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O Monte Verde de Cambuci


E depois de um pouco mais de seis longas horas de viagem, com a trilha sonora de um Scania K310, passando por Niterói, Alcântara, Manilha, Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo, Bom Jardim, Monnerat (parada), Cordeiro, Cantagalo, Boa Sorte, Laranjais e Itaocara...finalmente chego a CAMBUCI !!!
E logo saindo do Terminal Rodoviário Máximo Tavares, sigo um pouco em frente e me deparo com o Valão Dantas, que corta o centro da cidade...
Mas perai, o valão em questão é navegável? O que esses remadores estão fazendo aí?
Observando um pouco melhor o caminho por eles percorrido, vemos que o valão deságua no Rio Paraíba do Sul, a menos de 200m da Rodoviária !!!

E voltando à Rodoviária, vemos, logo por trás da mesma, em frente à curva, um empreendimento público dois em um (ainda não inaugurado): Centro Cultural e Biblioteca Municipal.
Agora saindo da Rodoviária e dobrando à esquerda, vamos em direção ao Centro da cidade propriamente dito, mais precisamente para a Avenida Antônio Perazzo, onde se encontra o Mercado Municipal Adelmo Peres Vieira.
Um pouco mais à frente, atravessando a ponte sobre o Valão Dantas, os quiosques situados à margem do mesmo, que no geral funcionam como lanchonetes, na ruela em frente ao Mercado Municipal. Aí, aproveito até para deixar uma dica gastronômica: Recomendo a porção de peixe frito do segundo quiosque. Simples, porém muito bem caprichada !!!
Um pouco mais a frente, chega-se a um dos destaques da cidade: a Praça N. S. Conceição, assim denominada por estar em frente à Igreja Matriz N. S. Conceição.
Dentro da Matriz, no seu pátio, há uma pequena réplica do Cristo Redentor. Só que, na ocasião, a igreja estava fechada.

Agora, vamos reatravessar a ponte do Valão,, seguindo para o outro lado do Centro da cidade...
... na direção da PRAÇA DA BANDEIRA, em que, não diferente da maioria das cidades interioranas, ainda conserva seu coreto.
E do alto desse mesmo coreto, pode-se avistar um excelente ângulo da Prefeitura da Cidade, que obteve a sua emancipação política no ano de 1892 com o topônimo "Monte Verde". Na época, a sede do município era o distrito de Monte Verde e Cambuci era um dos distritos do récem-criado município, que era subordinado aos municípios de São Fidélis e Itaperuna.
Ainda no segmento político, um pouco mais à frente temos a Câmara Municipal, abrigada onde funcionava a antiga estação ferroviária da cidade. A Estação foi aberta no ano de 1880 com o nome de "Vallão das Antas", mas em 1884 já era denominada com o seu atual nome.
Os trens de passageiros deixaram de circular por aqui no ano do centenário de fundação do prédio. E falando em política, a cidade assistiu a disputa entre Cambuci e Monte Verde pela honra em ser a sede do novo município. Disputa essa que vigorou de 1895 a 1914, quando o martelo foi batido: Cambuci tornou-se a sede do município.
E quatro anos depois, Monte Verde passava a denominar-se Cambuci, que nada mais é do que um fruto nativo da Mata Atlântica (Confira mais sobre o que é o Cambuci, clicando aqui).

Ambos abaixo do mirante N.S. Conceição, que também pode ser visto do coreto. Esse mirante fica no alto de um morro e é iluminado durante a noite, chamando a atenção de cambucienses e visitantes.

Do alto do mesmo, podem ser vistos tanto o centro de Cambuci.....
...Como o bairro Suburbano.
Agora, voltando à Praça da Bandeira e ao seu Marco Centenário...
... Vamos em direção à Rua Ernesto Paiva, ponto inicial para acessos de alguns atrativos da cidade (incluindo-se ai o Mirante N. S. Conceição, já citado e alguns balneários de cachoeiras).

Mas é logo após a Praça dos Trabalhadores, na Rua Dr. Virgilio Franklin, que começamos a ver um deles: O Parque de Exposições Gumercindo Teixeira de Carvalho, projetado para exposições agropecuárias e shows musiciais, na teoria (Não entendeu? O RdV vai explicar...aguardem). Um dos acessos à ladeira de chão que leva até o Mirante fica na rua à esquerda após o parque, como quem vai no sentido das cachoeiras.

Mas asfalto afora, passa-se pelo acesso aos balneários (para chegar neles, mais estrada de terra) e logo após chega-se ao Parque Aquático da cidade. Vale lembrar que visitantes pagam mais caro do que os moradores.

Em tempo: Não há linhas de ônibus que passem pela Rua Ernesto Paiva, Praça dos Trabalhadores e Rua Dr. Virgilio Frankilin. Ou seja, ou você vai de taxi (até o Parque Aquático dá em torno de R$ 12,00) ou vai ter de reunir muita disposição se quiser fazer o percurso a pé.
E antes de encerrar a matéria, deixo também a minha dica de hospedagem.
A Dica do Viajante
A Pousada Beija-Flor, localizada na Rua Etore Defanti, 26 (aproximadamente 500m da Rodoviária). Simplesmente melhor da cidade. Embora não faça os menores preços (e talvez também a mais cara seja, mas de toda forma eu a enquadro em preços medianos), é a pousada que oferece melhor atendimento e conforto.
Como chegar
Vindo do Rio de Janeiro: A melhor opção (e a mais rápida) é encarar a Linha Vermelha até o acesso a Washington Luiz. Depois é só seguir por esta até o acesso a BR-116 (Também conhecida como Rod. Santos Dumont ou Rio-Bahia), na altura de Saracuruna (próximo ao Hospital) e por esta seguir até a BR-393 para entrar na MG-393 (passando pelos municípios mineiros de Volta Grande, Estrela Dalva e Pirapetinga) e, voltando ao território fluminense, adentrar na RJ-186.
Depois é só pegar o acesso a RJ-116 e por esta seguir até o acesso ao município de Aperibé. Entrando no município, você deve entrar a esquerda na rua José Pereira de Pinho e seguir pela Serafim Bairral para entrar a esquerda na Prof. Honório Silvestre. Depois adentre na 1ª a direita na Trav. J. G. da Silva, proseguindo pelas Ruas Carlos Eduardo Boechat, Antonio Ferreira da Luz e Estrada p/Funil até entrar na RJ-194.
Por esta rodovia, siga até o acesso a esq. na Rua Getúlio Vargas entrando neste para depois entrar a direita na Pça. da Bandeira, continuando pelas ruas Vicente Belvo e Antonio Perazzo. Depois entre a esquerda na Rua Manoel Gomes e depois a direita para seguir pela RJ-198.
E por aqui me despeço, fazendo minhas as palavras de agradecimento da placa da ponte sobre o Rio Paraíba do Sul, a Ponte da Bóia, que leva a Itaocara, após atravessada. A você que nos visita, além dos agradecimentos, deixo os meus votos de que Deus te abençoe e te acompanhe. Boa Viagem, um abração e tudo de bom !!!

Texto e Fotos: Diego BarbosaRevisão e Pesquisa: Luiz Antonio DoriaFonte Pesquisa: Biblioteca IBGE e Estações Ferroviárias.com.br

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