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Paraty, Para mim, PARA TODOS NÓS!!!


Já mostramos um pouco de Paraty e até contamos um pouco de sua história quando o Silva resolveu sair lá de Três Rios, parou em Lídice, andou mais um pouquinho até Rio Claro e chegou a este pedaço de paraíso da Costa Verde.


Mas o que é bonito merece ser visto mais vezes, então...

...lá vamos nós mais uma vez!

E pelas ruas de pedra do Centro Histórico de Paraty vamos andando...um bom calçado é recomendado para tal caminhada. Mas pode ser desde um confortável tênis até as humildes (e chiques!) havaianas.

Mas é bom tomar cuidado: As ruas costumam alagar com a subida da maré. Por isso, há uma placa indicando que é proibido estacionar nestas ruas. A não ser que você seja proprietário de algum anfíbio...

Mas quando essas ruas não sofrem com a subida da maré, ela também costuma ficar cheia...cheia de gente bonita e interessante...

...ávidas em saber e conhecer mais desta bela cidade: paulistas cheios de simpatia e sotaque carregado, praia, história, cultura.

História que começou em 1630 com o povoamento da região por obra e graça de D. Maria Jácome de Melo, que recebeu uma doação de terras cortada pelo rio Paratii-Guaçu dentro do território da Capitania de São Vicente.

Em 1646, foi doada uma sesmaria para ser erguida uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Remédios. A primeira capela, de pedra e cal, foi demolida em 1688 para dar lugar a uma igreja maior. Mas foi preciso construir um prédio maiooooor, que foi entregue no ano de 1873 com uma procissão que lembra até linha de ônibus: Santa Rita x Nossa Senhora dos Remédios.

Paraty foi crescendo em torno da Capela de Nossa Senhora dos Remédios. Aliás, vale lembrar que uma das condições para que fosse criada a vila de Parati era que os índios que vivessem por ali não fossem molestados.

"Ei, é pro RdV? Fotografa eu aê!!!"

Se você preferir, pode curtir um passeio de charrete pelas garbosas ruas do Centro Histórico como nos tempos do Brasil Colônia.

E depois de muitas rebeliões envolvendo paratienses e angrenses é criada a Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty no ano de 1664 . Com a descoberta de que foi encontrado ouro na colônia em Lisboa, houve uma grande movimentação de embarcações portuguesas.


E onde Paraty entra nesse meio? É que essa novidade chegou aos ouvidos de corsários ingleses e franceses...e até então as calmas águas paratienses deram lugar a intensas batalhas navais!

Homens pardos libertos resolveram, em gratidão a Santa Rita, Santa Quitéria e ao Menino Jesus, construir uma capela em 1722. Duzentos e trinta anos depois, a Igreja de Santa Rita foi tombada pela Secretaria do Patrimônio Histórico Nacional e a partir de 1976 (depois de uma restauração na mesma) passou a funcionar no local o Museu de Arte Sacra de Paraty.

Uma curiosidade: Além da abundante riqueza oriunda do transporte de ouro pelas ruelas da vila, havia também a produção de aguardente. Lá pelos idos de 1820, a vila tinha 150 destilarias. Daí, podemos entender porque aguardente também era chamado de parati.


Quando o regente Padre Diogo Feijó proibiu o tráfego de escravos pela colônia, onde era feito o desembarque de africanos? Em Paraty! Onde antes circulava o ouro, circulavam africanos e a produção cafeeira do Vale do Paraíba. E na Rua do Comércio, está a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Construída em 1725, era a "igreja dos escravos".

Quando chegou o trem em Barra do Piraí, no ano de 1864, a produção cafeeira que circulava por Paraty passou a vagar pelos trilhos e aí a cidade entrou em decadência.

Só com a construção da Estrada Paraty - Cunha é que a cidade entrou de volta na roda do desenvolvimento e passou a ser incluída no roteiro turístico nacional, sendo tombada pelo IPHAN em 1958.

"E pelas curvassssss da Rio x Santos, Paraty se conheceu..." Paraty se conheceu e se apresentou ao mundo! Um dos mais requisitados destinos turísticos do país e do mundo!

