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A Busologia nos conta...

Busologia não é apenas o ato de fotografar e falar de Ônibus...envolve mais do que isso: Fotografar, pesquisar e esmiuçar outros assuntos como história regional (esse é o meu caso e o de sites como o Chopp Duplo, do amigo Luiz Eduardo), história do Brasil e curiosidades afins.

Vendo um post sobre a linha 627, que liga Saens Peña a Inhaúma, no excelente fotopage Ônibus em Debate do Edvaldo Gonçalves (Aquele abraço, Ed!) observei uma foto da Viação Taninha e logo associei a um fato que chocou a sociedade brasileira nos anos 60.


A FERA DA PENHA

Não é de hoje que casos como o da menina Isabela Nardoni choca e comove o país. Um deles, até hoje vive fresca na mente dos moradores mais antigos do bairro da Penha.

Rio de Janeiro, 1960...A escolha da Miss Brasil daquele ano dividia espaço com outro acontecimento, de natureza trágica. Na Central do Brasil, entre o vai e vem dos passageiros eis que um motorista conhece uma moça recatada e solitária. Assim Antônio e Neide Maria se conheceram.

Antônio, percebendo que a dama era uma presa fácil para sua labia, inicia um tórrido romance com Neide tornando-se amantes com viés de futuro casamento.

Mas, os sonhos de Neide se esfacelaram como um castelo de areia atingido pelas ondas do mar quando ela descobre que Antônio tinha uma família: Era casado com Nilza e tinha duas filhas pequenas. O fato, caindo na boca do povo, faria Neide cair em desgraça.

Diante dessa descoberta, Neide tratou de botar Antônio na parede: Ou ele se decidia em assumir compromisso com ela ou não!

E Antônio foi enrolando Neide, com desculpas triviais do tipo "Prá frente eu resolvo isso", "É questão de tempo", "Tenha paciencia que eu vou resolver" e coisas do tipo. E a cada mês, Neide se enfurecia e se convencia de que seu namorado não iria largar sua família. Foi aí que teve uma idéia: Vingar-se de Antônio! Mas como?

Ela começou a se aproximar da rival, tornando-se amiga da Nilza e ganhando sua confiança. Sabendo que uma de suas filhas, Tania Maria, era o xodó do pai, escolheu o alvo de sua vingança.

E depois de ligar para a escola onde Tania estudava (apresentando-se como Nilza e argumentando que Taninha teria que voltar mais cedo, mandando uma vizinha buscá-la), Neide se apresenta como a vizinha que Nilza indicou e leva Tania a um local deserto, atira na menina e depois ateou fogo sobre a menina, saindo do local tranquilamente.

Neide foi condenada a 33 anos de prisão em meio a um clima de comoção nacional e sede de justiça pelo seu cruel ato contra uma inocente. Mas, por bom comportamento cumpriu 15 anos e deixou a prisão.

Taninha, a empresa...


Provavelmente, a Viação Taninha tem esse nome por motivos muito nobre. A empresa existiu pelo menos desde 1967. Nesta época ela já operava a 627 (Saens Peña x Iapi da Penha), que veio a gerar a 630 (versão rápida) e a 680 (parcial entre o Méier e o Iapi).

Posteriormente vieram mais linhas: a 339 (Castelo x Iapi) e a 496 (Laranjeiras x Iapi).

Antes da Penha Rio (que surgiu em 1999), as linhas passaram pela Santa Sofia...


... e, posteriormente, pela Campo Grande.

Grato pela sua visita ao RELATOS DE VIAGEM ETC.


Texto: Luiz Antonio Doria e Luiz Eduardo
Fotos: Acervo Cia de Onibus
Fonte: Década de 50

Um comentário:

  1. Valeu pela citação! Qualquer coisa, estamos aí!

    Abraços

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