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Nilópolis: Da Fazenda de São Mateus ao Vôo do Beija-Flor

Fala, meu povo!! Mais uma cidade da querida Baixada Fluminense tá na telinha do OnibusS.com/RDV. ETC..."Sonhar com anjo é borboleta, pois com a Beija-Flor...Sonhar com rei é leão..." Foi com esse samba-enredo que a G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis subiu ao Grupo Especial no ano de 1976.

E hoje o RELATOS DE VIAGEM ETC. vai falar sobre Nilópolis: Como ela surgiu e algumas peculiaridades.

Pórtico da fronteira com o Rio de Janeiro...Dizem que vão dar uma melhorada no Beija-Flor...

Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditaria de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531.

Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo,
constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568. Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.

Em 1621 está área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Álvares Pereira, com os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André São Mateus, entre a cachoeira (Rio Pioim) até a parte da Serra de Maxambomba (atual Nova Iguaçu).

Em 1637 João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Matheus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobo) pelos índios e escravos alí existentes. Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passaram a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus.

A Capela de São Mateus: O último vestígio da história de Nilópolis.

Em 1747, a capela de São Matheus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem a cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizarro em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã. Falecendo Domingos Machado Homem, sucede-lhe o padre Matheus Machado Homem, que continuou a administrá-la com engenho e grande produção de açucar e aguardente, que escoava pelo porto da Pavuna.


Interior da Capela de São Mateus e o abandono do Museu da cidade(atrás da Capela).
Apesar de não ter o seu devido valor reconhecido pelas autoridades, ainda há gente que luta pela preservação desse monumento histórico. E eu me junto a eles!
Alô Governantes, vamos preservar o que é NOSSO!!!

Quando do falecimento do padre Matheus, do seu testamento constou que a fazenda tinha 1.280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (Engenho de Nazareth), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba) que divide as terras do capitão Manuel Correa Vasques; de uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Ignácio Rodrigues da Silva e da outra com as terras do Capitão Manuel Cabral de Mello e do ajudante Ignácio Barcelos Machado.

E no ano de 1779 seu proprietário é o alferes Ambrósio de Souza Coutinho, e a fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açucar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos, sendo a mais importante da região.

O engenho situava-se na atual Rua Antônio José Bittencourt (anteriormente Rua Coronel Julio de Abreu) esquina da Rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso a capela São Matheus, onde residiam os sucessivos proprietários da então Fazenda São Matheus.

E as terras da Fazenda São Matheus, a partir de 1866 tinha como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro, o conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que negociou com o criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela (Graaaande Mirandela!!!). Este tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900 no valor de 25 contos de réis.

Avenida Mirandela: A principal Via de Nilópolis, juntamente com a Rua Getúlio Vargas.

Da escrita consta que além das terras negociadas haviam dois imóveis, a Capela e a sede da fazenda. João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto a cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga (Olha o Vitor Braga aí gente!!!), convenceu-os a desmatar a fazenda para um possível loteamento.

A Estação Ferroviária: Como ela surgiu?

Poucos anos após a compra, a fazenda foi dividida, e no ano de 1914, teve inicio a venda dos lotes.
Para isso João Alves Mirandela, chamou o então engenheiro da Central do Brasil, Theodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da futura cidade que iria surgir das matas da fazenda.

Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, Ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa,inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.

Não demorou muito para que os homens mais importantes, proprietários dos lotes mais extensos, pensassem no progresso. E as coisas começaram a mudar. A primeira iniciativa foi fundar uma escola. Num moderno prédio recém construído (o primeiro prédio ) um professor chamado Franklin de Carvalho instalou a primeira escola particular do povoado e deu-lhe o nome de Externato Nilo Peçanha, que foi inaugurada no dia 13 de Junho de 1914, com 19 alunos.

Será que Inácio Serra tava idealizando o que seria a Excentric??

O povo já tinha trabalho e estudo. Faltava divertimento. Pois bem, um dos moradores, chamado Inácio Vicente Serra (Inácio Serra...nunca pensei que ele fosse o cara da festa!!), teve a idéia de realizar a primeira festa em louvor a São Matheus, na capela que levava seu nome.

O prédio da Estação Ferroviária, ainda de pé e bem conservado. Obrigado, Supervia!!

Como os trilhos da estrada de ferro D. Pedro II já passavam pelo local, em novembro de 1914, um engenheiro conhecido como Lucas Soares Neiva, lutou e conseguiu com que os trens fizessem uma parada obrigatória por aqui.

