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De Paracamby à Barra do Pirahy

Olá, visitantes do RdV! Depois de seguirmos para Tairetá - antigo nome de Paracambi - pelos trilhos da Supervia, chegamos a esta aprazível cidade que já teve sua história contada por meio de um de nossos relatos pelo território fluminense.

Até fomos recepcionados por um simpático morador, que nos estendeu sua hospitalidade e gentileza.


O próximo destino seria a Barra as margens do Rio Piraí. Então...

...Spectrum da Barrinha, prá que te quero!

Detalhe é o que vale: O embarque não foi pela frente. É que as empresas filiadas ao Sindpass utilizam o SindCard - o Riocard deles - e lá se procede da seguinte forma: Você debita do seu cartão o valor integral da tarifa e se no meio do caminho você desce, a diferença é devolvida ao seu Sindcard.

Mas, antes pudemos contemplar algum resquício da Paracamby de outrora...

...como a Vila Ferroviária que ficava próximo a estação e que hoje é moradia de gente humilde (clique no "gente humilde" e confira a bela letra de Chico Buarque e Vinicius de Moraes).


E começamos a viagem

...passando pelo BNH paracambiense, que não lembra em nada com o BNH localizado no município de Mesquita.

E pela RJ-127, vamos seguindo em meio a maçicos...

...e o vento batendo em nossos rostos, em meio ao verde predominante da mata atlântica. Não estranhe a foto: O vento acabou por provocar esse efeito "túnel-do-tempo" na mesma.

Após cruzarmos o pórtico, avistamos uma edificação pertecente a Amandaba...


...antigo nome concedido a Estação Ferroviária da cidade de Eng. Paulo de Frontin, que foi inaugurada com o nome de "Rodeio" no ano de 1863. No detalhe, o viaduto por onde passava o trem para Barra do Piraí.

A parada em Eng. Paulo de Frontin é rápida...mas a cidade terá o seu momento aqui neste humilde espaço. O destino é outro, então...

...pé - digo, Spectrum na estrada! Seguindo as linhas da Estrada de Ferro, cujo aço arde ao sol escaldante da serra fluminense...

...esperando que algum dia, ela volte a sua utilidade natural - transportar gente e alegria por onde passa.

Ainda não chegamos ao nosso destino, mas a paisagem que nos acompanha convida o passageiro a ficar no meio do caminho e curtir a natureza do Centro-Sul do estado do Rio de Janeiro.

E chegamos ao entroncamento da RJ-127 com a RJ-129: Para quem vem de Mendes, seguindo pela RJ-127, voltamos para Paulo de Frontin e embicamos para o Rio. Pela RJ-129, seguimos para o distrito frontinense de Sacra Família do Tinguá e mais um pouco - já na RJ-121 - podemos optar entre seguir para Miguel Pereira ou Vassouras.

Nem um, nem outro: Caminho da ponte...

...e chegamos a Independência, Vila Independencia e os trilhos da ferrovia que hoje só leva ferro...minério de ferro.

E vejam o encontro da Barrinha com o Progressista de Três Rios, voltando para a terra do macaco pequeno. Bem-vindos à Mendes...

...é o que nos desejou Amélia que, em pleno feriado, estava trabalhando ;)

E depois de revisitar Mendes, a MP12 via Ipiranga nos mostra sua verdadeira face

Logo depois do encontro com a RJ-133, seguimos pela RJ-127 para no meio do caminho entrarmos na RJ-137. Peraí...RJ-137, aquela que leva os romanticos casais rumo a Conservatória e a Valença?

Esta mesmo! Essa é a RJ-137 que só quem anda de Paracambi a Barra do Piraí pelos ônibus da Barra do Piraí conhece.

A Canção do Amor - o nome deste rodovia estadual - interliga a RJ-127 com a divisa entre o estado do Rio e Minas Gerais. Em meio a essa paisagem, imagine você com a sua cara-metade recitando uma poesia ou cantarolando uma bela canção romântica...



...em dois quilômetros de estrada de terra, sem nenhuma sinalização e buracos por toda a parte.

Esta estrada cruza com a BR-393 na altura de Barra do Piraí, passa pelo distrito barrense de Ipiabas, segue para Conservatória (Valença) e volta a ser em leito natural - como se mostra na foto acima - até a divisa com Minas Gerais, depois de passar por Pedro Carlos e Santa Izabel do Rio Preto.

A partir daí, depois de passar por Santa Rita do Jacutinga, ela se chama MG-457 antes de chegar ao seu destino final: Bom Jardim de Minas.

E o destino final estava chegando...

...e em meio ao mato e uma estrada estadual que mais tinha cara de ser uma vicinal qualquer...


...esperamos passar a "rainha" daquela região: Uma locomotiva levando nossas riquezas minerais - mas bem que poderia levar algo mais além de minérios de ferro.

Após a passagem da "Majestosa", cruzamos o leito ferroviário - que agora fica a esperar uma nova passagem de algum coletivo ou trem.

O leito ferroviário fica próximo a estação - ou o que era, pois hoje são ruínas - de Aristides Lobo.


A estação foi inaugurada em 1865 com o nome "Ypiranga" - nome que ainda mantém em sua estrutura bastante prejudicada. Acima, vemos o aqueduto que mostra o quanto aquele vilarejo foi importante um dia.



Hoje o aqueduto serve com uma espécie de pórtico/fronteira, indicando que chegamos a Barra do Piraí. A estrada de terra torna-se asfaltada...

...e os trilhos do trem indicam que estamos próximos de nosso destino final.

Olha o via Morsing aí gente! Na verdade, esse Viale estava saindo da toca para labutar: Nas proximidades, temos a garagem da Barra do Piraí - a viação que nos transportou até aqui.

E assim chegamos a Barra do Rio Pirahy...graças a Deus e a Barra do Piraí!

Uma terra mui generosa e que guarda muitas histórias dos tempos dos barões do café. Agora, se nos concede licença, depois de tantas surpresas e emoções nessa rota vamos recarregar as baterias para relatar o que vimos por aqui.

E para encerrar, um detalhe captado pelas lentes de Afonso José Ferreira: Um Marcopolo Viale - preferia andar nele do que ter vindo a BPI de Spectrum - cruzando uma ponte de ferro.

Abraço e até lá!


Texto: Luiz Antonio Doria

Fotos: Luiz Antonio Doria e Rodrigo Silva
Agradecemos a colaboração MAIS QUE ESPECIAL de Jorge Alves Ferreira e Afonso José Ferreira

Fonte Pesquisa: Wikipedia e Estações Ferroviarias

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