Como chegar

Para quem vem de Niterói e São Gonçalo: Depois de atravessar a Niterói - Manilha e a Ponte Rio - Niterói, é seguir reto pela Avenida Brasil até o acesso a Rio - Santos, passando por Itaguaí, Mangaratiba e Angra dos Reis.

Para quem vem da Capital: É seguir pela Rio-Santos direto. Não tem outro caminho!

Para quem vem da Baixada Fluminense: Os moradores da Baixada devem seguir pela Via Dutra (no caso dos moradores de Caxias, eles devem pegar a Linha Vermelha e descer na Dutra) até o acesso a BR-465, em Seropédica. Em Serópedica, pegue a RJ-099 (Reta de Piranema) até o acesso a Rio-Santos. Daí por diante, siga até Paraty.

Para quem vem do Centro-Sul Fluminense: Os moradores de Barra Mansa, Volta Redonda e arredores devem pegar na Via Dutra o acesso a Rodovia Saturnino Braga (RJ-155) e seguir por esta via passando por Rio Claro (e seus distritos Getulândia e Lídice), Angra dos Reis (distrito de Serra D'agua) até o acesso a Rio - Santos.

Linhas de Ônibus:

Rio x Paraty (Costa Verde)
Angra dos Reis x Paraty (Colitur)
Paraty x Perequê (Colitur ou van da Cooperequê)

Dica do Silva: Tendo disposição e paciência para passar um terço do dia dentro de um ônibus, você pode encarar este roteiro abaixo:

  • 112B Central x Itaguaí (Real Rio), 460S Barra da Tijuca x Itaguaí (Pégaso) ou 137T Caxias x Itaguaí (Expresso);
  • Itaguaí x Conceição de Jacareí (Expresso);
  • Conceição de Jacareí x Itaguaí (Expresso ou Van da Cooperman);
  • Angra x Conceição de Jacareí (linha Divisa Mangaratiba da Senhor do Bonfim);
  • Angra x Perequê (linha Divisa Paraty da Senhor do Bonfim);
  • Perequê xParaty em micro da Colitur ou van da Cooperequê: R$2,60.

Vindo de São Paulo

Há duas alternativas: Via Dutra até a cidade de Barra Mansa e entrar no acesso da RJ-155 até o entroncamento com a Rio-Santos. De lá, siga pela cidade de Rio Claro (e seus distritos Getulândia e Lídice), Angra dos Reis (distrito de Serra D'agua) até o acesso a Rio - Santos.

A segunda é encarar a Via Dutra até Taubaté. De Taubaté siga pela SP-125, passando pelo município de São Luis do Paraitinga até Ubatuba e de Ubatuba siga pela Rio-Santos até Paraty.

Linhas de Ônibus

São Paulo x Paraty (Reunidas Paulista)
Ubatuba x Paraty (Atlântico Transportes e Turismo Ltda)
São Sebastião x Paraty (Seção da Rio de Janeiro x São Sebastião. UTIL)

Cunha x Paraty
Taubaté x Paraty
Guaratinguetá x Paraty (São José)

E antes de encerrar essa matéria, o RdV responde: Afinal de contas, como se escreve o nome da cidade??

É PARATY ou PARATI???

O Professor Silva explica: O certo seria o nome com "i" no final, pois Parati é um nome de origem tupi que significa "peixe branco". Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para pira'ty, paraty e finalmente para parati. Mas o mero fato de ser o nome próprio de um topônimo não exime a necessidade de se grafar "Parati" da maneira correta.


"...Um paraíso de riquezas naturais
Que preserva tradições

E se "alinha" às transformações
A paz dos hippies encontrando a morada
O amor, sua bandeira
Também é uma Veneza brasileira

Tanta beleza em Paraty
Me embriagou e saí por aí
Unindo a alma do carnaval"

Trecho do samba-enredo "A Vila é para ti...", da Unidos de Vila Isabel em 2004.



Grande abraço e tudo de bom para ti!

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Rodrigo Silva
Fonte Pesquisa: Wikipedia e Paraty.com.br

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