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Mergulhei nas Cachoeiras do Macacu e acabei parando na Aldeia de São Pedro

Mais um roteiro se descreve, mais um roteiro se iniciou e aqui está sendo relatado. O objetivo inicial era visitar as Cachoeiras desse tal de Macacu, mas uma informação repassada pelo amigo Flávio, da RJ ÔNIBUS, incluiu a venturosa São Pedro da Aldeia no meio do caminho: Uma nova empresa que está atuando por lá e não é "amiguinha" da Salineira...é a ALDEENSE. Começamos esse mergulho por MAGÉ, onde a Auto Viação Reginas manda.

MAGÉ: O CAMINHO PARA A SERRACidade Conhecida por fatores que não são de natureza turística, Magé tem algo a mostrar para os seus visitantes: Abriga a 1ª Ferrovia do Brasil (cruzamos sobre ela no caminho para o centro da mesma, na RIO - MAGÉ) e a Igreja Matriz da Nossa Senhora da Piedade(Construída em 1750), que guarda um pouco da história da cidade e porque não dizer, do Brasil.







Os Horrores de Magé
Monumento aos mortos. Foto: Prefeitura de Magé


No momento em que o Marechal Deodoro deu o golpe que resultou na República, todas as vezes em que ele citava o Exército, ao seu lado Benjamin Constant observava: “E também a Armada.”

Mas não era verdade: A Marinha, ou “Armada”, não participou do golpe: a Instituição era monarquista. Desde a Independência, o governo “fazia diferença” entre as duas armas:

A Marinha que tivera, desde 1822, oficiais ingleses, como o romanesco Lord Cochrane e o impulsivo John Greenfell, era tida como corporação nobre, com soldados melhores.

O Exército não era bem-visto pelo Império. É evidente que, durante o tumulto que caracterizou os primeiros anos da República, rebeliões eclodiram na Marinha.Três almirantes eram os chefes mais influentes: Eduardo Wandenkolk, republicano e ministro derrubado por Floriano; Custódio de Melo, monarquista moderado; e Saldanha da Gama, também monarquista, mas, acima de tudo, “legalista”.



Wandenkolk foi preso e anistiado. Uniu-se aos federalistas gaúchos e foi preso outra vez. Depois, chefiou o Estado Maior de Campos Sales. Custódio de Melo derrubara Deodoro na Primeira Revolta da Armada, em novembro de 1891. Junto com Gama liderou a Segunda Revolta da Armada.

A Segunda Revolta da Armada foi um movimento militar que pretendia depor o Marechal Floriano. Mais tarde, os revoltosos, liderados pelo Almirante Custódio de Melo e, depois, pelo Almirante Saldanha da Gama, uniram-se aos federalistas no Rio Grande do Sul.

A Segunda Revolta da Armada eclodiu às 23 horas do dia 6 de setembro de 1893, quando Custódio de Melo fez içar, no encouraçado Aquidabã, o pavilhão rubro da rebelião. A 2 de fevereiro de 1894, Magé foi palco de lamentáveis ocorrências que estão registradas em sua História. Nessa época, encontrava-se na cidade o alferes José Augusto Vinhais aliciando elementos favoráveis à revolta.




O Marechal Floriano Peixoto, sabendo que Magé era considerado foco de Revoltosos, ordenou que para o Município 1.200 homens das armas de artilharia e cavalaria, sob o comando do Coronel Godolphim, para atacar a Cidade. O 10º e o 82º Batalhão da Infantaria da Guarda Nacional e um esquadrão de cavalaria aquartelaram-se em Raiz da Serra, dali iniciando a marcha sobre Magé.

O Coronel Godolphim não se contentou em atacar a Cidade, permitiu também que seus soldados realizassem saques, agindo como vândalos, assassinando friamente a população nas ruas e residências, maculando-lhes os lares como verdadeiras bestas, cuja satisfação máxima era a prática de atos de selvageria (como foi na Guerra do Paraguai, em 1865) que viriam mais tarde provocar uma onda de protestos na Imprensa do Rio de Janeiro.

Dentre os casos citados, há o de Juca Camilo, Alexandre Caranguejo e Antonio Forrel Muniz, que foram aprisionados, depois de heroico combate nas ruas da Cidade. Os invasores, desejando fazê-los pagar a audácia da resistência, mandaram que cavassem as próprias sepulturas e quando elas ficaram prontas, mataram os três, cujos corpos foram cobertos de terra quando ainda estavam agonizantes.
Caos econômico, desemprego, miséria, desânimo dos capitalistas, fábricas destruídas, sua história queimada e rasgada, pessoas desaparecidas para sempre, orfandade, medo, fome...

Só que na verdade, ao invadir Magé, Godolphim não encontrou um único indício que o levasse a tal conclusão, mas ainda assim, esquece-se de tudo de todos e não poupou a população mageense de uma série de humilhações, destruições e assassinatos.




Após esta triste fase, Magé que era uma das mais promissoras cidades do Estado e, habitada por membros da antiga Corte Imperial, entrou na tristeza da decadência e do fracasso, perdendo o status de Cidade Modelo.

Em 13 de março de 1895, depois de um ano e meio de revolta infrutífera na Baía da Guanabara, os rebeldes desistiram da luta e pediram asilo em navios portugueses ancorados nas cercanias.

Magé é caminho para quem vai a serra fluminense: CACHOEIRAS, FRIBURGO e TERESÓPOLIS...mas, tinha um roteiro a seguir. E depois de clicar alguns modelos e observar a parca concorrência de vans e kombis que os ônibus sofrem, segui para as Cachoeiras, mas não como planejado (pode até ter sido a melhor escolha...hehehe)


MERGULHO NAS CACHOEIRAS...

Cachoeiras de Macacu é conhecida minha de longa data: já passei poir aqui indo para Friburgo e para Itaperuna, na conhecida e histórica OPERAÇÃO BOLA BRANCA. Mas, só agora é que resolvi parar e observar o que ela tem a oferecer.



Praça Duque de Caxias

Tranquilidade, simplicidade e belas paisagens, além de um contato mais íntimo com a natureza é o que Cachoeiras tem a oferecer.

Momento Poético da localidade.

Busologicamente falando é um tesouro, as empresas municipais desfilam cada coisa...No CANTINHO DO BUSÓLOGO vocês vão ver.




Acredito que seja um monumento em homenagem ao Povo de Cachoeiras de Macacu, em três diferentes ângulos: O Trabalhador Rural, A Figura da Justiça e o Trabalhador Urbano representados nessa bela escultura.


Depois de me impressionar com as "coisinhas" que rodam por lá, segui para ver os Aldeenses de SÃO PEDRO DA ALDEIA.

SÃO PEDRO DA ALDEIA.São Pedro da Aldeia é mais um daqueles recantos dessa maravilha de região que é a Região dos Lagos! É caminho para CABO FRIO e outras belezas como RIO DAS OSTRAS, BÚZIOS, BARRA DE SÃO JOÃO e MACAÉ.

Destaque para a parte histórica da cidade: A avenida São Pedro que conduz os visitantes para a Igreja dos Jesuítas (foto acima) e a Praça Agenor dos Santos, com uma bela e histórica infra-estrutura.

A Base Aeronaval da São Pedro da Aldeia também é um destaque a parte, com um helicóptero exposto em frente a mesma.

As Praias também são um destaque a parte, mas eu recomendo uma esticadinha até Cabo Frio.

Com informações de Eugênio Sciammarella Júnior, presidente do GRUPOAME e membro da Comissão Consultiva do Patrimônio da Baixada Fluminense.


E dados extraídos do site da Prefeitura de Magé




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