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Nadando na Serra D'agua rumo a Paraty

Depois de mostrar um símbolo de que o bem sempre vence o mal, através do Distrito de Lídice, o "02" do RDV. foi mais adiante: Rumo a Paraty!

E lá vamos nós: Depois de ir a Rio Claro e ver que nada havia a comentar (mas, acho que teremos o que mostrar futuramente sobre São João Marcos...ops, Rio Claro!), o Andarilho Silva seguiu rumo a Paraty (ou seria Parati), pela linha Volta Redonda x Perequê, da Colitur.

Começamos com as belas paisagens do distrito de Águas Lindas, já em Angra dos Reis...
...e ainda na RJ-155, para em seguida chegarmos a Serra D'agua.

A RJ-155 começa em Barra Mansa e termina no entroncamento com a BR-101 Sul, em Angra dos Reis, passando por alguns distritos como Águas Lindas e Serra D'agua. Também é denominada "Rodovia Saturnino Braga".

Francisco Saturnino Braga foi Engenheiro e Deputado Federal pelo Estado do Rio. É considerado um dos fundadores do que é o DNIT hoje: Foi Diretor do antigo DNER e presidente da Comissão de Estradas de Rodagem, em 1939, durante a gestão de Ernane do Amaral Peixoto. Seu filho, Roberto Saturnino Braga foi deputado federal, prefeito e vereador da cidade do Rio de Janeiro e senador da República.

"Vamos brincar...

Lá perto da usina...". A Usina de Angra I, que na verdade é uma das três usinas da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.

Álvaro Alberto da Motta comandou o projeto nuclear brasileiro nas década de 50 e foi o presidente da CNPq, sempre em defesa dos interesses da pátria. A Central Nuclear está localizada na Praia de Itaorna, em Angra.

"...Deixa pra lá...A Angra é dos Reis" :D

E caindo de Pára-Quedas...

...Andarilho Silva chega a Paraty (calma lá! Não é o Silva na foto...mas, não sei se ele gostaria de fazer tal façanha ahahahahahahahahahah).

Para ti ou Paraty?

A cidade teve grande importância no escoamento da produção de metais preciosos do planalto paulista e da região mineira, após o declínio da cana-de-açúcar. O núcleo de Paraty surgiu as margens do Rio Perequê-Açu (Daí o nome do distrito que fica na divisa entre Angra dos Reis e Paraty, Perequê). Núcleo esse que surgiu devido ao contato dos colonos do núcleo de São Vicente com a população indígena de Paraty.

Ahhh, como se respira história por essas ruas! E pensar que por essas ruas circularam muitos rumo ao planalto paulista e mineiro, pois era a única de via de acesso a essas regiões (e hoje os paulistas fazem o rumo contrário hehehehe).

Com a cheia da maré, algumas ruas de Paraty ficam alagadas. Um pouco do Brasil Colônia...

...e lá estava o RDV. :-D

Isso se deve a política portuguesa de não permitir a abertura de outros caminhos, para facilitar a fiscalização da circulação de ouro, fortalecendo ainda mais a posição privilegiada de Paraty, que teve sua condição de entreposto oficialmente reconhecida com o estabelecimento, no sopé da serra, de uma casa de registro de ouro.

O contato com indígenas foi importante na luta contra os franceses e no conhecimento de trilhas por eles abertas entre o litoral e o planalto, destacando-se a que atingia Guaratinguetá, através da localidade de Cunha.

Igreja de Nossa Senhora das Dores, um dos cinco monumentos religiosos de Paraty. Construída em 1800 pela aristocracia, até 1820 ainda não havia sido terminada. Com a decadência da cidade, a igreja ficou abandonada até 1901, quando a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, composta somente por mulheres, a reformou. É atualmente conhecida com “Capela das Dores” ou “Capelinha”. Projetada para ter duas torres, apenas uma foi concluída. Na parte de traz da igreja há um cemitério em estilo columbário (com tumbas embutidas).


A substituição do ouro pelo café no século XIX teve, também em Paraty, importante ponto de apoio, servindo este núcleo, em conjunto com Angra dos Reis, Mangaratiba, Ubatuba e outros, de porto marítimo para escoamento da produção do Vale do Paraíba.

O declínio da importância de Paraty ocorre no final do século XIX, com a melhoria da infraestrutura de transporte do planalto, passando o café a ser transportado por via férrea e diretamente conduzido para o Rio de Janeiro.

