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Caminhos da Parahyba...

"Não é só falar de seca... não tem só seca no sertão..." Assim cantava Raimundo Fagner na música "Orós 2". E de certa forma, ele estava certíssimo!

O Nordeste brasileiro não é apenas miséria e tristeza...também tem muita alegria, histórias e belas paisagens. E é essas histórias e belas paisagens que vamos contar e mostrar aqui no RdV.

Vamos desbravar os Caminhos do Agreste da Parahyba! Vamos conhecer...

...Campina Grande, a Rainha da Borborema...

...o sítio de QUEIMADAS...

...e Areia, o Sertão do Bruxaxá! E é pelo município de Areia que vamos começar a nossa peregrinação.

Areia, o sertão do Bruxaxá


Você conhece este quadro?


E este abaixo? Com certeza você já viu em muitos livros do ensino médio e fundamental.

O primeiro, retrata o famoso grito que Dom Pedro I deu as margens do Ipiranga: "Independência ou morte!!". Acima, vemos um triste momento de nossa história: Tiradentes, o patrono cívico do Brasil, esquartejado para que servisse de exemplo aos súditos da Coroa Porutguesa. Em comum, estes quadros foram pintados Pedro Américo. Mas você sabe onde Pedro Américo nasceu?

Pedro Américo nasceu...

...em Areia, agreste paraibano, em 29 de abril de 1843...

...nesta casa, onde se respirava arte: Seu pai era violonista e seu irmão, Aurélio de Figueiredo, era pintor,escultor e músico (É de autoria dele o Hino da Paraíba). E como nasceu Areia?

Areia nasceu a partir de uma expedição de 1648 quando o governador holandês da Paraíba, Elias Herckmann, percorreu as terras que hoje formam este município a mando de Maurice de Nassau. A missão foi infrutífera, pois Herckmann nada encontrou.

Em meados do Século XVII, desbravadores portugueses percorreram aquela área e um deles decidiu se estabelecer em um local as margens do cruzamento de estradas que eram parada obrigatória para boiadeiros e comboieiros que se destinavam a Mamanguape e a capital . Este se chamava Pedro Bruxaxá.

Bruxaxá estabeleceu amizade entre os nativos e ali construiu um curral e uma hospedaria que ficou conhecida como "Pouso do Bruxaxá". Com o tempo, a região passou a se denominar "Sertão do Bruxaxá".

O Brejo d´Areia


Com o passar do tempo, o Sertão do Bruxaxá mudou de nome: Brejo do Riacho de Areia. O nome se deve ao riacho que tinha nas proximidades e que possuía bancos de areia muito brancas. "Brejo" porque o povoado se localizava na Microregião do Brejo Paraibano. Logo depois, o nome foi simplificado para Brejo d'Areia.

O povoado crescia e por volta do século XVIII, a agricultura puxava o desenvolvimento e a prosperidade da região, juntamente com o comércio. Famílias vinham da capital e de Pernambuco para o Brejo, atraídas pela sua terra fértil e propícia para o plantio.

Por muitos anos, Areia ficou sob a jurisdição eclesiástica de Mamanguape e por isso o vigário de Mamanguape ia celebrar missa em uma capela que existia antes de 1800 uma vez ao mês. Essas visitas ao povoado terminaram na promoção do povoado a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição (e culminando na criação da paróquia de mesmo nome), desmembrando-se da Freguesia de Mamanguape, em 1813.

Dois anos depois, a emancipação. De freguesia a Vila...Vila Real do Brejo de Areia, cuja instalação se deu em 30 de agosto de 1818. Foi a oitava vila a surgir na província da Paraíba.

A Igreja Matriz começou a ser erguida em 1830, pelo padre Francisco de Holanda Chacon e foi concluída em 1902, pelo cônego Odilon Benvindo de Almeida.

Em 18 de maio de 1846, A Vila Real do Brejo D'Areia é elevada a categoria de cidade, passando a se denominar AREIA.

E no centro de Areia, temos a Praça Ministro José Américo de Almeida, um ilustre areiense que se destacou na política como Ministro de Viação e Obras Públicas nos dois governos de Vargas.

Na área da educação, fundou a Universidade Federal da Paraíba e foi o seu primeiro reitor. Também se destacou na literatura brasileira com o romance "A Bagaceira", considerado o marco inicial do romance regionalista do modernismo brasileiro. Um dos campi da UFPb fica na cidade.

Inicialmente denominada Escola de Agronomia da Parahyba, a CCA/UFPb foi inaugurada em 1936 e criada por força do Decreto Estadual Nº 478, de 12 de janeiro de 1934, em regime de acordo entre os Governos Estadual e Federal.

Foi a primeira instituição de nível superior na área civil no estado. Tanto que em 1940, teve o reconhecimento do curso de agronomia pelo Decreto Federal Nº 5.347, de 06 de março de 1940 e logo em seguida, foi federalizada pela Lei Federal Nº 1.055, de 16 de janeiro de 1950 passando a se denominar Escola de Agronomia do Nordeste.

