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Itaborahy e Capivari

Ou seria Itaboraí e Silva Jardim?

Fala, meu povo! Hoje, no RELATOS DE VIAGEM vamos falar de duas cidades: uma localizada na região metropolitana e a outra localizada na baixada litorânea. E esse relato tem um significado muito especial para a Equipe RDV.

É a chegada de Bruno R. Araújo a Equipe RDV., que já possui em seu plantel Leonardo Branco, Rodrigo Silva e o Próprio Viajante. Seja bem-vindo, Bruno!

Itaborahy e seus segredos

Manilha é o principal ponto de referência da cidade de Itaboraí. Mas, a cidade que foi escolhida para abrigar o mais novo complexo petroquímico da Petrobrás tem seus segredos e até tinha um apelido dado por ninguém mais, ninguém menos que o Imperador Dom Pedro II de "Pernambuco Pequeno", devido a sua importância economica na época...

A Praça Alarico Antunes foi construída sob o terreno da antiga Rodoviária da cidade. E hoje ela ainda exerce essa função: É Ponto de algumas linhas como a 124A (Itaboraí x Alcantara), MB 10 (Rio Bonito x Alcantara...é a linha favorita do Andarilho Silva...Volareee ôôô), 565D (Venda das Pedras x Pça XV), MB 70 (Itaboraí x Cachoeiras de Macacu), linhas municipais operadas pela Maravilha e por kombis regulamentadas pela SETAMP (onde cada cor indica uma seção) e linhas intermunicipais oriundas de Niterói.

Rio Ita: Presente em Itaboraí...seja aonde você imaginar!

Subindo e observando o centro de Itaboraí, eis que nos deparamos com a Itaborahy de outrora...

A Câmara de Vereadores (que, segundo Silva, ainda serve como tal) e a Prefeitura Municipal.
Teatro? Itaboraí tem...

"02, preparar ataque!!"

É o Teatro João Caetano (não confundir com aquele Teatro lá da Praça Tiradentes com a estátua do próprio...Aquele é o Teatro Carlos Gomes)

Na Praça Mal. Floriano Peixoto, temos dois ilustres personagens retratados: Saudemos Joaquim Manoel de Macedo e Salvador de Mendonça. E o RELATOS DE VIAGEM ETC. apresenta esses senhores para a busologia e para os seus visitantes.

Joaquim Manuel de Macedo

Nascido em 24 de junho de 1820, no Rio de Janeiro, em 1844, formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, "A Moreninha", que lhe deu fama e fortuna imediatas.

Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849, fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo.

Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).

Abandonou a medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel. Macedo também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares, conforme relatos da época.

Durante a sua militância política foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-1868 e 1873-1881). Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.

O Busto foi esculpido por Benvenuto Berna e veio da General Caldwell, no Centro do Rio em 1921.

Salvador de Mendonça

(Itaboraí, 21 de julho de 1841 — Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1913), foi um advogado, jornalista, diplomata e escritor brasileiro, um dos fundadores da Academia e um dos idealizadores do Movimento Republicano no país.

Em 1853 foi para o Rio de Janeiro, então capital do Império. Na Corte estudou no Colégio Marinho e no Curiácio, este último mantido pelo Barão de Tatuphoeus que, quando findou-lhe os estudos preparatórios, o levou até a presença do Imperador Pedro II, como prêmio por seu desempenho. Manteve desde cedo amizade com Machado de Assis e Casimiro de Abreu, tendo conhecido também escritores mais velhos, como Joaquim Manoel de Macedo que, quando da fundação do Silogeu brasileiro, haveria de escolher por seu Patrono da cadeira 20.

Em 1859 ingressou na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, a fim de cursar Direito. Colabora na Revista Mensal do Ensaio Filosófico Paulistano, e publica o poema "Singairu, lenda das margens do Piraí, 1567", espécie de épico dos primórdios da História do Brasil. Fundou, em 1860, junto a Teófilo Ottoni Filho, um jornal, chamado "A Legenda", iniciando a carreira jornalística escrevendo críticas sociais e políticas.

