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Sessão Nostalgia

Um, dois, três!!! Descerram-se as cortinas, o mágico entra em cena e sobe ao palco, com sua cartola e varinha mágica.

Un, deux, trois et voilá!!! De dentro de sua cartola, sai um ...coelho? Não!!! Sai um papel com o nome da primeira empresa, que fará parte da Seção Nostalgia do “RdV Apresenta”. Trata-se da “Viação Luar Ltda.”.

A cartola carioca das empresas antigas e (des)conhecidas por muitos, é muito grande, rica e cheia de surpresas, vamos explorá-la!!!

A LUAR começou a dar seus primeiros passos ainda no antigo estado da Guanabara, no início da década de 60, operando sua primeira linha: a 242 – Castelo x Cavalcanti, já com o prefixo válido atualmente, 12.5XX e com uma pequena frota de ônibus, modernos e encarroçados pela Vieira, além dos antigos GM Coach Transit’s. Esses GM’s eram resquícios da antiga empresa que operava a linha Castelo x Cavalcanti original - que não me recordo o número -, a ABC Turismo.

A origem do nome LUAR é duvidoso e tem duas vertentes:

1) no ponto final, no Castelo, na Av. Erasmo Braga, existia na época, uma lanchonete: Lanchonete Luar; e

2) um dos seus sócios, chamava-se Raul. E daí? É só inverter a palavra, e de novo, mágica: “LUAR”.

Quem quiser, contar a verdade ou conhece a história da empresa, que se apresente, pois será muito bem vindo para tirar essa dúvida.

Com o tempo, ela foi substituindo e aumentando sua frota e os velhos Transit’s, dando lugar aos “zero balas”, Cermava, CIRBS e Vieiras, pintados na única pintura que a empresa adotou: teto completamente em verde escuro; faixa amarela; e corpo prateado, com saia verde escura.

A quantidade de veículos chegava a 20 (de 12.500 à 12.519) e sua linha original, recebeu uma irmã: a 243 – Castelo x Engenheiro Leal. A empresa chegou aos 25 veículos, sendo mais dos CIRBS comuns e outros dois CIRBS “rabo-quentes”, com a numeração chagando a 12.524, com a linha 243, sendo esticada para Castelo x Turiaçú.

Com a obrigatoriedade legal escalonada de 30, 60 e 120 ônibus, por empresa, ela comprou na CAIO, 20 Jaraguás, e completou a frota de 45, quando a lei da época era 30 ônibus. Nesse ano, acabou com a linha 242 e mais uma vez esticou a 243, para Castelo x Colégio.

Fichas da Viação Luar. Acervo de Eduardo Cunha

Esses novos 20 veículos, nunca vieram com a pintura, nem o nome e nem o prefixo da LUAR. Ela comprou a Viação Madureira-Candelária Ltda., mas perdeu totalmente sua identidade visual, nome e prefixo, não sei por que, pois as duas empresas juntas tinham 67 veículos, sendo 45, da LUAR e 22, da VMCL. Na época com duas linha, 298 – Castelo x Coelho Neto – e não mais Colégio - e a 355 – Praça Tiradentes x Madureira. A linha 298, foi inicialmente identificada erradamente, com o número 307.

Este visual adotado foi da Empresa de Transportes Pereira Santos Ltda. – comprada pela Viação Empresa de Lotações Estrela Ltda. -, que era: teto zarcão, com asa prateada fosca; faixa prateada fosca; e corpo zarcão, com saia verde escuro.

De lá para cá, todos conhecem a história atual da VMCL, que nada mais tem a ver com a “velha e saudosa LUAR”, que marcou seu tempo e deixou saudades.

RECORDAR É VIVER. Até a próxima...
Texto e Foto: Eduardo Cunha
Desenho de Armando Reis
Edição: Luiz Antonio Doria

5 comentários:

  1. Pois é, Dória e Edu, até hoje eu não entendia porque a 298 em 65 tinha o número 307! Ainda tinha uma 309, mas que eu não me lembro o itinerário.

    Abraço!

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  2. Fernando, o 309, foi o número também errado que depois foi corrigido e virou 299, Castelo x Acari. Eduardo.

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  3. Valeu, Eduardo.
    Ficou uma crônica muito bacana, explicando a 'situação'.
    Que venham outras!
    Grande abraço.

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  4. Doria

    A Viação Luar fez parte ativa da minha infancia. Eu morava em Rocha Miranda e minha tia em São Cristóvão e quando nós íamos visitá-la (programão de domingo)usavamos a 307 na época era Castelo-Turiaçu, mas que tinha o ponto final em Rocha Miranda, perto da Igreja de Santa Bárbara. Lembro muito bem da "viagem" que era simplesmente fantástica, afinal era quase uma hora andando de onibus. Lembro dos carros Vieira com a porta traseira de folha dupla, dos Cirb rabo-quente.
    Boas lembranças. Só para registro no regresso de São Cristóvão, usavamos o bonde Cascadura, sempre meu pai comprava um franguinho para a janta. Bons tempos.
    Um grande abraço.

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  5. Antunes,

    Você é de Rocha Miranda?

    Então, se prepare para o próximo filme da "Sessão Nostalgia"...

    Aguarde...Grande abraço!

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