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Recantos do Rio - Ilha minha, minha Ilha...

Não conhecia muito a Ilha do Governador...só conhecia o que via nos jornais e noticiários. Até que fui convidado por Adriano Minervino a conhecer sua família e o bairro em que foi criado (Aliás, a Ilha do Governador não é um Bairro e sim uma REGIÃO ADMINISTRATIVA dividida em 15 bairros a saber: Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Moneró, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Ribeira, Tauá e Zumbi.).

E foi aí que Minervino teve a idéia de um post em que pudéssemos mostrar um pouquinho da Ilha do Governador...Então, para você, que visita o RELATOS DE VIAGEM ETC., está no ar (Quer dizer, em terra...já que estamos em época de "apagão aéreo") o RECANTOS DO RIO.

Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, os Temiminó foram seus primeiros habitantes. Chamavam-na de Ilha de Paranapuã (Paranapuã é uma palavra de origem tupi-guarani, pará-nã, “rio veloz”; e puã, “que se alteia”), sendo também chamada de Ilha dos Maracajás (espécie de grandes felinos, então abundantes na região), pelos Tamoios, inimigos dos Temiminó.

Terra natal de Araribóia, foi abandonada pelos Temiminó em conseqüência dos ataques de inimigos Tamoios e traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses.

O nome Ilha do Governador surgiu somente a partir de 5 de setembro de 1567, quando o Governador Geral do então Estado do Brasil (e interino da Capitania do Rio de Janeiro) Mem de Sá doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá (o Velho), Governador e Capitão-general da Capitania Real do Rio de Janeiro de 1568 a 1572), mais da metade do seu território.

Correia de Sá, futuro governador da capitania, transformou-se em um latifúndio produtor de cana-de-açúcar, onde um engenho produzia açúcar, exportado para a Europa nos séculos XVI, XVII e XVIII.

E aqui apresentarei três dos quinze bairros da Região Administrativa da Ilha do Governador: Bananal, Cocotá e Jardim Guanabara.

Bananal

No Bairro do Bananal, um pedaço da história da Ilha se encontra por lá

A Igreja e a Pedra da Onça...

...e ela nos guarda uma lenda e quem vai contar sobre ela é o morador local. Conta aí, Minervino...

Conta a lenda que uma índia da tribo ali localizada ia todos os dias, no fim da tarde, até a praia, com seu gato maracajá que criava desde filhote e lá ficava a mergulhar da pedra durante horas. Um dia, porém, a jovem índia mergulhou e não mais voltou, ficando o gato a esperá-la, olhando para o mar até não mais agüentar e morrer de fome, apesar da tentativa dos índios em retirá-lo do local.

Essa lenda, não confirmada pelos historiadores, inspirou um grupo de moradores, na década de 1920, a erguer o monumento em homenagem à fidelidade do animal. O artista plástico Guttman Bicho projetou e esculpiu o maracajá.

Em 1965 a estátua original, já bem castigada pelo tempo, foi substituída por outra que lá está até hoje.

Verdade ou não, a lenda atravessou os tempos contada pelos moradores do local e a Pedra da Onça é um lugar mágico onde qualquer pessoa sente um impulso irresistível de sentar numa pedra e ficar observando o mar, como quem espera ver a jovem índia emergir das águas e assim acalmar o espírito do fiel gato maracajá que, com certeza, ainda ronda o local esperando sua
dona voltar.


No Bananal, também está localizado o Batalhão Humaitá do Corpo de Fuzileiros Navais

Cocotá

Mas, o que é que esse "morador" está a apreciar??
Ah, está a apreciar a paisagem de Cocotá!

Foi criado por causa da Praia de Cocotá e floresceu pela proximidade com o bairro Cacuia. Possui forte comércio e referenciais históricos, como a antiga Estação de Bondes de Santa Cruz, a Biblioteca Regional, o Parque Manoel Bandeira e a Paróquia de São Sebastião.

O Terminal de Barcas não é exclusividade apenas de Niterói, Paquetá e Praça XV: A Ilha também tem seu terminal, mais precisamente localizado no Cocotá. Próximo ao terminal temos a lona Cultural Renato Russo e a Praia de Cocotá.

Mesmo não sendo própria para o banho, vale a pena apreciar a paisagem. E na foto abaixo, um canhão que trabalhou em prol da defesa da Ilha.

A Ilha do Boqueirão, que primitivamente foi denominada Ilha dos Coqueiros, foi adquirida pelo governo imperial em 1872 por possuir água potável e ser servida por um canal com a
profundidade necessária para a atracação de navios de maior porte. Atualmente, ele abriga o Centro de Munições da Marinha do Brasil.

E como toda Ilha, a Ilha do Governador também tem pescadores...

...como podemos ver, em Cocotá.

Praça Cmte. Nelson Mége. Uma das poucas opções de áreas de lazer para o morador do Cocotá!

Busto em Homenagem ao Cmte. Nelson Mége e Detalhe da mesma.

Jardim Guanabara

Destaque para as palmeiras centenárias, que adornam a paisagem do Bairro.

Surgiu quando foi loteado o terreno da extinta Fábrica de Produtos Cerâmicos Santa Cruz. Bairro com residências de padrão elevado, situa-se nele o Iate Clube do mesmo nome, a histórica Igreja de Nossa Senhora da Conceição, do século XVIII...

...e a Praia da Bica, nome derivado do chafariz colonial instalado numa pequena elevação (E por sinal, está precisando de uma boa restauração. Alô Sub-Prefeitura!!).

A Praia da Bica é um dos pontos mais movimentados da vida noturna do bairro. Pela existência de quiosques e restaurantes, e de uma bela vista da cidade, torna-se um freqüentado ponto de encontro dos moradores.

E bem-vindos a Praça Jerusalém!!

Um dos points do Jardim Guanabara. Em frente a ela, temos o Iate Clube Jardim Guanabara e mais precisamente na Praça...

...essa bela índia descansa em uma vitória-régia, a embelezar a paisagem!

E quem disse que a Ilha não tem belezas? Que bella!!

A Capela Imperial Nossa Senhora da Conceição é o ponto histórico do bairro. Datada de séculos passados, resiste ao tempo e às mudanças do bairro.

É uma das construções mais antigas do bairro. Tendo sua construção iniciada em 1625, quando fazia parte da fazenda que ocupava a área, a Capela só foi doada à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1786. Trinta anos após a doação, em 1816, a Capela passou por uma grande reforma, que ampliou suas laterais - recebendo, então, a forma que conserva até os dias atuais.

E para encerrar, o Aeroporto internacional do Galeão

Também conhecido como Antonio Carlos Jobim, é a porta de entrada de muitos turistas que vem de fora do país para se deliciar na cidade maravilhosa.

Da Esquerda para a direita: Minervino, André e o Viajante Doria. Ao Fundo, o Terminal de Barcas do Cocotá.

Agradecimentos especiais a família de Adriano Minervino, pela hospitalidade e alegria em receber o Viajante Doria .

Abraços e até a próxima!

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Luiz Antonio Doria e Adriano Minervino
Fonte Histórica: Wikipédia

2 comentários:

  1. Muito legal esse post, adorei!!!
    Já conhecia os pontos turísticos mostrados por vocês, mas não sua história.
    Escuta Tubiacanga também não é um sub-bairro da Ilha?
    Abraços,
    Leo Branco

    ResponderExcluir
  2. Sim, Tubiacanga é um bairro da Ilha...Mas, com a palavra o morador da Ilha. Fala, Minervino!!!

    Abraços

    ResponderExcluir

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