Teria continuado este labor, não tivesse, ao final deste mesmo ano, perdido os pais e tendo de cuidar dos oito irmãos, dentre eles o futuro idealizador da Academia Brasileira de Letras, Lúcio de Mendonça. Somente voltaria à capital paulista, para concluir o curso, no ano de 1867, graduando-se dois anos depois. Colabora como redator no "Diário do Rio de Janeiro", órgão pertencente a Saldanha Marinho.

Mendonça entra para o magistério, lecionando Latim, além de publicar em outros periódicos, tais como o Jornal do Commercio (fazendo crítica teatral) e "Correio Mercantil". Escrevia, concomitantemente, suas peças teatrais. Passa a lecionar Corografia e História do Brasil, no Colégio Pedro II, a convite do Marquês de Olinda, substituindo Manuel de Macedo, no ano de 1865. De volta ao Rio, tendo finalmente bacharelado-se, exerce a advocacia ao lado de Saldanha Marinho, que já lhe dera apoio anteriormente e, com este, participa da fundação do "Clube Republicano", do qual participou também Quintino Bocaiúva.

O Clube publica o "Manifesto de 70", com um capítulo escrito por Salvador de Mendonça - Manifesto este que veio a desencadear no país o movimento republicano[1] No jornal "A República" fizeram parte, também, Aristides Lobo, Lafayette Coutinho, Pedro Soares de Meireles e Flávio Farnense.

Durante alguns anos laborou Mendonça como tradutor, para a Casa Garnier e, em 1875 publicou aquele que seria seu único romance, intitulado "Maraba" - ano em que falece sua esposa e parte para os Estados Unidos, nomeado pelo Imperador cônsul em Baltimore. A 3 de maio de 1876, Mendonça é promovido a Cônsul-Geral do Brasil nos Estados Unidos.

Em 1877 contrai segundas núpcias com a norte-americana Maria Redman. Em 6 de julho de 1889 tinha sido enviado como ministro plenipotenciário do Brasil nos EUA, quando é proclamada a República. Tendo sido um dos seus mais ardorosos defensores, além de um dos artífices do movimento, cuidou de fazer com que o novo regime fosse internacionalmente aceito, devendo a ele o rápido apoio norte-americano. Continuou exercendo missões diplomáticas nos Estados Unidos, voltando a ter papel importante quando da Revolta da Armada, em 1893, assegurando a neutralidade daquele país.

A 3 de março de 1898 é nomeado para Lisboa, mas o Senado rejeita a indicação, e considerado desde aquele ano em disponibilidade, por ato de Rodrigues Alves de 10 de setembro de 1903. Defendeu a imigração de chineses para o Brasil, ao tempo em que condenava a imigração alemã no sul. Dedica-se à tradução e, perto de sua morte, tendo ficado cego, ainda escrevia artigos comentando a diplomacia brasileira e rememorando sua própria atuação em Washington, DC.

E "senta que lá vem história...". Um pouco da história de Itaborahy.

O nome Itaboraí tem origem no tupi-guarani e significa "Pedra Bonita escondida na água". O desbravamento histórico da região remonta a época da fundação de São Sebastião do Rio de Janeiro, quando foram doadas nas circunvizinhanças, sesmarias onde se instalaram lavouras de cana-de-açúcar e aguardente.

Surgido no fim do século XVIII como modesto povoado de tropeiros, Itaboraí tem origem na vila de Santo Antônio de Sá, fundada em 1697, e que é considerada uma das mais antigas vilas fluminenses. É naquela região que se encontra hoje um importante marco da arquitetura religiosa brasileira: as ruínas do convento de São Boaventura, erguido em 1660, e que é um dos cinco conventos franciscanos mais antigos do Brasil.

Foi em torno da capela de São João Batista, construída em 1684, que deu origem à atual Igreja Matriz, que a região começou a crescer. A igreja fica localizada no Centro Histórico, onde estão guardados até hoje vestígios da riqueza de seu passado colonial e imperial.

E próximo a Igreja Matriz de São João Batista, uma réplica da imagem de Nossa Sra. de Fátima.

E no caminho para Capivari, quer dizer, Silva Jardim...

A Igreja da Paróquia do Apóstolo Paulo, no Bairro Venda das Pedras. E ainda recomendo uma visitinha as ruínas do Convento de São Boaventura, em Porto das Caixas. Aliás, vocês sabem por que o Bairro se chama assim?

