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Guaratinguetá, a cidade das três garças

Por William Gimenes

Guaratinguetá é uma das principais cidades do Vale do Paraíba paulista, sendo a terceira mais populosa, com quase 200 mil habitantes. O município é um ponto turístico, industrial e comercial. O nome vem de guará=garça, tinga=branca, em tupi-guarani. Nas terras de Guaratinguetá foi achada a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, pois a cidade de Aparecida foi desmembrada de Guará só na metade do séc. XX.

Shopping Buriti. Foto: William Gimenes

A cidade é um importante centro de comércio e serviços da região do fundo do Vale do Paraíba (sendo a única a ter um shopping-center, o Buriti Shopping, inaugurado em 1997, e um calçadão, este inaugurado em 1986), atraindo pessoas dos municípios vizinhos (como Cachoeira Paulista, Lorena, Cruzeiro, Potim e Cunha) e do sul de Minas Gerais (como Itajubá e Delfim Moreira). Abriga a Basf, o maior complexo químico da América Latina. O setor de comércio e serviços é o que gera a maior quantidade de empregos para a população.

Praça Conselheiro Rodrigues. Foto: William Gimenes

As principais lojas estão no calçadão e na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, no Centro da cidade. A praça foi reformada em 2003. O município ganha destaque por ser um importante ponto turístico de caráter religioso, juntamente com o município vizinho de Aparecida. Juntas movimentam grande quantidade de turistas durante o ano. Guaratinguetá, juntamente com os municípios vizinhos Aparecida e Cachoeira Paulista, sede da Canção Nova, desenvolveu o Circuito da Fé, na tentativa de ampliar seu setor turístico.

A Garça do Vale do Paraíba. Foto: www.imagens-gratis.com.br

No passado, foi apelidada de Atenas do Vale do Paraíba, hoje em dia é conhecido como a Capital do Fundo do Vale e a cidade das três garças, pois Guaratinguetá teve em seu território uma grande quantidade de garças que marcavam a paisagem por volta do ano de 1600, que inclusive estão na entrada da cidade e dão nome a um dos principais restaurantes da região, hoje pertencente à Rede Graal, no km 60 da Rodovia Presidente Dutra.

Trevo da cidade na Dutra. Portal da entrada. Foto: William Gimenes

O município é cortado pela Rodovia Presidente Dutra, sendo esta responsável pela ligação com todo o Vale do Paraíba; é recortada também por rodovias como SP-171, que liga Guaratinguetá ao município de Cunha; No ano de 1902, ocorre a instalação das Escolas Complementar e Normal, para a formação de professores. A rede de energia elétrica é inaugurada na cidade três anos, e com isso é instalado uma linha de bonde elétrico, ligando Guaratinguetá até o seu antigo distrito de Aparecida. O bonde deixa de funcionar em 1952.

Pássaro Marrom pousando na terra da garça. Foto: William Gimenes

Hoje esta linha é da Pássaro Marron e é a mais barata do Estado de São Paulo: custa R$ 1,95 (dados de abril/2011) No ano de 1928, Guaratinguetá perde os territórios de Aparecida e de Roseira, e no ano de 1991, perde seu último distrito, o de Potim. Este último também é ligado a Guaratinguetá pela Pássaro Marron e seus ônibus. Em 1914, a cidade começa seu processo de industrialização, com a fundação da “Fábrica de Cobertores e Companhia de Fiação e Tecidos de Guaratinguetá”. Esta fábrica recentemente pegou fogo.

A Igreja Matriz de Guaratinguetá. Foto: William Gimenes

Seis anos depois, Monsenhor Filippo, funda a “União dos Operários Católicos”, e ainda a “Sociedade Operária de Guaratinguetá”. Na área educacional, chegam à cidade o SENAC “Nelson Antônio Mathídios dos Santos”, a FATEC (Faculdade Tecnológica), ocorre a criação do “Museu Frei Galvão” e “Museu Rodrigues Alves”. Também nesta década é criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica, dando grande impulso à economia da cidade. O turismo no município se desenvolveu com o passar dos anos, e é hoje, um dos principais meios lucrativos do município.

O turismo religioso é talvez o principal e o que mais atrai visitantes para a cidade, houve um aumento ainda maior nesse setor após a canonização de Frei Galvão. Em parceria com o SEBRAE às cidades de Aparecida e de Cachoeira Paulista, Guaratinguetá lançou um pacote de turismo, chamado de Circuito da Fé, envolvendo visitas a pontos turísticos dos três municípios.

Mercado Municipal. Foto: William Gimenes

O turismo urbano e histórico prevalece na região central da cidade, com visitas a antigos casarões construídos na época do café, visitas a “Estação Ferroviária de Guaratinguetá” e ao “Mercado Municipal” (construído em 1889). O turismo religioso envolve visitas à casa de Frei Galvão, ao seminário do Santo, a Igrejas como a “Catedral de Santo Antônio” e a “Igreja de Frei Galvão”. Guaratinguetá está às margens da rodovia Presidente Dutra e tem dentro do território da cidade a linha Férrea da Estrada de Ferro Central do Brasil.

Estação Ferroviária de Guaratinguetá. Foto: William Gimenes

A estação da EFCB na cidade foi construída no ano de 1914 em estilo inglês do século dezenove pelo Engenheiro Paulo de Frontim e foi usada até a década de 50 como linha ferroviária. O prédio é considerado monumento estadual pelo seu valor arquitetônico e histórico. Disponibiliza grande rede viária, com largas avenidas e grande número de vias públicas asfaltadas. As principais vias da cidade são a Avenida Juscelino Kubitscheck e a Avenida João Pessoa.

No âmbito esportivo, a cidade contou com o Esportiva (conhecida como “O Lobo do Vale” na primeira divisão do Paulista entre 61 e 64 e com o Guaratinguetá (a Garça do Vale), que chegou às semifinais em 2008. Este clube, por sua vez, mudou-se para a cidade de Americana em 2011. O estádio de Guará e o Dário Rodrigues Leite. E o transporte em Guaratinguetá?

Um veículo da TUG – Transporte Urbano de Guaratinguetá. Foto: William Gimenes

Vamos falar dele agora. Desde o início da década de 2000, a cidade tem um sistema chamado de TUG – Transporte Urbano de Guaratinguetá, com pintura padrão e operado por 2 empresas: no início era a São José e a Pássaro Marron. Esta saiu e em seu lugar entrou a Oceano, de Cruzeiro. Esta opera doze linhas, enquanto a São José opera dez. As duas operam a circular norte-sul (única linha sem-número da cidade) em pool. A frota é composta por carros grandes com cobrador e midis, sem cobrador. Os carros mais novos são Torinos G7.

Guaratinguetá também tem o transporte alternativo, operado por vans. Todas as linhas intermunicipais urbanas da cidade são feitas pela Pássaro Marron. Há linhas para Aparecida (via Avenida Padroeira do Brasil, nome oficial da Estrada Velha Rio-São Paulo nas duas cidades) Potim e Lorena (via Estrada Velha).

E como anda a Rodoviária da cidade? Está adequada para receber os visitantes? Responderemos essas perguntas no próximo post.

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2 Comentários para “Guaratinguetá, a cidade das três garças”

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  2. Leia agora: Guaratinguetá, a cidade das três garças: William Gimenes nos convida a conhecer a terra onde as… http://bit.ly/mTrqe8 #rdv

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