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RECANTOS DO RIO - A TRADICIONAL RUA DIREITA

Diariamente milhares de pessoas transitam por essa rua...Até você, meu caro visitante, que já passou pelo Centro da Capital ou é carioca da gema com certeza conhece a Rua Direita. NÃO CONHECE?? E a Primeiro de Março? Ahhhhh, tá! Agora estou falando a língua de vocês né? :)

Mas, por que ela se Primeiro de Março? Senta que lá vem História!!!

"Em 1º de Março de 1870, nesta tradicional Rua, uma multidão comemorava com o Imperador Dom Pedro II o fim da Guerra do Paraguai e um "gaiato" gritou: "Que ela se chame primeiro de março!". Parece que o Imperador gostou da idéia e decretou: "E que se chame primeiro de março a Rua Direita!" "


E nessua Rua, um pedaço da história do Brasil está incrustada. E o RELATOS DE VIAGEM ETC escolheu detalhar alguns pontos de interesse turístico e histórico da Rua Direita...quer dizer, da Rua 1º de Março.

IGREJA DE SANTA CRUZ DOS MILITARES

No lugar onde se encontra a igreja, havia, em 1623, uma forte à beira-mar denominado Santa Cruz. Com o progressivo envelhecimento do mesmo e a perda de sua função de defesa, os militares pediram ao governador da cidade, capitão Martins de Sá, licença para a construção de uma ermida, para que pudessem sepultar seus pares.

O primeiro templo foi construído em 1628, recebendo o nome de Santa Vera Cruz. Formou-se então a irmandade, cabendo aos militares a obrigação de contribuir com dinheiro, em função do grau hierárquico, para sua manutenção.
Em 1703, encontrando-se danificada pelo tempo a igreja de São Sebastião que servia de Sé, o bispo solicitou à irmandade que cedesse a capela para servir de Sé provisória. Foi assim que ela cumpriu esse papel até 1733. A irmandade que por decreto de 1828 foi considerada imperial, tinha Dom Pedro I como provedor. Entre 1780 e 1811, o templo foi totalmente reconstruído, sendo autor do projeto o engenheiro militar José Custódio de Sá e Faria. Em 1840, o prédio sofreu um grande incêndio e, em 1914, passou por uma nova reforma.

Sua fachada, baseada no Templo dos Mártires de Lisboa, pode ser considerada uma fase de transição para o neoclássico. Reproduz o modelo das igrejas jesuíticas com as duas valetas compondo os dois pavimentos, os quatros nichos, doze pilastras e estátuas dos evangelistas. A construção apresenta a planta clássica, com nave única, dois corredores e uma capela-mor profunda. É interessante a posição da torre sineira, nos fundos, à direita.

O interior teve sua decoração original executada por Mestre Valentim e quase totalmente destruída pelo incêndio de 1840. Em 1870, Mestre Antônio de Pádua e Castro reaproveitou o que sobrou e fez uma nova decoração, novamente modificada pela reforma de 1914. Na atual decoração, toda branca, os estuques se misturam com as talha.

O emblema do Império com seus símbolos e condecorações militares figuram juntos a motivos florais. No corredor que leva a sacristia, alinham-se quadros representando importantes militares provedores e uma série de pequenas placa em memória dos irmãos beneméritos.

IGREJA DE SÃO JOSÉ

Construída próxima ao mar pelo ermitão Edgar Muniz, a Capela de São José foi matriz e sé do Rio de Janeiro de 1659 a 1734. Em 1751, matriz da Freguesia de São José. Em substituição a essa ermida, no início do século XIX foi construída a edificação até hoje existente, iniciada dos fundos para a frontaria. Embora concluída a sacristia em 1815, somente em 1842 a igreja foi inaugurada. A talha, de rococó tardio, é obra de Simão de Nazaré, entalhador, discípulo de mestre Valentim. Numa das torres da igreja, existe um famoso carrilhão, montado em 1883.

Pouco se sabe da história de uma das mais antigas Igrejas da cidade, porque toda sua documentação se perdeu em 1711, quando ela foi saqueada pelo francês Duguay-Trouin, que a esvaziou de peças de grande valor histórico e artístico, durante sua invasão e saque à cidade. Os sinos da Igreja de São José são famosos por serem os sinos mais sonoros da cidade. A Igreja possui um sacrário e uma pia batismal que pertenceram à Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo.

PALÁCIO TIRADENTES

O Palácio Tiradentes localiza-se na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Foi o antigo prédio do Congresso Nacional brasileiro, entre 1926 e 1960, e é a atual sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Construído no terreno ocupado pela "Cadeia Velha", que abrigara os presos do período colonial, o palácio substituiu o prédio do antigo Parlamento Imperial. Seu nome homenageia o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que ali esteve preso antes de ser conduzido à forca, em 21 de abril de 1792.

Com a instauração do Estado Novo, em 1937, o Palácio Tiradentes passou a ser a sede do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Com o fim do Estado Novo voltou a abrigar a Câmara dos Deputados. Em 1960, com a mudança da Capital Federal para Brasília, a cidade do Rio de Janeiro passou à qualidade de Estado da Guanabara e a Palácio Tiradentes passou a acolher a Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara. A Guanabara existiria entre 1960 e 1975, quando se fundiu ao Estado do Rio de Janeiro e o Palácio Tiradentes passou a abrigar a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Estátua homenageando Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Encontra-se bem em frente ao Palácio Tiradentes.

Em estilo eclético, a fachada é revestida por concreto armado. Destaca-se a cúpula, adornada com esculturas alegóricas representando a Independência e a República. Por dentro, a cúpula, ornamentada com pinturas de autoria do artista brasileiro Rodolfo Chambelland, ostenta um vitral pintado como o céu da noite de 15 de novembro de 1889. O prédio abriga ainda decorações realizadas por artistas renomados como Eliseu Visconti, Carlos Oswald e João Timóteo da Costa. O painel decorativo do plenário do Palácio Tiradentes foi executado por Eliseu Visconti em 1926 e representa a assinatura da primeira Constituição Republicana de 1901. No grande painel, restaurado em 2001, figuram em tamanho natural os retratos dos sessenta e três constituintes.

A PRAÇA XV DE NOVEMBRO

Antes de receber esse nome, ela era o Largo do Paço por abrigar o Paço Imperial. Por ocasião da Proclamação da República, ela passou a ter esse nome. E ganhou a estátua do General Osório.

A Estátua foi esculpida por Rodolfo Bernadelli em homenagem ao militar que se destacou na defesa do Império na Guerra do Paraguai - 1864 a 1870.

Foi encomendado em 1887 e inaugurado em 1894, depois de fundido em Paris, na Fundição das Oficinas Thiébault, com o bronze de canhões tomados pelo Brasil, na Guerra do Paraguai.

Outro Destaque é o Arco do Telles. Construído em 1730, A Casa do Telles que ficava localizada em cima do Arco foi obra de José Fernandes Pinto Alpoim e pertencia à família Telles de Menezes e atualmente possui apenas um dos casarões originais, o que está em cima do Arco com o mesmo nome. O Arco atualmente dá acesso à Travessa do Comércio, antes Beco do Peixe.

Amanhã, a segunda parte do RECANTOS DO RIO, com mais informações sobre a Praça XV de Novembro e Paço Imperial.

FONTES:

http://www.centrodacidade.com.br
http://pt.wikipedia.org
http://www.marcillio.com/rio/encepmig.html

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