curiosidade: A cidade já foi chamada “Bulhões” em menção a uma ponte cuja construção se iniciou em 1946 e foi inaugurada em 1951 com a presença do presidente Dutra. A ponte, em arco, cruzava a estrada Bulhões-Resende, e recentemente foi demolida. Segundo a Assessoria de Comunicação da ViaDutra, a medida tem como melhoria na construção de um novo viaduto.

Como Chegar

Vindo do Rio de Janeiro: Pegue a Rodovia Presidente Dutra e siga até o acesso a Estrada Floriano-Quatis, virando a direita e adentrando pelo Centro de Porto Real. Outra dica é ao invés de entrar no Trevo das Margaridas e seguir pela Dutra, pegar a Linha Vermelha até o acesso a Dutra, no bairro da Pavuna.

Foto: Luiz Antonio Doria

Linhas de Ônibus: Como já mencionei acima, a Viação Falcão opera as duas linhas que ligam Porto Real a Barra Mansa e Volta Redonda. Ah, não posso esquecer a linha PORTO REAL x RESENDE.

Vindo de São Paulo: É pegar a Rodovia Presidente Dutra (depois de passar pelas Marginais de Sampa e pelas avenidas Castelo Branco, Rogério Alves de Toledo e Condessa Elizabete de Robiano e em seguida na Rodovia Gov. Carvalho Pinto e Ayrton Senna) e virar a esquerda na Estrada Floriano-Quatis, adentrando pelo Centro de Porto Real.

Linhas de Ônibus: A dica é pegar um ônibus para Volta Redonda, Barra Mansa ou Resende (Linhas operadas pela Cometa. Confira no site os horários: http://www.viacaocometa.com.br)

 




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