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Recantos do Rio - A Irmandade dos negros e pardos na Uruguaiana

Fala, meu povo! Aqui estamos mais uma vez com o RECANTOS DO RIO, espaço destinado a mostrar os pontos que passam desapercebidos no corre-corre cotidiano da capital fluminense.

Hoje vamos conhecer um pouco da rua que concentra um movimentado comércio popular...sim, vamos falar da Uruguaiana.

A RUA DA VALA

E tudo começou no início do século XVII, quando foi aberta pelos franciscanos do Convento de Sto. Antonio uma vala para servir de escoadouro das águas que transbordavam da Lagoa de Sto. Antonio para, assim, chegar até o mar pela abertura da Prainha entre os Morros de São Bento e da Conceição.

O caminho surgido ao longo da vala tornou-se a Rua da Vala, servindo de limite entre a Zona Urbana da cidade e as chácaras. O campo avançou e começou a ser construídas pontes sobre a vala para facilitar a passagem.

E a Rua muda de nome...

Em 1865, o Exército Brasileiro cercava e restaurava o domínio imperial na cidade de Uruguaiana (que foi invadida pelo exército paraguaio sob o comando de Solano López). E em homenagem a esta vitória, a Rua da Vala ganhou um nome mais pomposo: Rua Uruguaiana

A Igreja e a Irmandade

Em 1639 nascia a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, primeira irmandade formada por escravos e que em 1667, se une a Irmandade de São Benedito.

A igreja foi erguida em 1725 em um terreno de pouco valor próximo à beira da vala doado por uma devota - Dona Francisca Pontes - e está lá firme e forte...

...em meio a multidão que vem de todas as partes acompanhando o cotidiano do vai e vem de mercadorias, ambulantes, clientes, executivos etc. Depois a igreja passou a ser dos negros perseguidos pelos cônegos da Sé após a criação do Bispado do Rio de Janeiro em 1676, pois eles tinham sido proibidos de usar os altares da Sé no Morro do Castelo.

Foi o primeiro lugar visitado por Dom João VI quando este chegou a colônia, para render graças pela bem sucedida viagem. Nessa época, era a Catedral da cidade. Nela também foi entregue o abaixo assinado pedindo para que Dom Pedro I ficasse no Brasil (Fato conhecido com o Dia do Fico, 9 de janeiro de 1822).

Nesta igreja está sepultado um dos maiores artistas da cidade no século XVIII...

...Mestre Valentim, autor de grandes monumentos da cidade como o Chafariz em forma de pirâmide na Praça XV.

No período de 1812 a 1825, a igreja funcionou como sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, fato este lembrado pela placa que se encontra na fachada do templo.

Falando em fachada, esta foi reformada em 1861 com a construção de duas grandes torres. A igreja passou por duas reformas: esta, em 1861 (decoração interior em talha dourada refeita e fachada) e outra em 1967, devido a um incêndio que destruiu os altares e talha das capelas, paredes e colunas.

Outra grande perda causada por esse incêndio foi a destruição do Museu do Negro, que consumiu toda a documentação relativa a história da irmandade.

Mas o prédio e as portas de aspecto maneirista foram mantidas. E está aí como um patrimônio histórico de nosso país.

Obrigado pela sua visita. Grande abraço e até a próxima!






Texto e fotos: Luiz Antonio Doria

Fonte Pesquisa: Wikipedia e
http://www.marcillio.com/rio/(História do Rio de Janeiro)

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