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A Vila dos Mendes

Fala, meu povo!

E o Centro-Sul Fluminense está em evidência no RdV: Depois de Barra do Piraí e Eng. Paulo de Frontin, agora é a vez de Mendes.

A Fazenda Santa Cruz dos Mendes

A história de Mendes começa com o surgimento de um pouso para tropas que passavam por um atalho que ligava o Rio de Janeiro à aldeia de Valença. O solo fértil, a constante circulação de tropeiros e a temperatura agradável contribuíram para que o pequeno rancho começasse a se desenvolver.

A ocupação do que hoje é a cidade tem origem no ano de 1820, quando a família Mendes adquiriu a Fazenda Santa Cruz. Em 1850, a fazenda passa a se chamar "Santa Cruz dos Mendes". Nesta época a fazenda crescia a olhos vistos e prosperava com o desenvolvimento do cultivo do café.

Assim como as outras cidades da região, o forte desenvolvimento da lavoura cafeeira trouxe os trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II também para Mendes.

A Estação original de Mendes foi inaugurada em 1864, com uma condição imposta pelo dono das terras onde os trilhos iam passar: Que tivesse o sobrenome dele.

Ela serviu como estação até o ano de 1996, quando o "Barrinha" parou de operar. Como era um pouco distante do centro da cidade, seu nome foi passado para a próxima estação: Neri Ferreira.

A Parada Neri Ferreira foi inaugurada em 1911 e como era próximo ao Centro de Mendes, passou a ser a Estação Ferroviária da cidade. Acima, podemos ver a estação de Mendes antigamente e a estação hoje (Detalhe é o que vale: Ainda pode-se ver o nome original escondido sobre o nome que a mesma adotou). O belo prédio foi construído em pinho de riga e seu objetivo era atender a demanda das indústrias locais.

Além de Neri Ferreira/Mendes-Nova e Mendes, temos as estações de Martins Costa, Morsing e Humberto Antunes.

A Estação de Martins Costa e Morsing foram inauguradas em 1894 e homenageam funcionários da Central do Brasil: Martins Costa trabalhou na duplicação da linha e Carlos Morsing foi chefe de seção em 1870.


A Estação de Humberto Antunes homenageia Humberto Saraiva Antunes, que dedicou trinta e sete anos de sua vida a Central do Brasil (Confia a história da estação no site Estações Ferroviárias).



E próximo a Estação...


Temos o Tunel Doze - ou Túnel Grande - que foi projetado pelo Engenheiro Paulo de Frontin e que foi necessário e fundamental para a duplicação da linha férrea em direção a Serra do Mar.


À Esquerda, Humberto Antunes e a direita as chamadas "casas de turma". Eram utilizadas pelos funcionários de manutenção da via permanente e pertenciam a ferrovia.


Em 1889, Mendes experimenta um nova fase desenvolvimentista: A industrialização da região, com a chegada da Indústria de Papel Itacolomy, a fábrica de Fósforos Serra do Mar...

...e o frigorífico Anglo. O prédio onde era o setor de inspeção sanitária hoje é a sede da Câmara Municipal. Com dois pavimentos e arquitetura de inspiração inglesa chama a atenção de quem visita a cidade.

Quem também chama a atenção pelas suas linhas é a Igreja Matriz de Santa Cruz, fundada em 22 de abril de 1857. Podemos destacar alguns detalhes da edificação com a sua porta central de madeira maciça e vitrais em forma de círculo e coro de dez metros de largura. Passou por várias reformas e por isso não possui um estilo muito definido.

Mendes já teve seu território anexado aos municípios de Piraí, Barra do Piraí e Vassouras. Em 1952, devido ao seu crescimento econômico tornou-se cidade.

A Dica do Viajante

Minha dica de alimentação é o Bar/Restaurante "Nosso Cantinho",localizado na Rua Júlio Braga (Rua da Prefeitura).

Como chegar


Vindo do Rio de Janeiro/São Paulo: Seguindo pela Via Dutra até o acesso a RJ-127. Por esta, siga passando pelo Centro de Paracambi e pela cidade de Eng. Paulo de Frontin até o município de Mendes.