De 1700 a 1800, a freguesia de São João de Itaboraí apresenta um notável desenvolvimento. Em 1778, era a mais importante da Vila de Santo Antônio de Sá, considerada um grande centro agrícola. Em 1780, grande parte do açúcar produzido pelos 80 engenhos das freguesias próximas era embarcado em caixas de madeira nos 14 barcos pertencentes ao porto (daí o nome "Porto das Caixas").

Capivari e uma singela homenagem a Silva Jardim

Bem-vindos a Silva Jardim, amigos do RDV. ETC!

Pórtico de acesso a Imbaú.

Depois de quase uma hora de viagem saindo de Rio Bonito a R$ 0,50, chegamos a esse pacífico recanto da baixada litorânea.


Praça Jordan Moura da Motta e o Calçadão da mesma.

O principal destaque é a Lagoa de Juturnaíba, a 13km do Centro de Silva Jardim. Seu acesso se dá por uma estrada de chão.

Antiga Estação Ferroviária de Silva Jardim

Um pequeno passeio na localidade indica o bucolismo dominante em Silva Jardim, que atrai visitantes e viajantes das grandes metrópoles.

E a cidade ainda possui uma delegacia de polícia nos moldes da uma cidadezinha do interior.

E Eis a Praça Silva Jardim...


Chafariz da Praça Silva Jardim

Cantando no Coreto!!!

E nela um pedaço da história da cidade

Monumento comemorativo ao Centenário da Fundação da cidade de Capivari...CAPIVARI??
Ah é, esqueci de explicar a vocês por que Silva Jardim se chama Silva Jardim.

Bruno R. Araújo num close da cidade...Abaixo, o resultado da foto.


O município de Silva Jardim era inicialmente conhecido como Capivari. Teve origem em Ipucá ou Sacra Família de Ipucá, que está situada à margem do Rio São João, entre a Barra de São João e o antigo Indayassú, hoje sede do município de Casimiro de Abreu.


Centenário de Capivari, quando Getúlio Vargas era o "Chefe da Nação"...

A pequena vila cresceu tendo como principal ocupação a exploração de madeira e lavoura. No seu crescimento, os moradores foram ocupando locais às margens do Rio São João, onde se formaram os povoados de Poços das Antas, Bananeiras e Gaviões. Parte desses colonos seguiu o curso dos rios Capivari e Bacaxá, por dentro do território até as nascentes na Serra das Imbaúbas, formando os povoados de Juturnaíba e Capivari.
...Seisquicentenário de Capivari, agora já como Silva Jardim...

Essa formação de povoados ocorreu por volta do século VXIII. As Freguesias, nessa época, eram formadas em torno de uma igreja e, quando a diocese da Sacra Família de Educá foi transferida para São João, deixou esse povoado já desenvolvido sem igreja. Um pedido de criação de outra freguesia foi feito ao Bispo Diocesano. Dessa forma, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora da Lapa de Capivari, em 9 de Outubro de 1801.

...E a Reforma da Praça Amaral Peixoto...

Em 1841, com o constante desenvolvimento do povoado, foi criada a Vila de Capivari, com território desmembrado de Cabo Frio, tendo sido providenciada a construção de uma Câmara, uma cadeia pública e em cemitério. A Câmara tinha a função das prefeituras de hoje. O nome de Capivari foi trocado para Silva Jardim em 1943, em homenagem ao advogado e republicano Antônio da Silva Jardim, nascido na Vila de Capivari.

E agora, vamos conhecer o homenageado da cidade...

