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O MARECHAL DO ENGENHO NOVO: Uma rapidinha pela 650

Fala, meu povo!

Hoje no RELATOS DE VIAGEM ETC vamos mostrar um pouco de uma vila operária. Vamos falar de MARECHAL HERMES: O Militar, o bairro que leva o seu nome e a linha que a serve, que liga Marechal Hermes ao Engenho Novo. Vamos zapear pela 650.


O Militar

Gaúcho de São Gabriel, Hermes Rodrigues da Fonseca apoiou a proclamação da república feita pelo seu tio, o Marechal Deodoro da Fonseca (Coincidência ou não, Deodoro e Mal. Hermes são bairros um próximo do outro).

Foi Secretário Militar e ajudante-de-campo durante o governo provisório e no governo de Rodrigues Alves (1902 a 1906) foi promovido a Marechal e assumiu o Ministério da Guerra.

Foi responsável pela reformulação do exército brasileiro, com a criação dos serviços técnicos e administrativos na instituição, e ainda foi ministro do Supremo Tribunal Federal. Assumiu a presidência no ano de 1910 e foi aí que começava a surgir o bairro que o homenageia.


O Bairro



O agora presidente Marechal Hermes, preocupado com a carência de moradias populares, encarregou ao Ten. Eng. Palmyro Serra Pulcheiro que planejasse e executasse as obras necessárias para que a vila proletária idealizada pelo Marechal virasse realidade.

Em primeiro de junho do ano de 1913 o bairro era fundado e seus primeiros moradores deveriam ser os desabrigados do Morro do Castelo. Mas, a vila acabou ficando mesmo para os funcionários públicos e apadrinhados.

Estação de Marechal Hermes: Traçado e estilo inspirado das gares inglesas.


O projeto sofreu grande oposição da imprensa e da sociedade e foi entregue a própria sorte com o fim do mandato de Hermes em 1914. Só em 1930, já com Getúlio Vargas no poder, é que a vila ganhou uma nova intervenção urbanística.



A Linha



A 650 é uma linha que, junto com a 378 (foto acima do Senior Midi que me deixou na mão), tem uma grande serventia para os moradores da outrora vila proletária: Ela liga o bairro ao Engenho Novo passando por bairros de grande importância como Madureira, Pilares e Méier.



A Viação Acari é quem opera essa linha com ônibus do modelo Marcopolo Viale sobre o chassi Mercedes-Benz sob o chassi MB OF1418.

E é nessa linha que trabalha o meu primo, cobrador da "meia-galo". Durante o percurso de ida e volta, constatei que a linha carrega e conheci um pouco do itinerário da citada linha.



E depois de passar por alguns pontos e vias de grande movimento como a Estrada do Portela (clique e confira a história do bairro de Madureira), Dom Hélder Camara (para muita gente, ela ainda continua sendo a Suburbana), Largo dos Pilares, Arquias Cordeiro (de frente para a Estação do Méier, o Hospital Salgado Filho) e Praça do Engenho Novo, o 42573 descansa no ponto final na Magalhães Castro.


E o cobrador e o motorista também aproveitam para descansar e botar o papo em dia com os companheiros de trecho. Mas, o despachante chama e avisa: Tá na hora de outra jornada.


E vamos nós de novo. Normalmente, são três viagens por dia (três na ida e três na volta) e tive o prazer de acompanhar o meu primo na sua segunda jornada do dia. E dedico este post a ele e a todos motoristas e cobradores que diariamente transportam milhões para o trabalho, para o lar, para o lazer ou para ver e rever amigos.

Abraço e tudo de bom! Obrigado pela sua visita ao RELATOS DE VIAGEM ETC.



Texto: Luiz Antonio Doria

Revisão: Rodrigo Silva

Fotos: Luiz Antonio Doria. Foto de Mal. Hermes extraída do site do Senado Federal

Fonte Pesquisa: Wikipedia

2 comentários:

  1. Belo Post. É pena que a 650 anda tão perigosa

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  2. É vero, Fábio!

    Meu primo relata algumas situações que ocorrem nessa linha!

    Abraço

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