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Sessão Nostalgia - O RdV apresenta a Viaçao Rocha Miranda

Mais uma vez, abre-se as cortinas, e de novo o mágico entra em cena e sobe ao palco, com sua cartola e varinha mágica.

A bola da vez, a segunda empresa da Seção Nostalgia do “RdV Apresenta” é a “Viação Rocha Miranda S/A”. Vamos conhecer mais essa raridade.

A sua origem é de lotações individuais, que com a obrigatoriedade do governo do antigo estado da Guanabara, decretou que eles se tornassem empresas e formassem inicialmente empresas com seus próprios veículos – os lotações - e com razões sociais, para depois com o passar dos anos, trocasse-nos por ônibus, passando por uma entressafra com ambos.

Fichas da Viação Rocha Miranda S/A

Com 34 lotações, entre 20 e 30 passageiros sentados, começa em 1963, a Rocha Miranda, com a sua única linha, 682 – Méier x Rocha Miranda, via Avenida João Ribeiro, e com o prefixo 80xx. Seu ponto inicial era no Jardim do Méier e em Rocha Miranda, na Rua dos Rubis, perto da praça.

A origem do nome é decorrente do bairro atendido, como foram e são outras empresas da época e ainda hoje existentes, como Acari, Pavunense, Méier, Cascadura e outras.

Quem quiser, contar a verdade ou conhece a história da empresa, que se apresente, pois será muito bem vindo para tirar essa dúvida.

Posteriormente, no correr de 64/65/66, gradativamente foi substituindo totalmente sua frota de 34 lotações por ônibus, entre muitos “pau-velhos” (exemplo típico o primeiro ônibus da empresa, o carro 07, um CERMAVA caindo aos pedaços, da década de 50, comprado a Elizabeth) e também zeros (como foi o CERMAVA, carro 21).

A preferência era CERMAVAS, mas também tinham CIRBS e METROPOLITANAS, zeros e não-zeros. Seu prefixo como empresa de ônibus passou a ser 83.5XX. Sua única pintura é da origem da pintura dos lotações, com uma pequena diferença, a faixa que era branca no tempo do lotação, passou a ser vinho nos ônibus, ou seja teto amarelo, com asas brancas; faixa vinho; e corpo prateado, com saia amarela e laranja.

A quantidade máxima de veículos chegou a 22 (de 83.500 à 83.522), mantendo sua linha original, sem nenhuma alteração, nem de trajeto.

Com a obrigatoriedade legal escalonada, não conseguiu chegar aos primeiros 30 ônibus e foi absorvida em Abril de 69, pela Viação Coração de Maria S/A, que na época fazia uma única linha também a 675 – Méier x Penha, via Inhaúma, com ponto inicial em frente a Igreja Coração de Maria, na rua com o mesmo nome.

A Coração de Maria, também pegou a linha 626 – Praça Saens Pena x Penha, via Inhaúma, operada pela Maracanã e então completou a obrigatoriedade mínima. Posteriormente, foi encampada pela CTC, mas isto é outro papo e fica para outra hora...

Viajamos mais um pouquinho no tempo e falamos da Rocha Miranda e de tabela de duas outras irmãs da época, Coração de Maria e Maracanã.

Quem tiver algo para adicionar a matéria, fique a vontade de nos contatar. Só assim, resgataremos essa história, dos assuntos que gostamos e curtimos.

RECORDAR É VIVER. Até a próxima...

Texto e Foto: Eduardo Cunha
Desenho de Armando Reis
Revisão: Luiz Antonio Doria

3 comentários:

  1. Parabéns mais uma vez, Eduardo. Estou embarcando nessa viagem rodoviária contigo.
    Abraço do
    Falcão

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  2. Falcão, grato pela tua força e constância nas visitas e interesse pelo site. Abraços, Edu.

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  3. Amigos.
    Somente estou vendo este post hoje, dia 2 de fev. mas mesmo assim vamos lá.
    Fui usuário da VRM de 1965 a 1971. Morava em Rocha MIranda e estudava no Visconde de Cairu no Meier, portanto a VRM foi a minha iniciação na busologia. O ponto final no Meier era no Jardim, no local onde hoje está o viaduto. Como tinha muita gente que estudava no Meier e morava pelas bandas de Turiaçu e Rocha Miranda era comum ficarmos ajuntando o povo no ponto do Meier até que o lotação ficasse lotado (?????) desse modo vinhamos praticamente direto, os motoristas não gostavam muito pois não havia rotatividade de passageiros.
    Era uma linha muito boa. A figura mais folclórica era o Malucão do 22, um sujeito que fumava um maço durante a viagem. Da época dos onibus lembro-me do 21, carros Cermava zero bala, era o único zerado. Tb lembro do carro 19: um Carbrasa com um motor super potente, o ronco era inconfundível e totalmente diferente dos demais.
    A linha começou com preço unico, porem depois com a forte concorrencia no trecho Meier-Cascadura, optou pelas seções, a saber: Meier-Cascadura , Pilares-Rocha Miranda e direta. Os valores eram 60, 70 e 90 dinheiros da época.

    Essas são as primeiras lembranças que vieram. Vamos ver a se a memoria traz mais alguma coisa.

    Um grande abraço.

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