Busto de Paulo de Frontin

E São Matheus ganhou a sua primeira estação que foi denominada de Engenheiro Neiva e na mesma data foram inaugurados o busto de Paulo de Frontin (que foi um benfeitor das terras) e a praça que recebeu seu nome.

Praça Paulo de Frontin

Dali em diante, por muitos anos, era a Praça Paulo de Frontin o palco de tudo que ocorria no vilarejo, agora chamado de Engenheiro Neiva.


Em 1916, formou-se uma agremiação chamada "Bloco Progresso de Nilópolis".

Dai em diante tudo foi caminhando a todo vapor. Os grandes homens do "Bloco", encabeçados pelo Coronel Júlio de Abreu, com a ajuda dos amigos políticos importantes do Rio de Janeiro e São Paulo, e tendo como presidente de honra Nilo Peçanha, trouxeram o serviço de abastecimento de água potável, igrejas, comércio, imprensa, pontes, ligando o lugarejo as terras de Anchieta; a primeira escola municipal e estadual e até um recenseamento que registrou nas terras o número de habitantes (5.183) e residências (1.352).

Vista Aerea da cidade

Em 1921, já quase não se encontrava qualquer vestígio da velha Fazenda São Matheus, e o lugarejo Engenheiro Neiva já tomava formas de cidade. Então, através de um memorial do povo ao, então, Ministro da Viação, Pires do Rio, a partir de 01 de Janeiro de 1921, numa festividade inesquecível é mudado o nome para Nilópolis; uma homenagem do povo ao Presidente Nilo Peçanha, que muitos benefícios trouxe para as terras e que governou o Brasil de 1909 à 1910. Por trás disso existe uma coincidência histórica: criador do Serviço Nacional de Proteção ao Índio, órgão que originou a Funai, Nilo Peçanha beneficiou uma cidade inicialmente habitada por índios Jacutingas.

Um mês após o 7º Distrito de Nova Iguaçu receber o novo nome o fundador da cidade João Alves Mirandela, então com mais de 80 anos falece, após ver o seu sonho realizado.

Estação de Olinda, após uma "enxuta" operação estética

E as coisas continuam surgindo: uma linha de ônibus, ligando Nilópolis à São Matheus (em São João de Meriti), em 31 de Março de 1932 surge o primeiro Colégio Particular, era o então Ginásio Profissional de Nilópolis (atual Colégio Nilopolitano) que é considerado a primeira escola particular da atual Nilópolis, Cemitério de Olinda, Estação de Trem de Olinda, Agência dos Correios, dentre outras.

Calçadão de Nilópolis e seu imenso cinturão comercial

Em 1936 instala-se a primeira agência bancária, o Banco Lavoura. De autoria do escritor e jornalista Ernesto Cardoso(Salve, salve Ernesto Cardoso!), o primeiro livro é editado na nova cidade, contanto a história da vida de Nilópolis desde o seu início até o ano de sua publicação (1938). No início da década de 40, funda-se o Instituto Filgueiras, o Sindicato do Comércio Varejista de Nilópolis, o Esporte Clube Nova Cidade e o Colégio Anacleto de Queiroz.

Depois de muuuuuito tempo, Nilópolis também ganha seu Shopping: O Nilópolis Square

Em 21 de Agosto de 1947, Nilópolis finalmente corta as amarras que o prendem a Nova Iguaçu, e pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, promulgada a 20 de junho de 1947, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.

Porém, cometeu-se nessa emancipação uma flagrante injustiça, pois sendo área de 22 quilômetros quadrados, que era a mesma da Fazenda de São Matheus, ficou reduzida a apenas 9 quilômetros quadrados, perdendo 5,60 quilômetros para Nova Iguaçu.

A área de Gericinó deveu-se ao fato da não retirada da cerca construída por João Alves Mirandela que permitiu aos seus detentores derrubar a cerca interna ficando com a externa para efeito de divisa, enquanto os herdeiros do Espólio buscam na justiça a reintegração da área de 5,60 quilômetros quadrados.

Do lado de São João de Meriti, deveu-se ao fato de limitar-se a cidade pelas torres de sustentação da rede elétrica (onde esta atualmente a Via Light), quando deveria ser pela linha férrea, abrangendo Éden, Tomazinho, São Mateus e adjacências, todos do lado esquerdo, à margem da linha, e não pelas torres. E, finalmente, 1,80 quilômetros quadrados do lado de Nova Iguaçu, quando a divisa seria no Rio Cachoeira e não no Rio Sarapuí, fazendo com que se perdesse a Chatuba, que é, e deve ser de Nilópolis.

Mas, apesar dessas injustiças...Nilópolis não perdeu o seu rebolado...

