Ads Top

Recordar é viver - Transporte e Turismo Luxor

Empresa tradicional, com nome de cidade egípcia da era pré – Cristã, cidade dos túmulos de diversos faraós, como Tutankamon e Ramsés

Empresa que mesmo depois de extinta continua viva na memória e, mais que isso, continua despertando a curiosidade de muitas pessoas, principalmente entre os admiradores de ônibus. Empresa polêmica também, que ao longo de sua trajetória teve reviravoltas que mexeram estruturalmente até em outras empresas. Polêmica, aliás, até no nome, já que três eram as formas que se ouviam pronunciar LUXOR:

  1. lu-CHÔR – a forma mais comum, com som de “ch” e acentuação na 2ª. sílaba;
  2. LÚ-chor – uma forma menos usada, com som de “ch” e acentuação na 1ª. sílaba;
  3. luC-SSor – a forma mais rara, com som de “cs”.
Qual a forma correta? Há controvérsias, melhor pedir ajuda aos universitários! No tocante ao seu visual, a Luxor foi uma empresa bem marcante, com certeza uma das mais marcantes do setor. Do tradicional padrão dos anos 60, com poucos detalhes, faixas horizontais e cores sóbrias como o azul e o branco, a Luxor teve sua imagem radicalmente mudada ao adotar, por duas vezes, pinturas vencedoras do também tradicional “Concurso de Pinturas de Frotas da Revista Transporte Moderno”.

A 1ª. grande mudança aconteceu em 1975, quando a empresa adotou a marcante pintura “azul-vermelho-branco”, radicalmente oposta à pintura anterior e totalmente diferente do que se via no mercado de então.


A 2ª. grande mudança, por sua vez, aconteceu em 1988, com a adoção da pintura vencedora do XXI concurso citado anteriormente, sendo essa outra pintura que rompeu, novamente e de forma radical, com o padrão estético da já premiada pintura anterior e do mercado.

Pintura única, que nas ruas ganhou o apelido de “pintura dos azulejos”.Importante ressaltar que tanto a pintura de 1975 quanto a de 1988 foram criadas pelo mesmo autor, o programador visual Moacir Ramos, verdadeiro artista criador de várias outras belas e originais pinturas para variadas empresas.

Com toda essa imagem forte, a Luxor, nas ruas, foi sempre uma empresa interessante. Sua área de atuação original era a ligação da sede da cidade de Magé e alguns de seus distritos ao Centro das cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias. Há registros dela operando ao menos uma linha municipal em Magé, nos anos 70, também.

Falar da Luxor é, por tabela, falar de várias outras empresas que sofreram mudanças estruturais devido às reviravoltas acontecidas ao longo dos anos na empresa.

Talvez a mais interessante tenha sido a entrada da empresa na cidade de Petrópolis, operando linhas que eram da extinta AVEL – Auto Viação Estrela Ltda.

Mas com certeza a mais importante e que desencadearia outras mudanças no futuro foi quando a Luxor assumiu as linhas da TREL que ligavam diversos bairros dos distritos duquecaxienses de Cpos. Elísios, Imbariê e Xerém ao Centro do Rio.


Com essas mudanças a Luxor cresceu não só em tamanho, mas principalmente em área de operação. Cresceu tanto que acabou dividida: para surpresa de muitos, sua co-irmã Anatur, que operava no segmento do turismo, abocanhou boa parte de suas linhas.

Anatur: Uma pintura, digamos assim, "insinuante e revolucionária" para os padrões da época.


AnaLuxor: Anatur com "azulejos"da Luxor.

Fato consumado, poeira assentada, depois de alguns anos e de uma gradativa perda de qualidade, consequência de uma visível crise, eis que aos poucos surge outra grande e bombástica notícia: Luxor e Anatur são extintas e suas muitas linhas, redistribuídas, acabam por redesenhar a cara de empresas como a TREL, que reassume algumas das linhas operadas anos antes;

"AnaTREL": Ônibus da TREL com pintura da extinta ANATUR

E a TREL, já depois da "metamorfose", com uma de suas atuais pinturas.

União, que fica com um lote de linhas que a leva, principalmente, para território mageense


E a grande surpresa de todas: a Reginas, que não só entra em Magé como em Guapimirim (e, num efeito cascata, em Cach. De Macacu também...), operando inclusive com carros rodoviários, modificando grande e estruturalmente sua área de atuação.

As linhas de Petrópolis ficam com a Transp. Machado (E que depois, foram parar na TREL).


E como curiosidade, vale lembrar do tempo em que a Luxor esteve encampada,

...junto com várias outras empresas, pelo Gov. do Estado.

Enfim, fica viva em todos nós a lembrança de uma grande empresa que ficou marcada pela sua pintura e pela sua abrangência.

Abraço e obrigado pela sua visita! Até o próximo RECORDAR É VIVER!

Texto: Marinaldo Jr.

Revisão: Luiz Antonio Doria

Fotos: Acervo Cia de Onibus. Foto das Pirâmides do Egito extraída da Internet.

Desenhos: Bruno R. Araújo, Armando Reis e Marcelo Busovisk

4 comentários:

  1. Muito bom!
    O legal desse trabalho feito "á muitas mãos" é que a edição final é sempre uma surpresa!

    Os desenhos, como sempre, surpreendem cada dia mais!

    Abraços e parabéns à todos da equipe!

    MJr.

    ResponderExcluir
  2. Nossa! Eu me lmbro dessas fases da Trel e da Luxor! Estou favoritando aqui para mostrar aos meus conterrâneos! Parabéns! Isso é história!

    ResponderExcluir
  3. Isso indica que eu usava então uma quarta pronúncia nos meus tempos de infância, que só mudava a acentuação da primeira:

    Lu-CHÓR !

    Só que na adolescência, quando conheci dois amigos busólogos no colégio, ficou convencionado entre nós que o correto seria a terceira pronúncia (LúC-SSOR).


    Matéria Show !!!!

    ResponderExcluir
  4. O detalhe é que convencionou-se entre nós a terceira pronúncia por conta da provável origem do nome alegada entre eles. Não que eu me lembro ao certo essa explicação, mas se não era a mesma explicação dada pelo site, era algo muito próximo disso.

    ResponderExcluir

Olá!

Sua opinião é muito importante para nós. Esperamos sua visita por aqui mais vezes.

Grande abraço e tudo de bom!

Tecnologia do Blogger.