Linhas de Ônibus

Rio de Janeiro x Mendes (Seção da Rio x Vassouras, operada pelo Normandy)

Eng. Paulo de Frontin x Mendes
Vassouras x Mendes (Viação Progresso)

A EVIAL opera o transporte municipal na cidade.

Abraço e tudo de bom! Obrigado pela sua visita!

Texto: Luiz Antonio Doria

Fotos: Luiz Antonio Doria e Jorge Ferreira Jr.

Fonte Pesquisa: Cidade do Rio e Estações Ferroviarias

4 comentários:

  1. Ah, essa cidade!

    Como eu já vivi “ocorridos busológicos” em seus caminhos, quando eu nem mesmo sonhava o que era busologia!

    O mais antigo, ocorrido há mais de 30 anos, se deu graças à um monobloco da extinta Transcol, que num passeio á Fazenda São José das Paineiras, dos Irmãos Maristas, resolveu não funcionar na hora de voltar ao Rio.
    Entre a preocupação dos Irmãos, assustados com possíveis 30 e muitos hóspedes inesperados; a aflição dos professores preocupados com as satisfações a serem dadas à tantos pais de alunos; e o esforço do motorista em fazer a sulapa velha voltar a funcionar, o bando de garotos estava era se divertindo muito com tudo.
    Por fim, o nobre piloto, com a ajuda da garotada a empurrar o bicho, conseguiu fazer o “estrela de três pontas” voltar a funcionar...

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  2. Alguns anos à frente, a amada-salve-salve-idolatrada Empresa Pedro Antônio e sua MP 12 me proporcionaria outro ocorrido, num dia de chuva torrencial, quando um Condor simplesmente patinou no barros desde Rosa Machado, ainda em Piraí, até Mendes.
    E ainda por cima quase não conseguiu subir a rampa da passagem de nível de Morsing.
    Detalhe é que chovia mais dentro do ônibus do que fora, o que obrigou quem viajava sentado ficar de pé para não sujar suas roupas. Dá para imaginar, goteira em ônibus que roda em estrada de terra não pode dar boa coisa...

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  3. Quando a EPA deu lugar à Cidade das Rosas, mais uma vez um Condor da MP 12 daria um susto em seus passageiros, mas dessa vez num local bastante impróprio do percurso, o trecho percorrido na variante de Martins Costa.
    Como na época essa variante rodava com módicos intervalos de horas e telefone fixo por aquelas bandas era raridade (celular, então, nem se imaginava, era objeto de filme de ficção científica), o jeito foi mesmo “dar um jeito“ de fazer o cabrito voltar a funcionar. E o bicho não só voltou como chegou à Barra do Piraí inteiro (em se tratando de Cidade das Rosas, nem tanto assim...)
    E mais uma vez, salvos por um motorista 1001 utilidades...

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  4. O último ocorrido na verdade começou em Mendes e terminou em Paulo de Frontin.
    Não lembro exatamente o porque, mas um Monobloco O-371 R da então simpática Normandy já havia saído de Mendes com passageiros de pé. Chegando na Rodoviária de Paulo de Frontin, quando o motorista viu a quantidade de pessoas que queria descer a serra a bordo do seu Mercedinho, simplesmente se negou a continuar a viagem. Domingo á noite, chovendo, último carro para o Rio, motorista preocupado com a segurança dos passageiros...
    E cata ficha de orelhão DDD daqui, e ninguém em Vassouras atendia; e cata mais ficha DDD dali, até enfim conseguir ligar para a garagem do Rio.
    Por fim, como até que chegasse um carro do Rio em Paulo de Frontin demoraria muito, o jeito foi o temeroso motorista encarar a estrada e se lançar no breu da serra, debaixo de chuva mesmo e com o carro tão cheio que mais parecia um urbano em dia de semana.

    Uma dica importante pelo peso de seu passado histórico: vale uma passada para pelo menos ver por fora o Centro Marista São José das Paineiras, (http://marista.edu.br/paineiras), antigo Centro de Formação Marista e atualmente centro de hospedagem, lazer e cultura, aberto à grupos diversos.

    Sensacional postagem, adoro as duas cidades, Mendes e Paulo de Frontin!

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