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De onde vem a água que o carioca bebe?

Fala, meu povo! Você aí, que está visitando o RdV e que está bebendo a sua água numa boa já se perguntou de onde vem essa água?

Não, não vem da Baía da Guanabara...Ela vem do Rio Guandu, rio formado pela junção das águas do rio Ribeirão das Lajes e dos rios Piraí e Paraíba do Sul, após elas serem utilizadas pela Light para a geração de energia elétrica.

E para essa água ser consumida, ela precisa ser tratada em uma estação...e esta é a Estação de Tratamento de Água do Guandu, localizada no Km 19,5 da Rodovia BR 465, (Antiga Estrada Rio - São Paulo), em Nova Iguaçu. Mas pode chamá-la de ETAG.

Localizada no Km 19,5 da Rodovia BR 465 (Antiga Estrada Rio - São Paulo), em Nova Iguaçu, a ETAG foi inaugurada em 1955 e produz cerca de 43 mil litros por segundo utilizando as águas do Rio Guandu. São mais de 3,7 bilhões de litros/dia e esse volume todo é dívido para os municípios de Itaguaí, Rio de Janeiro e toda a Baixada Fluminense.

A água que chega a ETAG é barrenta e turva. No entanto, sai pura e cristalina, podendo ser consumida sem qualquer problema, depois de tratada com uma média diária de 120 toneladas de coagulantes (Sulfato de Alumínio ou Cloreto Férrico ou ainda Sulfato Ferroso Oxidado), 20 toneladas de Cal Virgem, 15 toneladas de Cloro e 200 Kg de polieletrólito, além da adição de 7 toneladas de ácido fluossilícico.

Além disso, a ETAG tem um consumo de energia de cerca de 25 mil MWh por mês, o que representa o consumo de energia de uma cidade de 600.000 habitantes. Números que são significativos e fazem justiça ao orgulho que a CEDAE tem de sua principal estação de tratamento de água. São captadas 42 mil litros de água por se­gundo do rio Guandu atravessando dois túneis de aproximadamente 300 metros de comprimento, localizado logo após as tomadas de água no rio Guandu.

As tomadas de água são protegidas por uma barragem flutuante e por um sistema de gradeamento, que impede a passagem de galhos, plantas aquá­ticas e de qualquer outro tipo de material grosseiro que venha na água do rio.

Do túnel, a água segue para os desarenadores, que são canais, medindo 270 metros de comprimento por 9 metros de largura, e servem para remover areia e materiais pesados que ainda estão em sus­pensão na água. No final dos desarenadores ficam localizados as Elevatórias de água bruta (BRG e NBRG)

A antiga Elevatória de água bruta, denominada de BRG, é composta por 17 grupos moto-bombas com vazões nominais de 2.500 l/s cada um. A nova elevatória de água bruta, denominada NBRG, é composta por 5 grupos moto-bombas com vazões nominais de 3.500 I/s cada um. Depois de bombeada a água bruta segue através de 5 grandes adutoras: quatro de 2,5 metros de diâmetro, e uma, de 2, I O metros de diâmetro. Cada uma dessas cinco linhas tem 3.200 metros de extensão.

Em seguida, a água chega a ETAG e passa por uma unidade, chamada Caixa de Tranqüilização. Após a caixa de tranqüilização, a água flui seguindo dois caminhos: cerca de 27 m/s fluem através de 5 canais para a Velha Estação de Tratamento (VETA). E cerca de 15 m /s passam através de um vertedor de 60 m de comprimento para a Nova Estação de Tratamento (NETA). No início da caixa de tranqüilização é feita a aplicação do coagulante.

Na VETA existem nove floculadores, onde se tem a velocidade de passagem da água controlada por sistemas hidráulicos, para que os flocos se desenvolvam sem qualquer interferência. Na NETA existem 4 floculadores, mecanizados. Após passar por estas unidades a água floculada é conduzida à grandes tanques de sedimentação denominados Decantadores. Na VETA a água passa por nove decantadores Neste ponto calhas introduzidas nos decantadores conduzem a água clari­ficada para 72 filtros de areia.

E é assim que chega a água que você, morador da capital, ou você, que mora em uma das cidades da Baixada Fluminense, bebe todo dia. Devemos valorizar o trabalho da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro por esse "feito" cotidiano.

Grande abraço e tudo de bom!


Texto: Andre Luiz dos Santos (Nilópolis Online) Revisão: Luiz Antonio Doria Fotos: Sarah Constantino

6 comentários:

  1. Pelo aspecto cognitivo, posso dizer que, sem sombra de dúvidas, essa é uma das melhores matérias que já li no blog.

    A começar pelo texto, convidativo no início, bem como esmiuçado no todo.


    Só faltou informar as linhas de ônibus que passam por lá (kkkkk...), mas a ausência vale pelo fato de, digamos, não se tratar de um destino turístico (e nem busológico, exatamente).

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  2. Valeu, Diego!

    Mais uma matéria com conteúdo e bem elaborada. E ainda temos fôlego para fazer matérias melhores que essa.

    Agradeço ao André Santos, do Nilópolis Online, por ceder as fotos e a base para que pudéssemos fazer mais uma boa matéria.

    Esta é a prova viva de que o RdV gosta de ônibus, mas não vive só disso.

    Vem mais por aí!

    Abraço e tudo de bom!

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  3. Saudações, senhores!
    Honrando o crédito de "consultor para assuntos históricos e geográficos", gostaria de levantar algumas curiosidades...

    Certa vez li que como o "Sistema Guandú" foi construído para abastecer a capital, a área interna de todo o complexo era como se fosse "território carioca" dentro do Estado do Rio, havendo inclusive dentro desse "território" uma escola mantida pela Prefeitura Municipal do Distrito Federal.

    Uma outra curiosidade é que parece que a adminitração do sistema organiza, ou organizava, visitas guidas de estudantes às dependências do complexo. Sendo assim, o complexo não deixa de ser, também, um destino turístico!

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  4. Finalizando, o sistema Gunadú é realmente muito eficiente na produção de água potável. O mesmo infelizmente não se pode dizer da distribuição dessa mesma água, que tem índices altíssímos de perda e desperdício por diversos motivos, infelizmente.

    Vale ressaltar que um outro sitema de captação, tratamento e distribuição de água têm passado histórico rico porém pouco divulgado e conhecido.
    No caso, o Sistema Rio D'Ouro, cuja história daria uma bela postagem.

    Tempos atrás cheguei a esboçar alguma coisa a respeito do Sistema Rio D'Ouro, vou tentar finalizar e enviar para o RDV, nem que seja a parte escrita para ser analisada.

    Abraços à todos, parabéns pela matéria!

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  5. Opa, vamos conversar consultor!

    Para o fim deste mês, estamos escrevendo uma matéria sobre Jaceruba e o Rio D´Ouro.

    Vamos conversar consultor!

    Abraço e tudo de bom!

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  6. Thiago souza da silva10 de fevereiro de 2010 20:44

    Parabens pelo post, a empresa só tem dianteiro ?

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