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Querida, Esticaram o Micrão!!!

No início era o micro.
Vinte e poucos passageiros sentados. Já teve cobrador... Deixou de ter e, com a invasão das menores vans, viraram concorrentes - e ambos, de possível solução, tornaram-se duas pragas a assolar as cidades.

Aí o micro cresceu. O micromaster - mais conhecido como micrão - atende a normas da capital fluminense, que sinaliza que tais veículos possam trafegar sem cobrador, desde que carreguem até trinta e cinco passageiros sentados.
Aí começou a farra: na capital, micrões invadiram praticamente todas as empresas, em linhas cujo fluxo comportava ou não sua presença, em substituição aos tradicionais ônibus convencionais.
E, como no estado, como um todo, não há uma norma específica para micromaster, estes começaram a carregar 40, 45 passageiros, até que...

Olha o que fizeram com este belo Viale OF-1721 da Viação Galo Branco... Os passageiros do Zumbi agora viajam num enorme micrão! São até cinquenta passageiros sentados por ônibus, e só o motorista para cobrar passagens, dirigir e prestar atenção ao fluxo de passageiros.

Numa pequena visita às imediações do Terminal Norte de Niterói, vimos vários flagrantes de ônibus intercity (pretensamente rodoviários, de uma porta só) em linhas urbanas, e destes micrões gigantes, na verdade ônibus convencionais sem cobrador, como este Viale OF-1722 da Estrela, vindo bem rápido do Porto da Pedra.

Rápido? Questionável, já que veículos assim significam maior tempo de parada nos pontos, uma vez que o motorista precisa cobrar todas as passagens antes de o ônibus seguir viagem.

Especialista na técnica de esticar micrões - ou tirar o posto do cobrador de ônibus convencionais -, o Grupo Rio Ita apresenta seus carros mais novos, como este Torino 2007 sobre OF-1722 da Rio de Janeiro. Quem vai da Grande Niterói a Magé já sabe: nos pontos de maior movimento, é ter paciência...

E nem o debutante Torino GV sobre OF-1620 escapou da onda: a roleta foi colocada na cara da porta dianteira!
A propósito, os mais recentes Torinos da empresa chegaram com o banco do cobrador, mas este não é ocupado, a não ser que um passageiro resolva sentar-se nele...

E o Grupo Mauá entrou de vez na dança, alongando um OF-1418 e pondo um Torino sobre ele para isso...
...e fazendo o mesmo em seus lendários Viales OF-1721, em especial os que seguem para bairros do Rio de Janeiro e as localidades gonçalenses de Portão do Rosa (linha de grande fluxo, por sinal) e Amendoeira.
Nem mesmo os Urbanus OF-1721 escaparam da micrãonização: vindos de Caxias para integrar a frota da ABC, jamais imaginaram ter configuração semelhante a de um micro-ônibus... Fazer o quê, né?

Um grande abraço, e até a próxima!!

Texto e fotos: Rodrigo Silva

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