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A Santana do Deserto de Candido Ferreira

Em junho de 1858, uma capela situada na freguesia de Simão Pereira e subordinada a Comarca de Barbacena era elevada a distrito de paz. Esta capela surgiu graças a iniciativa de um capitão.

No ano de 1852, o Capitão Cândido Ferreira da Fonseca desejava erguer uma capela dedicada a Nossa Senhora de Santana do Deserto. Para isso, desmembrou uma faixa de terra necessária para esta finalidade. Muitos fazendeiros ajudaram na construção desta, tendo como destaque o Sr. José Domingos da Silva e a Baronesa de Juiz de Fora, que doou à igreja cinco alqueires de terra para o patrimônio desta e para a construção da escola publica local.

Em 1889, Santana do Deserto se tornara freguesia subordinada ao município de Juiz de Fora. Entre os antigos moradores destacamos o Sr. José Ribeiro de Rezende, mais conhecido como o Barão de Juiz de Fora. Um de seus feitos na região foi a doação de um terreno para o cemitério da freguesia.

E Dona Leopoldina chega em Santana do Deserto

Em 1904 era aberta a estação de Cândido Ferreira. No mesmo ano era desativado o ramal de Serraria, que corria em paralelo com o ramal da Central do Brasil. A estação foi aberta inicialmente para ligar o ramal de Serraria com a Fazenda do Travessão (situada na fronteira entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais).


Por sinal, a Estação de Serraria foi a primeira estação da Linha do Centro da Estrada de Ferro D. Pedro II nas terras do pão de queijo: Em estilo chalé inglês, foi aberta em 1874 e servia também a Estrada de Ferro Leopoldina. Em 1904, a Estrada de Ferro Leopoldina deixou de utilizá-la. A bela estação serve atualmente como moradia.

Detalhe é o que vale: Apesar de pertencer ao município de Santana do Deserto (É a porta de entrada da cidade), Serraria é coladinha com Levy Gasparian, no estado do Rio de Janeiro.

Mas, voltando a estação de Candido Ferreira...

Mais tarde tornou-se uma das estações do trecho que ligava Três Rios a Bicas. Nos anos 40, esta teve o seu nome modificado para Santana do Deserto.

Até a metade dos anos 70 circulavam trens de passageiros na região, mas depois de anos sem uso a estação - e o ramal - foram suprimidos oficialmente no ano de 1994.

Mudança de mãos e emancipação

Santana do Deserto entrou nos trilhos e dezenove anos depois, em 1923, se junta ao distrito de Matias Barbosa para formar o novo município de Matias Barbosa deixando para trás o passado juizforano. Trinta anos depois, Santana do Deserto passa a desejar voos mais altos se separando de Matias Barbosa e tornando-se município.

Como chegar

Vindo do Rio de Janeiro: É seguir a Washington Luiz/BR-040 até o acesso a Comendador Levy Gasparian.


Ali, atravessa-se a ponte sobre o rio Paraibuna, entrando em território mineiro.

Após a ponte fica a ainda bela estação Serraria da EFCB. Dali até a cidade de Santana do Deserto o trecho é todo asfaltado. Do Rio de Janeiro até Santana do Deserto de carro são duas horas de viagem.

Vindo de Belo Horizonte: Siga pela BR-040 até a cidade de Juiz de Fora. Em território juizforano,você deve seguir em direção a Etr. União e Indústria e por esta seguir até o acesso a Estrada de Bicas, para em seguida seguir pela BR-267. Permaneça nesta via até o acesso a MG-126 e depois de 5,7 km nesta, vire a direita no acesso a...

...Pequeri. De Pequeri até Santana do Deserto, há uma total ausência de asfalto. Mas sobram belas paisagens...


...como estas.

E depois de atravessar a fronteira entre Pequeri e Santana, bem-vindo!

Outra opção para quem vem de Belo Horizonte é seguir até o acesso a Comendador Levy Gasparian e seguir o mesmo caminho citado acima. A vantagem é que o trecho é todo asfaltado.
A grande novidade é o início do asfaltamento dos 17 km de uma estrada vicinal que liga Santana do Deserto a BR-040 em Simão Pereira, próximo ao pedágio. Com isso, a cidade vai ficar mais próxima para quem vem de Juiz de Fora e Belo Horizonte.


Linhas de ônibus

Santana do Deserto é atendida pela Viação Sertaneja, ligando a cidade aos municípios fluminenses de Petrópolis e Três Rios e a mineira Juiz de Fora.

"Muuuu...e num acabô não, uai!" Carambola (Ou Sacolino, quem saberá?) tá certo...Não percam o Cantinho do Busólogo com a "Sertaneja do Deserto Mineiro".

Grande abraço e tudo de bom
Texto: Luiz Antonio DoriaFotos: Jorge Ferreira
Revisão: Jorge Ferreira
Fonte Pesquisa: Estações Ferroviarias e IBGE

Um comentário:

  1. E as cidades interioranas mineiras nunca deixam de marcar presença no RdV... graçss ao seu "Posto Avançado MG" (rsrsrsrs...)

    Bonita, simpática e bucólica como manda o figurino e sugere ser (e com a estação muito bem conservada !!)

    Legal também foi ver que o caminho mineiro até Santana do Deserto também tem uns bons oásis na paisagem para apreciar !!!

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