Paraty é terra de paulistas cheios de simpatia e sotaque carregado, praia, história,cultura...como podemos contemplar a imensidão de sua vasta natureza: litoral recortado e de águas tranqüilas, pela fartura de água potável e pela riqueza da fauna e flora.

A população indígena apresentava-se numerosa na região de Paraty, fato que motivou, desde a primeira metade do século XVI, incursões dos colonos do núcleo de São Vicente em busca de nativos para escravizar na lavoura de cana-de-açúcar.

E as Praias?? Paraty tem várias...
Uma delas é a Praia do Jabaquara.

Praia extensa com acesso pelo caminho que vai ao Forte Defensor Perpétuo e no final dela se avista a Toca do Cassununga, onde há vários sítios arqueológicos e sambaquis, indicando a presença dos antigos povoadores. É famosa por suas lamas medicinais. Também vale destacar a Vila de Trindade, localizada bem ao sul de Paraty (uns 25 km do distrito-sede, fazendo fronteira com Ubatuba(SP)).

E juntamente com Angra dos Reis, Paraty se constitui como um dos mais antigos povoados do Sul Fluminense.

A dica do Andarilho Silva é o Paraty Beach, onde pode se apreciar sucos naturais e boa música.


Como Chegar

Paraty - lugar interessante, gente interessante, música interessante.

Vindo do Rio de Janeiro: Seguindo a Avenida Brasil toda vida até o acesso a BR-101 SUL (Rio - Santos), passando pelos municípios de Itaguaí, Mangaratiba e Angra dos Reis.

Linhas de Ônibus

Rio x Paraty (Costa Verde)
Angra dos Reis x Paraty (Colitur)

Dica do Andarilho Silva: Para quem quiser se aventurar, olha o roteiro mais barato de Paraty para o Rio - não é igual à viagem que fiz:
* Paraty x Perequê - em micro da Colitur ou van da Cooperequê: R$2,60.
* Perequê x Angra, na linha Divisa Paraty da Senhor do Bonfim: R$2,00.
* Angra x Conceição de Jacareí, na linha Divisa Mangaratiba da Senhor do Bonfim: R$2,00.
* Conceição de Jacareí x Itaguaí - em micro da Expresso ou van da Cooperman: R$5,00.
* Itaguaí x Central, em ônibus da Real Rio: R$4,50 (ou um real a mais em Van da SL).
Total estimado: R$16,10 (via Real Rio). Não lembro o preço do Costa Verde, mas certamente é mais que o dobro disso... Mas para fazer este roteiro, prepare-se para um terço do dia sentado, trocando de ônibus... A boa notícia é que os intervalos entre as linhas citadas nunca é superior a 30 minutos.

Vindo de São Paulo:

Há duas alternativas: A primeira é seguir pela Via Dutra até a cidade de Barra Mansa e entrar no acesso da RJ-155 até o entroncamento com a BR-101 Sul, a Rio-Santos. De lá, siga pelos distritos de Águas Lindas e Serra D'agua (Angra dos Reis) até Paraty.

A Segunda é encarar a Via Dutra até Taubaté. De Taubaté siga pela SP-125, passando pelo município de São Luis do Paraitinga até Ubatuba e de Ubatuba siga pela BR-101 Sul até Paraty.

Linhas de Onibus

São Paulo x Paraty (Reunidas Paulista)

Outras cidades que possuem linhas de ônibus com Paraty:
  • Ubatuba e São Sebastião (UTIL);
  • Cunha, Guaratinguetá e Taubaté (Rodoviário São José).
Abraços e obrigado pela sua visita.

Textos: Luiz Antonio Doria, com informações complementares de Rodrigo Silva

Fotos: Rodrigo Silva

Fonte Histórica: Rio de Janeiro e Wikipédia


2 comentários:

  1. Sem dúvida, essa foi uma das viagens mais prazerosas que eu fiz... Dá vontade de pegar a estrada e visitar tudo de novo - ou, quem sabe, de lá seguir mais adiante... afinal, foi desta forma que parei em Paraty :)

    Quanto ao pára-quedas, um dia eu venço o medo, hehehehe!

    Abraços a todos :)

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  2. Parabéns meu amigo, desculpa por eu ter andado meio sumido mais agora estamos de volta firme e forte valeu, fui!!!

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