Antônio da Silva Jardim(1860 — 1891)

Advogado, jornalista e ativista político brasileiro. Teve grande atuação nos movimentos abolicionista e republicano, particularmente no Rio de Janeiro, na defesa da mobilização popular para que tanto a Abolição quanto a República, produzissem resultados efetivos em prol de toda a sociedade brasileira.
Envolve-se completamente na campanha pela República chegando a vender sua banca de advogado e dissolver sua sociedade com Martim Francisco. Sua vida se dirige para os comícios em prol da república e viagens constantes entre os estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Em sua militância foi aclamado, apedrejado, perseguido e elogiado. Sua saúde - desde a infância, por causa do impaludismo, sempre frágil, se ressentia dessa vida agitada, mas não impedia sua constante atividade política. Com a proclamação da república o exército que não se sentia ligado aos civis que tanto haviam lutado por sua proclamação, deixou-o de lado. Candidatou-se ao Congresso no Distrito Federal e foi derrotado. Decidiu então retirar-se da política e viajar para o exterior para descansar, clarear as idéias, conhecer gente nova e novos lugares (Ei! Esse cara tinha o espírito do RDV. ETC rsrsrsrs). Aos 31 anos de idade, visita Pompéia, na Itália e curioso por conhecer o vulcão Vesúvio, mesmo tendo sido avisado de que ele poderia entrar em erupção a qualquer momento, foi tragado por uma fenda que se abriu na cratera da montanha.

Cidade de um grande Ativista político e jornalista, a cultura tem que ter seu lar...

...e é claro que tem, com a Casa de Cultura.

E antes de ir embora, saudamos as autoridades legislativas e executivas de Silva Jardim.

Como Chegar

Não tem jeito! Para ir a Itaboraí ou Silva Jardim, só tem uma! É Rio Ita na cabeça! Todas as linhas vindas de Niterói, Alcântara (exceto Rio Bonito x Alcantara Via Duques) passam por Itaboraí. Para Silva Jardim, a opção é pegar a Rio Bonito x Niterói, Rio Bonito x Praça XV ou Rio Bonito x Alcantara e de lá pegar a B110 Rio Bonito x Silva Jardim.

"Ué, já estão de saída?? Não esqueçam de ligar e mandar notícias..."

Quem quiser ir de Silva Jardim a Região dos Lagos, é só pegar o Silva Jardim x Araruama, da Montes Brancos com poucos horários. Ou...ir de Van até São Vicente e de lá, pegar um Ônibus para Araruama ou Cabo Frio, também pela Montes Brancos/Salineira.

E nos despedimos de Capiva...quer dizer, Silva Jardim sem registrarmos o RJ 152.175, mas passamos uma tarde agradável com belas paisagens e registros surpreendentes no CANTINHO DO BUSOLOGO.
Abraços a você, que visita e "viaja" no RELATOS DE VIAGEM ETC.

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Bruno R. Araújo, Luiz Antonio Doria e Rodrigo Silva

Fontes Biografia Silva Jardim, Salvador de Mendonça e Joaquim Manoel de Macedo: Wikipedia
Fontes História Itaboraí e Silva Jardim (Com adaptações):
Confederação Nacional dos Municípios

3 comentários:

  1. Dória você esta de parabéns, viajei no tempo ao ler este post.

    E fiquei triste por não ter ido junto com vocês, mas um dia vocês serão casados e vão ver como são as coisas. :-)

    Abraços e mais uma vez meu amigo meus parabéns por este post notável,
    Leo Branco

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  2. Caraca, como fiquei horrível e de cara na primeira foto! Mas valeu o dia, ainda quero registrar o Alvorada, o LN e todo clássico que aparecer! No fim das contas gostei de andar de Rio Ita e se não estiver enganado, foram 6x num único dia hahaha, foi pra tirar o atraso!
    Roteiros inesperados são mais bacanas, até mais!

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  3. VC COMO SEMPRE ESTÁ DE PARABÉNS MEU AMIGO, O RDV É SEM DUVIDA UNS DOS MELHORES SITES QUE JÁ VI, CONTINUE ASSIM, NÓS DO PACHECOBUS DESEJAMOS A VC E TODA A SUA EQUIPE UM FELIZ NATAL E UM FELIZ ANO NOVO, QUE O RDV NO ANO QUE VEM ESTEJA MELHOR AINDA E QUE CONTINUE TRAZENDO INUMERAS BELEZAS COMO NOS TROUXE ESTE ANO, SÃO OS SINCEROS VOTOS DE TODA EQUIPE DO PACHECOBUS...
    INFORMAMOS QUE O NOSSO SITE FOI ATUALIZADO, NÃO DEIXE DE CONFERIR, SUA PARTICIPAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS..... UM ABRAÇO E FIQUE COM DEUS!!!
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