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Paiva, o menor dos mineiros

Fala, meu povo!

Depois de conhecer a simpática e aprazível Oliveira Fortes, o RdV apresenta o menor município do Estado de Minas Gerais: A pequena Paiva.

A promessa que se transformou em uma cidade

O município de Paiva nasceu de uma promessa...


Conta que por volta de 1906, um rico fazendeiro da região - desenvolvendo uma forte epidemia - fez uma promessa a São Sebastião de erguer um arraial caso vencesse a epidemia. Este fazendeiro era o Sr. João Ferreira de Paiva.

O surto foi erradicado. E João Ferreira de Paiva erguiu um cruzeiro - que mais tarde foi transladado em procissão - para o local denominado Santa Rosa, onde o Sr. João Paiva adquiriu cinco alqueires de terreno doados ao patrimônio comum para o início do arraial.

Em 8 de julho de 1907, foi celebrada uma missa campal no sítio onde hoje se encontra a Igreja de São Sebastião, que foi erguida pelo filho de João Ferreira de Paiva anos mais tarde.

Entrando nos trilhos...

Conforme relatado por aqui, a cidade de Oliveira Fortes entrou nos trilhos por meio de uma estrada de ferro ligando Santos Dumont a Mercês. E Paiva?

Bem...o arraial de Santa Rosa entrou nos trilhos do ramal de Mercês por meio da influência do senador Bias Fortes "pai", que atendeu a um pedido do Sr. João Ferreira de Paiva, desejoso em conseguir a alteração do traçado inicial para que os trens passassem pelo arraial que desfrutava de um franco desenvolvimento.

Em 1914, a estação foi inaugurada com a ilustre presença do Eng. Paulo de Frontin (Aquele do "Milagre da água em seis dias" e do "Tunnel Grande"). E este sugeriu que o nome da estação homenageasse aquele que tanto fez por aquele povo.

Então mudou-se o nome do povoado: Santa Rosa deixava o seu nome anterior e tornava-se o povoado de Paiva.

A estação está bem cuidada e fica no centro da pacata cidade: Em frente à estação fica uma bela praça arborizada que tem um pequeno lago com chafariz...


...e muitos peixes.

Próximo dali fica a Matriz de São Sebastião padroeiro da localidade e santo de devoção do fundador.

O que destoa do conjunto arquitetônico é que ao lado da estação foi construída uma quadra
poliesportiva, que ficou tão próxima que a sua parede está junto à rampa da plataforma.

Vista do alto a cobertura metálica encobre parte doantigo prédio e com isso a visão da estação não é completa ao se admirar o panorama a partir do morro do cemitério.

Ao lado, uma caixa d`água metálica com estrutura toda feita com trilhos, apresenta uma desbotada pintura que lembra as cores do arco-íris: Era aí que as locomotivas a vapor abasteciam o tender com água antes de enfrentar a subida íngreme até Oliveira Fortes.

Neste pequeno trecho de pouco mais de 10 km a ferrovia saía da cota 566 e ia serpenteando as montanhas até atingir a altitude de 826 metros em Oliveira Fortes. Esta subida de 260 metros em tão curto trecho equivale a uma rampa média de 2,4%.

Apesar de ser um trecho penoso para a construção e operação da ferrovia, para o passageiro deveria ser o melhor da região, pois enquanto a composição subia lentamente a Serra da Mantiqueira, tinha-se a oportunidade de vislumbrar um conjunto de montanhas de excepcional beleza.

E a partir do surgimento da estação, vieram a Usina Hidrelétrica (1927), um Grupo Escolar e a Agência Postal da Empresa de Correios e Telégrafos (1932). Tanto progresso acaba em idéias progressistas...e foi o que aconteceu a partir de 1948, quando paivenses começaram uma campanha para que o distrito subordinado a Barbacena se tornasse uma cidade.

E a campanha obteve o seu sucesso: Em 12 de dezembro de 1953, o distrito é emancipado de Barbacena, constítuido do distrito sede.

Como chegar

Vindo de Belo Horizonte ou Rio de Janeiro: Seguir pela BR-040 até o acesso a MG-452, passando pelo centro de Oliveira Fortes para se chegar a Paiva

Linha de Ônibus: Assim como Oliveira Fortes, quem vai a Paiva deve ir a Santos Dumont e utilizar os serviços da Viação Pires que atende a Paiva. Portanto, vindo do Rio ou BH, o caminho é um só, via Santos Dumont (UTIL e ATUAL).

Detalhe é o que vale...em PAIVA!


O funcionário que fez as inscrições relativas a quilometragem e altitude da estação de Paiva tava viajando nos trilhos do imaginário das ferrovias mineiras.

E é assim que encerramos essa viagem pelas terras e histórias das Minas Gerais. Agradeço a contribuição de Jorge Ferreira em compartilhar conosco um pouco de suas aventuras ferroviárias.

Abraço e tudo de bom!

Texto: Jorge Ferreira e Luiz Antonio Doria
Fotos: Jorge Ferreira
Fonte Pesquisa: Biblioteca IBGE e Estações Ferroviárias.com.br

Um comentário:

  1. Lindo post. É bom saber que existem cidades como essa.

    Parabéns para este blog, que já é um dos melhores da internet.

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