Ads Top

A Vila de Vassouras

Fala, meu povo!

Calma gente! O Silva não morreu de tanto tirar fotos!!!! O Silva apenas cansou de tanto andar por Vassouras e registrar um pouco da cidade que mais representa o período dos Barões do café.


Embarque conosco e vamos conhecer a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Vassouras.

O início da ocupação

A ocupação das terras que hoje formam o município de Vassouras teria começado de duas formas: A primeira, foi quando Garcia Rodrigues Pais Leme teria aberto o Caminho Novo das Minas e fixou residência na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul.

A outra forma de ocupação foi no que seria denominado Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá foram estabelecidos povoados agrícolas ao sul da "Roça do Alferes", de propriedade do português Leonardo Cardoso da Silva. Posteriormente estas se tornariam a Vila do Pati do Alferes no ano de 1820.

Enquanto isso, no Caminho Novo se estabeleciam novos povoados: Cabaru (que depois virou Cavaru), Pati do Alferes, Roça do Alferes, Pau Grande, Marcos da Costa, Tinguá, Couto e por aí vai. Estes primeiros núcleos habitacionais dedicavam-se a "roça de mantimento" e cultivo de cana-de-açúcar. Também se dedicavam ao preparo de carnes salgadas que eram transportadas pelo Caminho Novo das Minas para as freguesias de Pilar e Iguaçu (respectivamente as cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu).


A Vassouras de antigamente nos tapumes do Centro da cidade...

A sesmaria de Vassouras e Rio Bonito, de propriedade de Luis Homem de Azevedo e Francisco Rodrigues Alves, foi elevada a categoria de vila subordinada a Freguesia da Sacra Família do Tinguá em 15 de janeiro de 1833, extinguindo a vila de Pati do Alferes. Na época, muitos se tornaram fazendeiros: O Barão de Vassouras, o Conde de Baependi, Os Barões de Tinguá e de Campo Belo, entre outros.

A sesmaria agora era vila: A Vila de Vassouras.

De Vila a Freguesia

Passado sete anos, a vila passava a categoria de freguesia, tamanho o seu desenvolvimento. A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Vassouras em 1837 já era uma das maiores produtoras de café da província.


A Matriz de Nossa Senhora da Conceição teve linhas e formas adquiridas em meados do século XIX e destacam-se nela a sua pintura (em pó de ouro, mantida apesar das constantes reformas), sua estrutura (em pedra e cal) e o seu frontão...


...com duas torres sineiras, coroadas com galos de grim...

...e relógio (que ainda funciona).


Em seu interior, temos quatro altares laterais e um altar-mor, todo em madeira e com influência neoclássica, e um arco de cruz ladedao por dois púlpitos. A capela-mor é ladeada por corredores que dão acesso aos quatro altares, ao coro e ao batistério.

Atrás da Matriz, temos a beleza da Praça Sebastião de Lacerda e mais a frente fica o Cemitério Nossa Sra. da Conceição, construído pela irmandade de igual nome em 1848 e que serve de repouso eterno para os membros da citada irmandade.

Tamanho foi o seu progresso e desenvolvimento resultou na sua transformação autonomo-política depois de vinte anos: Passava a categoria de cidade com o topônimo "Vassoura", sendo composto de sete distritos (de acordo com a Lei estadual nº 881, de 11-09-1909): Belém (que virou Paracambi, depois Tairetá e teve seu território desmembrado para formar o município de Paracambi em 1960), Ferreiros (atual São Sebastião dos Ferreiros, cuja denominação foi alterada em 1938), Pati(que em 1938 passou a se chamar Andrade Pinto), Paty do Alferes, Rodeio (atual Eng. Paulo de Frontin), Sacra Família do Tinguá (distrito que foi desmembrado junto com Rodeio para formar Eng. Paulo de Frontin) e o distrito-sede.


Em 1857, a Praça da Matriz era concluída. A mesma depois foi chamada de Praça do Comércio, da Aquidabã até homenagear Laureano Correa e Castro, o Barão de Campo Belo (1790 - 1861), que recebeu o título nobiliarquico no ano de 1854 pelo imperador Pedro II.

O Barão de Campo Belo foi o primeiro presidente da Câmara Municipal da vila de Paty do Alferes e depois se mudou para a Vila de Vassouras, onde foi eleito para a câmara da recém-criada vila no ano de 1833. Também participou da luta contra os escravos fugitivos comandados por Manuel Congo em 1839.

A Câmara Municipal é uma das grandes edificações do Paço Municipal: Construído a partir de 1849 e concluído em 1872, tinha como objetivo abrigar a Casa de Câmara e Cadeia. Atualemente abriga o Museu da Câmara Municipal.

Hoje ciranças, jovens e adultos de idade avançada desfrutam do verde e da tranquilidade da Praça Barão de Campo Belo...


...cujo chafariz - assim como os prédios e monumentos ao redor - chama tamanha atenção pela sua magnitude arquitetônica.


O Chafariz Monumental, localizado na Praça Barão de Campo Belo, foi construído baseado em projeto do arquiteto espanhol D. Joaquim de Soto Garcia de La Vega.


A obra de cantaria ergue-se no centro de um tanque, arrematado por uma pinha e se destaca por sua localização privilegiada, tendo ao fundo a Igreja Matriz.

E nas proximidades dali, um casarão já castigado pelo tempo e abandonado pelo poder público guarda um pedaço da história da ferrovia brasileira: Esta é a casa de Francisco José Teixeira Leite, o Barão de Vassouras (1804 - 1884).

O Barão de Vassouras, juntamente com outros beneméritos da cidade, começaram a planejar e deliberar no ano de 1852 a chegada da ferrovia por estas bandas. Dentre eles, podemos citar Caetano Furquim de Almeida, advogado e empresário brasileiro que trouxe da Alemanha (escondido dos empresários ferroviários ingleses e americanos) traçados e desenhos de uma ferrovia que se pretendia construir no Rio de Janeiro enquanto se tratava de uma lesão cardíaca.


A Rua Caetano Furquim ontem...

...e hoje.

Caetano Furquim foi um dos integrantes da primeira diretoria da Estrada de Ferro Dom Pedro II, juntamente com Cristiano Ottoni e Luis Peixoto de Lacerda Werneck. Por esta iniciativa, a justíssima homenagem dos vassourenses em dar o nome dele a uma das principais ruas da cidade.


E não é só isso...

...No próximo post, vocês verão como a iniciativa de Caetano Furquim culminou com a abertura das estações de Vassouras...

...e Barão de Vassouras.


Abraço e continue conosco!




Texto: Luiz Antonio Doria e Jorge A. Ferreira Jr.
Fotos: Rodrigo Silva e Jorge A. Ferreira Jr.
Fonte Pesquisa: IBGE, Wikipedia e Universidade Severino Sombra

Um comentário:

  1. Dória parabéns ao RdV por mais uma bela reportagem. Você viu a relíquia do "pau-véio", que conseguiram na foto antiga da Rua Caetano Furquin? Ao lado do carro de praça, há um lotaçãozinho, provavelmente de madeira, que circulava em Vassouras. Abraços, Eduardo Cunha.

    ResponderExcluir

Olá!

Sua opinião é muito importante para nós. Esperamos sua visita por aqui mais vezes.

Grande abraço e tudo de bom!

Tecnologia do Blogger.