Em 1968, passou a fazer parte da Universidade Federal da Paraíba e em 1978 a EAN passou a se chamar Centro de Ciências Agrárias.

E de frente para a Praça Min. José Américo de Almeida, a Igreja do Rosário dos Pretos e o Colégio Estadual de Areia. A igrejinha é a mais antiga de Areia e foi concluída por escravos em 1886, sendo imprecisa o ano de sua fundação.

O Colégio Estadual de Areia, assim como o Centro de Ciências Agrárias, representa o momento em que a cidade foi considerada a "Terra da Cultura" juntamente com o Teatro Minerva (que foi construíd

A roda do moinho na foto não é nenhum detalhe artístico: Remete ao fato de Areia ter sido uma grande força no cultivo de cana-de-açúcar, fazendo surgir canaviais e alambiques, onde em alguns engenhos ainda se produz a melhor cachaça da Paraíba.

E Areia também participou ativamente da vida política do país: Foi a segunda cidade a libertar seus escravos antes mesmo da abolição da escravatura, participou da Revolução Pernambucana (1817) , da Revolução dos Quebra-Quilos e da Confederação do Equador (1824), recusando ordens do governador Felipe Nery e decretando um governo provisório para o qual é eleito presidente o Capitão-Mor Félix Antonio Ferreira de Albuquerque, recebendo a solidariedade das Câmaras da vila de Pilar, Mamanguape, Campina Grande e São João do Cariri.


E Areia tem história, cultura e ecologia: A 5 km do centro da cidade, encontra-se a Reserva Ecológica Mata do Pau Ferro.

Criado em 1992, por força do Decreto nº 14.832, a área foi adquirida pelo estado em 1937 e desde a década de 40 foi objeto de estudo. São 607 hectares de terras que se constitui como último remanescente da Mata Atlântica do Nordeste Brasileiro.

O nome da reserva origina-se de uma árvore que existia em abundância em solo areiense e que hoje não existe mais na região, pois sua madeira foi extraída para confecção de móveis.

O Parque Estadual Mata do Pau Ferro fica localizada na comunidade Chã de Jardim, a 9 km da Cidade de Areia e representa 1% do Brejo de Altitude que ainda existe em terras paraibanas.


Como Chegar

Vindo de João Pessoa: Pegue a BR-230 até o entroncamento com a BR-101, mas depois siga pela BR-230 até o entroncamento com a PB-083 - em Riachão do Poço - virando à direita até o acesso a PB-067. Por esta rodovia estadual, siga por esta passando pela Rua Rui Barbosa, Presidente João Pessoa, depois faça uma curva suave à esquerda na Firmino Cavalcante e seguindo pelas ruas Apolônio Zenaide, Francisco Montenegro e Macarios de Castro até a Estrada para Areia, continuando na PB-079 e virando a direira para a PB-097 e enfim chegando ao Brejo D'Areia.

Linhas de Ônibus: Há uma linha de ônibus saindo de João Pessoa para Areia, operada pela Empresa Viação Bela Vista.

Linhas que ligam outras cidades do Brasil à João Pessoa:

São Luis x João Pessoa
Goiana x João Pessoa
Salvador x João Pessoa
Iguatu x João Pessoa
Recife x João Pessoa(Empresa Auto Viação Progresso)

Salvador x João Pessoa (Bonfim)

Teresina x João Pessoa
Imperatriz x João Pessoa
Juazeiro do Norte x João Pessoa
Crato x João Pessoa
Belém x João Pessoa (Expresso Guanabara)

Natal x João Pessoa
Fortaleza x João Pessoa
Tangará x João Pessoa(Nordeste)

Nova Cruz x João Pessoa (Expresso Paraibano)

Belo Horizonte x João Pessoa
Campos x João Pessoa
Gov. Valadares x João Pessoa
Itabuna x João Pessoa
Rio de Janeiro x João Pessoa
São Paulo x João Pessoa
Vitória x João Pessoa (Viação Itapemirim)

Rio de Janeiro x João Pessoa (São Geraldo)

E a nossa próxima parada pelos Caminhos da Parahyba...

...é a Rainha do Borborema, Campina Grande! Até lá!

Texto: Luiz Antonio Doria

Fotos: Carlos Eduardo Lopes. Brasão da cidade de Campina Grande extraído do Wikipedia


Fonte Pesquisa: Wikipedia, Prefeitura Municipal de Areia e PBTUR

2 comentários:

  1. Você diz no texto que: Areia faz parte do Agreste Pernambucano.... Está errado isto, não é?

    ResponderExcluir
  2. Mil Perdões ao povo paraibano!

    Areia faz parte do agreste PARAIBANO!

    Reitero meus pedidos de desculpas e informo que já está devidamente corrigido.

    Abraço

    ResponderExcluir

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