G.R.E.S BEIJA FLOR DE NILÓPOLIS

...Coisa que o Nilopolitano tem de sobra! Dá-lhe Beija!!! E Nilópolis é mais do que apenas a Beija-Flor e a sua rainha da bateria, Raissa de Oliveira...

Temos o lado religioso do nilopolitano...

Igreja da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida e de Nossa Senhora da Conceição

Dia 8 de Dezembro, a cidade comemora o dia de sua padroeira...Mas, em Março também tem festa

Saudemos São Sebastião!

O Viaduto de Nilópolis é a principal via de ligação dos Nilopolitanos a cidade de São João de Meriti, Mesquita e Caxias e até com Niterói (via Rio Minho). Já demonstra sinais de saturação, apesar das reformas de teor estrutural. O Povo Nilopolitano espera ansiosamente pelo novo Viaduto que fará a ligação com a vizinha Mesquita.

Viaduto de Nilópolis

Nilópolis não é só carnaval: É terra de gente alegre, feliz e que trabalha pelo crescimento e desenvolvimento de sua cidade.

Como Chegar

Rodoviária de Nilópolis

Vindo do Rio de Janeiro:Pegar a Avenida Brasil até o acesso de Deodoro, no acesso a Av. Marechal Alencastro, passando por Ricardo de Albuquerque e Anchieta.

Vindo de São Paulo: Pegar a Rodovia Presidente Dutra até o trevo de acesso a Via Light até ver o acesso a Rua Antonio José Bittencourt. Siga por essa rua, sentido centro até a Rua Carmela Dutra, passando pela Praça Paulo de Frontin (Dê a volta na Praça) , chegando em seguida na Mena Barreto e dobrando na Rua Morais Cardoso. Dobrando a direita, passe pela Av. dos Expedicionarios e Viaduto de Nilópolis, chegando na Avenida Frei Ludolf (Passando pela Rodoviária) e Centro da Cidade.

Linhas de Onibus

Trans1000

003 Nilópolis x Praça Mauá
131B Nilópolis x Central
651 Nilópolis x Pavuna (VIA LIGHT)
516 Nilópolis x KM 2,5

N.S.Penha

Todas as suas linhas passam por Nilópolis:
540L Nova Iguaçu x Ricardo (Via Mariopolis)
541L Nova Iguaçu x Cascadura
542L Nilópolis x Cascadura
543L Nova Iguaçu x Méier (VIA ENGENHÃO)
544L Nova Iguaçu x Méier (VIA NORTE SHOPPING)
546L Nova Iguaçu x Pça Seca
432L Nova Iguaçu x Bangu
551L Nova Iguaçu x Penha (VIA OLIMPO)

Ponte Coberta

544P Nilópolis x Seropédica
548P Nilópolis x Campo Grande

Expresso Mangaratiba

Caxias x Itaguaí
Caxias x Km 32
Caxias x Cpo. Grande (Essa passa do lado da Praça Paulo de Frontin)

Expresso São Francisco (INTERMUNICIPAIS)

431I Nova Iguaçu x Nilópolis
439I Nilópolis x Mesquita

Mosaico floral de Nilópolis. Via Light

Abraço e obrigado pela sua vista ao OnibusS.com/RDV.


Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: André Luiz dos Santos, Luiz Antonio Doria e Rodrigo Silva
Fonte História de Nilópolis: Nilopolis On

Agradecimentos a André Luiz dos Santos, pelo suporte técnico e disposição em acompanhar o RDV. e a Irmã Nair, por abrir as portas da Capela de São Mateus.

3 comentários:

  1. Belas fotos ! ^_^

    Gostei mesmo das fotos panorâmicas (de longe ou aéreas). Está de parabéns, só quero saber se você fez o "Passeio do Viajante"(Mirandela x Cabral) na Nilopolitana(seu primeiro amor, depois vem a Expresso né? )
    kkkk :-D rsrsrsrs

    Abraços,

    Paulo Marcelo Doria

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  2. Andei de Nilopolitana sim, Maninho.

    E é claro que vou falar dessa Tosquice que é o SERVIÇO ARGH(ou "carro de boi"). E não me vem com essa de "meu primeiro amor" com a Nilopolitana e Expresso...ARGH!

    Abraços do seu irmão

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  3. Adorei o post!

    Já que estamos falando da arte de sonhar, dêem uma olhada neste video do youtube http://www.youtube.com/watch?v=hyaX3JgPLVk, ou acesse o site www.meus3desejos.com.br. Tenho certeza que vocês irão gostar.

    Abs.

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