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Paraty, Para mim, PARA TODOS NÓS: Silva na Flip

Ser ou não ser? Eis a questão!
A resposta a esta pergunta eternizada pelo grande dramaturgo William Shakespeare a gente não sabe, mas nós temos certeza de uma coisa: o RdV foi!

Nosso representante na Costa Verde, o Silva, adora ler, gosta muito de Paraty e está farto do lirismo contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Então a VII Festa Literária Internacional de Paraty - Flip - foi um convite perfeito!

Paraty respira turismo e cultura o tempo todo, e este foi o evento para fazer o caldeirão borbulhar no início de julho.

O grande homenageado desta festa foi Manuel Bandeira, juntando-se aos nomes de Vinícius de Moraes, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado, Nelson Rodrigues e Machado de Assis, que receberam a honra nas edições anteriores.


Bandeira, um dos escritores preferidos do nosso 02, encantou com a linguagem simples de sua poesia, tocando em temas como solidão, sedução, escapismo e paisagens. Vamos a alguns petardos?

Trem de Ferro

Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isto maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão

Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força

Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!

Oô…
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
Ôo…
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede

Ôo…
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo…

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente…


Irene no Céu

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene.
Você não precisa pedir licença
.

Opa, os Monstros Leitores chegaram! Vieram dividir os livros com as crianças...

E brincaram todos animadamente...


E olha só quem encontramos para um animado papo? Don Quixote de La Mancha, apesar de feliz de ver um representante deste blog guerreiro, estava muito ocupado derrotando os gigantes. Não adiantou o Silva tentar adverti-lo de que eram moinhos de vento...

...a solução foi pegar a farinha de um dos moinhos postos abaixo e tentar um desconto no pastel de camarão com catupiry vendido a R$11 num tradicional trailer ao lado da ponte que cruza o rio, perto da Igreja Matriz. Antes de se sentir derrotado pelo preço, aviso que o monstro leitor da foto acima tem 30cm e é muito bem recheado...

De sobremesa, valem os doces das tracidionais carrocinhas que circulam pelo Centro Histórico a R$2,50 cada pedaço. São bolos e tortas tão deliciosos que a foto de cima é a terceira tentativa - nas duas anteriores nosso amigo conservava pedaços das iguarias em sua face.

Mesmo após tendo assistido, entre várias palestras, mesas de debate e filmes, a uma que contava por que o francês - ah, sim, a França estava em alta no evento - comia tanta coisa sem engordar... O segredo, disseram os próprios palestrantes, era comer um pouco de cada coisa. Um pouco só, ouviu, Silva?!

O Professor Silva explica: Apesar da grafia correta de Paraty ser com "i", prefiro escrever com "y" para dar um ar mais histórico a mesma.

"Opa! É pro RdV? Tira uma foto minha levando e trazendo os turistas nesse roteiro cultural". E para quem pensa que Paraty é só a Feira Literária Internacional...

...vejam o extenso calendário cultural de eventos da cidade. Opções não faltam para todos os gostos o ano todo!

Hora de deixar a festa... Um grande abraço aos que nos visitam, e tudo de bom :)



Texto e fotos: Rodrigo Silva.

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