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De Correas à Paty do Alferes, pelo Vale das Videiras


Entre a BR-040 e a RJ-125, esta de administração estadual e aquela sob a batuta da Concer, existe um caminho que guarda histórias e muita gente não as conhece!

Bem-vindos a RJ-117, amigos do RdV! Esta estrada liga o distrito de Araras a Paty do Alferes e parte dela está asfaltada e parte em puro chão!

Mas, vamos começar essa jornada subindo a serra velha...

..."subi a serra, no caminho vi um micrão..." e esse micrão da TRELLLLLLLLLL em velocidade um voltando da cidade de Pedro para a Vila Rosário... ops, Saracuruna! E não era só ele não.

Ali, próxima a Vila Inhomirim (Inhô pro íntimos) descia em velocidade três um Thunder do MC TREEEEEELLLLLL!!! E é nesse caminho que Dom Pedro II subia láááá de Barão de Mauá até a estação terminal do Ramal Inhomirim.

Falando nisso, você sabe de onde vem o nome Inhomirim? Pois o nome atual data de 1940, antes a estação era denominada Raiz da Serra. Então, conheçam...

...Francisco Sales de Torres Homem (1812-1876), o Visconde de Inhomirim. Destacou-se como Ministro da Fazenda (1858 a 1859/1870 a 1871), onde um de seus grandes feitos foi a encampação das Estradas de Ferro Dom Pedro II e Estrada de Ferro União e Indústria. Foi um poucos negros a se destacar no Império (apesar disso, não assumia suas origens fazendo uso de pó-de-arroz e perucas).

Depois de subir a serra, chegamos ao ponto de partida deste post.

A Estação de Integração de Correas. Onde avistamos...

...o GranMidi da Petrópolis. Reencarroçado em MB OF 1721, este simpático modelo está esperando a hora de seguir para o Bonfim, passando pelo Vale das Flores. Mas o dia é da...

"...Turquesinha, turquesinha, turquesinhaaaaa... tá um filééé!!! Turquesinha, turquesinha, turquesinhaaaaa... seiscentos e dois" Em uma hora e dez minutos, essa coisinha linda sobre chassi MB OF1721 faz o trajeto do Terminal Corrêas ao Vale das Videiras.

Nogueira, Bonsucesso, BR-040 (sentido Rio), Estrada da Ponte Funda...esse é o itinerário desta linha, que nos reserva belos cartões postais e que nos convida em cada quilometro percorrido a respirar o ar bucólico da serra fluminense. Já chegando ao ponto final...

...a "Turquesinha" se encontra com o Torino na linha 610 (Araras x Terminal Correas). O bairro fica na divisa entre Petrópolis e Paty do Alferes. E no ponto final...

...uma grata e rara surpresa: Um Padron Amélia, MB OF 1313 da Viação Paraíba Ltda! Ou simplesmente, VPL. Digam "Oi" para o Amelinha...

...e "tchau" para a Turquesinha.

E pelos caminhos da RJ-117, vamos percorrendo rios e desfrutando de belas paisagens! Por esta via, que foi a principal forma de acesso às Minas Gerais entre os anos de 1723 e 1724, percorre-se uma diversidade de pousadas, cafés e sítios por uma boa...

...mas estreita estrada. Cuidado aí prá num tontear, rapaz!

E por esses morros e serras, chega-se a Maria Comprida, o maior monolito da Região Serrana e ao maciço da Serra das Araras.

E ainda passamos pela Cachoeira da Grota Funda, a maior de Petrópolis, e que foi (segundo fontes históricas) um antigo quilombo liderado por Manoel Congo, considerado como o segundo herói nacional negro, depois de Zumbi.

Mais um pouco de retas e curvas em uma estrada muito pouco usada e tomada pelas matas da serra do centro-sul fluminense...
...e chegamos em Maravilha, já em terras patienses. E depois de passar por Quindins de Paty...

"E o que você trouxe de Petrópolis, cumádi Amélia?"
"Esse minino que tira retrato lá da capitar!"

...chegamos ao destino final, onde presenciamos um encontro de cumádis: Amélia encontra e troca um rápido cumprimento com Gabriela.




"Você não sabe aonde eu caminheeeeeiiii... prá chegar até aquiiii!!!!"

"...Amélia não tinha a menor vaidadeeee..." Nesse quesito a música de Ataulfo Alves e Mário Lago tinha razão: Este Amélia não tem a menor vaidade mesmo! E nem vergonha de mostrar por onde caminhou.


E se preparando para ir a Avelar, a filhota de Dona Amélia: Carolina, a quinta!

E vendo tudo isso, estava lá indiferente o Pedro.

Seu Pedro Antonio, em seu traje verde-e-amarelo, convidando o Andarilho Silva a um passeio pelo Morro Azul, rumo a sua casa, a pacata Vassouras.

E depois de uma viagem dessas...uma parada para descansar! Aliás, um recado ao OCD Holding: Parece que vocês deixaram lembranças (e contas a pagar hahahahahaha) nesta lanchonete. E confundiram o Andarilho Silva com o Gomes. Ô Gomes, resolve teus "pobrema" aí mermão!

Abraço e tudo de bom! Obrigado pela sua visita.


Texto: Luiz Antonio Doria e Rodrigo Silva Fotos: Rodrigo Silva e Jonathan "CTC" Reis. Foto do Visconde de Inhomirim extraída do Site do Ministério da Fazenda. Fonte Pesquisa: Wikipedia, Estacoes Ferroviarias, Ministério da Fazenda, Net Petrópolis e Folha de São Paulo

4 comentários:

  1. Lindo post, viajei junto com o Silva neste post.

    Não sabia que a região era tão bonita.

    É Dória vocês se superam a cada dia com textos magníficos.

    Parabéns.

    Leo Branco

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  2. Ihhh...eu não tenho nada a ver com isso não...eu paguei meu milk-shake e minha água com gás...Na minha conta não ficou nada hauahauhauahauahuahauhauahua

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  3. Fala aê Dória, blz?
    Um belo post, já fiz a parte da Raiz até o Alto da Serra a bordo de um Spectrunzinho, que jesus, meu! hahahahaha

    Tu supera geral, hehehehe
    Só uma correção: os GranMidis I da Petrópolis são 1721 reencarroçados de Alphas ex-um monte de coisa hahahahaha

    Abçs!
    http://onibusdecaxias.fotopages.com
    http://onibusdacidade.fotopages.com

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  4. Grande Gabriel!
    Valeu pela informação, que acabo de corrigir no texto. Bem que tinha notado algo de estranho naquele ronco, rsrsrss...

    Abração :)

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