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Estação Terminal (e abandonada): Guapimirim

E chegamos ao final da linha...

...Depois de uma hora e vinte e cinco minutos de viagem, chegamos em Guapimirim.

Município da Região Metropolitana e porta de entrada para a Região Serrana Fluminense! Até 1957, o carioca podia curtir uma viagem de trem saindo da Estação Barão de Mauá, no centro do Rio, até Teresópolis. Mas, hoje a história é outra!

Atualmente, parte desse trajeto ainda encontra-se ativo. Clique aqui e confira como chegamos até aqui, saindo de São Cristóvão (E clique aqui, ó! Para conferir o que vimos no meio do caminho). E os passageiros do "trem fantasma" desembarcam em seu destino.


A Estação Guapimirim recebeu diversos nomes: Raiz da Serra, Guapi, Bananal, Alcindo Guanabara (Homenageando o ilustre mageense que foi um grande jornalista e senador pelo estado do Rio em 1918, quando veio a falecer) e até Guararema! Foi ponta de linha do ramal até 1901, quando começou a parte mais difícil da construção desta: O trecho de serra até Teresópolis.


Um detalhe chama a atenção: Guapimirim surgiu em torno da estação e parte de seus moradores na década de 50 eram os ferroviários da Central do Brasil e lavradores.

Parece que a sina destes vagões é ficar "se bronzeando" a espera de...


...alguém para levá-las a cidade. Como a locomotiva 2363, que foi fazer o retorno no fim da linha mostrado numa dessas fotos anteriores,e cá está de volta para fazer uma revisão/manutenção, de modo que possa estar pronta para encarar a sua próxima viagem com destino a Saracuruna à tarde.

Chegamos ao fim do ramal...

...e constatamos o grau de atenção que é dado ao transporte ferroviário, um modal que poderia beneficiar moradores de Magé, Guapimirim e Duque de Caxias encoberto pelo mato do abandono, do descaso e da falta de interesse dos poderosos que com uma "canetada" e vontade política poderia mudar toda esta situação.

Roleta de entrada e saída, ao lado da antiga bilheteria, que para variar, está desativada.

Epa! Mas, antes de sair...vamos "cantar as pedras do caminho", informando os horários de saída dos trens.

SARACURUNA - GUAPIMIRIM

- Dias Úteis: 04:43 / 08:34 / 13:40 / 20:10
- Sábados: 05:25 / 08:40 / 20:15
- Domingos: 08:40 / 20:10


GUAPIMIRIM - SARACURUNA

- Dias Úteis: 03:10 / 06:25 / 16:00
- Sábados: 03:50 / 07:00 / 17:00
- Domingos: 06:20 / 16:36


E falando em bilheteria, a passagem custa R$ 0,60 e é comprada ou dentro da estação (no caso de Guapimirim) ou cobrada por um cobrador da companhia no meio da viagem. Em Saracuruna, a passagem é comprada na bilheteria do lado de fora, como acontece nas estações da Supervia.

E deixamos o abandono do ramal operado pela CENTRAL...

"Opa, é pro RdV? Fotografa mesmo, que isso aqui é uma vergonha!"

...e a locomotiva que me trouxe a Guapi descansando sob o sol...

...para conhecer um pouco de Guapi: E pela Rua Rocha Faria, centro de Guapimirim, eu vou!

Guapimirim, a nascente pequena do Dedo de Deus

Guapimirim nasceu em 1674, quando escritos dão por conta de um povoado que vivia as margens do Rio Guapimirim. O nome da cidade é uma redução do nome Aguapeí-mirim, que em tupi-guarani significa "Nascente Pequena".

Mas...depois de uma hora e vinte e cinco minutos de viagem, acho que mereço uma parada estratégica, não acham? Depois dessa paradinha, vou lhes relatar o que vi em Guapimirim!

Enquanto isso...

...Fiquem com um raro Torino G6 da Reginas, o RJ110.052, dobrando na esquina das ruas Rocha Faria e João Francisco Wright. Torino G6 nela já é raro e ainda mais por estar pintado na tonalidade azul escura da pintura. Ele estava operando a linha MAGÉ-PARAISO.

Mas, antes de encerrar este post, o RdV. Etc dedica essa matéria a todos os ferroviários e a todos que se empenham na preservação ferroviária, em especial a Wellington da Rocha, Jorge Alves Ferreira (Trens e Cia) e Ralph Giesbrecht (Estações Ferroviárias).

Grande abraço e até a próxima!




Texto: Luiz Antonio Doria, com base em relatos de Diego Barbosa

Revisão: Luiz Antonio Doria

Fotos: Diego Barbosa

Fonte Pesquisa: Estações Ferroviárias e Wikipedia


5 comentários:

  1. Dória, ótima série sobre o ramal de Guapi! É uma pena vê-lo tão descuidado, até mesmo a tarifa é um eco da falecida RFFSA, que cobrava uma ninharia pela tarifa mas em compensação vivia sucateada e com acidentes freqüentes. Com investimentos e uma tarifa de 2 reais ou 2,50 o ramal teria muito mais viabilidade, podendo oferecer mais horários e aliviando o sofrimento de quem mora nos limites da região metropolitana, que sme opção tem que pagar mais de 6 reais na Reginas, que oferece um bom serviço. Mas que eu ainda vou fazer essa viagem de trem e de lá seguir pra Teresópolis eu vou! hehehe

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  2. Enfim chegamos à Guapimirim, fechando essa interessante matéria que aguçou a curiosidade de muitos.

    Pena que a sitação esteja de fato caótica, eu diria a um passo de uma extinção definitiva...
    Vamos torcer que não aconteça o que aconteceu com o ramal de Visconde de Itaboraí.

    Enfim, valeu o sacrifício e a boa vontade do Diego em nos trazer essa realidade.
    Valeu Diego!

    Abraços,

    MJr.

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  3. Antes de mais nada, meus mais sinceros agradecimentos a:

    - LUIZ ANTÔNIO DÓRIA, o Viajante Dória, pelo interesse em divulgar a matéria, bem como a efetiva publicação da mesma, com um enriquecimento de informações que me eram inclusive desconhecidas.

    - JORGE A. FERREIRA JR, pelo interesse em divulgar as fotos relaciondas à parte mais ferroviária da viagem em si, no fotopages TRENS & CIA.

    - E a VOCÊ que visitou este site/blog e apreciou a matéria.


    MUITO OBRIGADO !

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  4. Essa matéria é dedicada, como dito anteriormente, aos divulgadores, pesquisadores e preservadores ferroviários em geral, como o Jorge A. Ferreira Júnior e Ralph Giesbrecht.

    Mas gostaria de dedicá-la especialmente ao WELLINGTON DA ROCHA, cujo nome também foi citado, que além de ser ferroviário é um amante nato da ferrovia e para mim, mais do isso, É UM GRANDE AMIGO.

    E AMIGO PARA TODA A VIDA !

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  5. UMA CUROSIDADE:

    O senador ALCINDO GUANABARA, citado na matéria e que também batizou um dia a estação de Guapi, batizou exatamente a rua da esquina que usei para fotografar a Rua Rocha Faria.

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